domingo, julho 10, 2005

Pescadores de homens

Se tivesse um trabalho braçal gostaria de ser pescador.
Talvez este meu desejo seja porque sou natural de ilhas, em que vemos o mar constantemente e lidamos com ele, quer esteja calmo ou enfurecido.

sábado, julho 09, 2005

Blogue das 95 teses actualizado

Linha férrea

Se a vida fosse como uma única linha férrea, com certeza que seria mais simples e fácil de cumprir o seu propósito.
No entanto, perderia em interesse. Haveria uma única forma de viver a vida, uma única forma de fazer as coisas...
Por vezes peço para que a vida seja como esta linha de comboio...
Ainda bem que o Senhor não ouve estes meus clamores mais impensados.
Esta foto foi tirada em Vendas Novas.

sexta-feira, julho 08, 2005

Caminhadas com Deus VI

Down the Via Dolorosa in Jerusalem that day
The soldiers tried to clear the narrow street
But the crowd pressed in to see
A Man condemned to die on Calvary

He was bleeding from a beating, there were stripes upon His back
And He wore a crown of thorns upon His head
And He bore with every step
The scorn of those who cried out for His death

Down the Via Dolorosa called the way of suffering
Like a lamb came the Messiah, Christ the King,
But He chose to walk that road out of
His love for you and me.
Down the Via Dolorosa, all the way to Calvary.

The blood that would cleanse the souls of all men
Made its way through the heart of Jerusalem.
Sandi Patti


“A cruz, de fato, é a afirmação perfeita tanto da ira de Deus contra o pecado como da profundidade de seu amor e misericórdia, na recuperação da criação.”
Richard Lovelace

Cristo fez a caminhada mais penosa da história, para que nós pudessemos, nEle, passear com Deus.

quinta-feira, julho 07, 2005

Na cave...

Dia oito, às vinte horas (oito horas da noite diz a plebe), um concerto ao vivo, numa cave.
É ao vivo e tem uma íntima relação com o número oito, mas não é parte do movimento antropófilo que ocorreu na semana passada.
Não obstante, é muito nobre a causa a que serve: estarmos uns com os outros.
Na cave da Igreja Baptista de Queluz, às 20:00 oito bandas a tentar tocar na mesma noite, e sem infringir as leis do ruído no que toca a horários permitidos.
Vai ser estar para ver!













Entrada franca.

Ossos secos

Desde a queda do homem que estamos na prisão das nossas fraquezas, melhor traduzidas como pecado.
O teólogo, Roy Ciampa, propõe que se classifique este estado como exílio. Foram, na história, várias as possibilidades apresentadas por Deus para salvar o ser humano deste estado, mas invariavelmente, e com a falha do homem, estas possibilidades foram goradas. Necessário será dizer que todas elas apontavam para a salvação perfeita, a salvação de Cristo, que morreu (exílio) e ressuscitou (salvação), servindo assim de modelo para todo o que aceitasse a Sua obra.
Em Ezequiel 37: 1-14, temos uma tipologia deste estado. “O vale dos ossos secos”, que à ordem do Senhor, revestem-se de carne, levantam-se e ganham sobretudo, vida.
Para além de esta ser uma profecia para os tempos do povo Israelita que sofria com o exílio físico noutra nação, é uma alusão ao que Cristo viria a fazer.
A Sua ressurreição, tira-nos da sequidão e dá-nos vida, porque também Ele se tornou sequidão, para vencê-la e agora pode liderar os que serão vivificados.

Demonstra a tua ofensa

O carácter cristão não é demonstrado sem perdão. O perdão, para restaurar o relacionamento, não é demonstrado sem se assumir a ofensa.
“Passar por cima da ofensa” não é uma demonstração de perdão, como comummente se observa numa, como que, competição à espiritualidade de cada um, antes pelo contrário, faz crescer o abismo entre os ofendidos.
Importa que demonstremos a nossa irritação ou mágoa, juntamente com o nosso perdão e arrependimento para com o ofensor e ofendido, que discutamos, e que sejamos francos, vulneráveis.
O perdão é íntimo da franqueza.

quarta-feira, julho 06, 2005

O Grande Inquisidor II

“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo.”
Mateus 4:1
Três tentações, três símbolos do que mais busca o homem. O pão, o milagre e o poder.
Curiosamente, Jesus rejeitou-as…
Jesus não quer que o sigamos pela recompensa ou pagamento de tal acção. “Que liberdade seria essa, então?”, pergunta-nos Dostoiévski pela boca de Ivan em conversa com Aliocha.


Jesus basta-se a Si próprio para que o sigamos

O Grande Inquisidor

Durante o acto de culto, mesmo durante a pregação, entra um homem de aspecto normal, digamos: de calças de ganga, t-shirt, ténis, ou até mesmo de camisa e sapatos, o aspecto não é o mais importante.
O que interessa é que, ao entrar esse homem, toda a congregação voltou o seu olhar para ele, até o orador evangélico o fez.
De facto, pela sua entrada, toda a liturgia daquele Domingo estava posta em causa.
De repente, aproxima-se o pastor da igreja e ao seu ouvido sussurra:
-Por favor, sente-se porque está a servir de distúrbio ao nosso programa dominical.


Será que Cristo incomodaria o nosso programa Dominical se entrasse nele?

terça-feira, julho 05, 2005

Live 8 for ever

Existe uma certa perversidade nas campanhas humanitárias que se fazem, não que seja contra elas…
Sem dúvida, o mundo tem mais do que recursos para manter toda a sua população viva com qualidade, no entanto, convém anunciar estas campanhas.
A misericórdia sabe sempre melhor quando existe alguém em permanente inferioridade à nossa condição.
Fora de questão estará sempre abdicar das limousines, enfeites de oiro (Africano) e mesmo da prerrogativa que pensamos que temos em desperdiçar recursos, desde que de vez em quando lhes dermos as nossas migalhas.

Lição de holimética

O pregador faz uso da retórica na sua explanação e a argumentação é bem aceite pelos ouvintes. São gritados os costumeiros “améns” e “aleluias” efusivos, de concordância e de desejo de envolvimento.
O orador sente-se empolgado e continua o seu discurso, leva ao rubro a sua plateia.
Crê ele que foi muito bem sucedido, mas um dia depois, já nem se lembram do que ouviram.

segunda-feira, julho 04, 2005

"And the Oscar goes to..."




O meu amigo Rúben, o "homem da razão", ganhou um prémio equivalente aos "Óscares da Academia". A diferença é que, em vez de ser a nível planetário, está circunscrito à zona de Tercena.
Parabéns Ruben!

Vontade de Deus...

Não é o que fazemos que interessa. O que interessa é que busquemos o Reino de Deus em tudo o que fazemos…

Sacro ofício

Um colega meu não podia suportar a cadeira de Hebraico, ele não gostava mesmo de aprender a manusear a língua dos Hebreus.
Vim a descobrir que, ele não estudava Hebraico. Ou seja, ele não gostava de Hebraico porque não percebia a língua, e não percebia a língua porque não a estudava, e não a estudava porque não gostava do idioma.
Não gostamos do que não percebemos. Logo, toda arte e ofício que dominamos tem a sua beleza, por isso, a aprendizagem traz consigo a amizade pelo trabalho.
A ignorância, por outro lado, é prima da inimizade ao labor.

sábado, julho 02, 2005

Lutero também não levou apenas duas semanas a escrevê-las...

Weekend´s Fotolog VII


(Jogatana)
Existe, perto da estação dos Correios de Queluz, mesmo em frente ao restaurante "O Garfo" (este também é um bom sítio para se comer...), estava a dizer, existe uma mesa onde se juntam regularmente grupos de senhores, a maioria deles na sua idade de reforma, para jogarem às cartas.
Sem que eles me conhecessem de lado nenhum, quando fui lá pedir para tirar uma foto, depois de o permitirem, começaram logo a gozar uns com os outros e a incluir-me na brincadeira deles.
Digo que, gostaria de passar parte da minha reforma assim, a jogar à "Sueca" com os meus amigos.
Boa gente esta.



Este episódio fez-me lembrar da minha avó materna, Evangelina, que tinha aprendido a jogar a um jogo de cartas Norte Americano, com os meus tios que tinham emigrado, "Pinocle". Era um jogo de se jogar a três ou a pares, não se jogava apenas com duas pessoas.
Vai-se lá saber porquê, mas eu, infante na altura, comecei a gostar desse jogo. Ia sucessivas vezes a casa da minha avó, e pedia-lhe para ela jogar comigo ao bendito jogo.
Agora a pensar nisso, como deveria ter sido uma criança impertinente na altura...
A minha avó, com a paciência que lhe era característica, inventou uma forma de se jogar a duas pessoas, e assim fazer a vontade ao seu neto. Quebrou, com certeza, algumas regras do jogo, mas lembro-me com muita saudade, de tardes inteiras que eu passava com a minha avó, que, mal eu aparecia, deixava os bordados de lado, que tanto gostava de fazer, para jogar à "Pinocle de dois".

Houve, por isso, algo neste ajuntamento, que me fez recordar esses tempos.
Parece que voltei a ir ter com a minha "vóvó", e passar um bocadinho de tempo com ela.

sexta-feira, julho 01, 2005

Uma vez Evaristo, sempre Evaristo

O Evaristo foi hoje para a Guiné!
Uma vez Evaristo, sempre Evaristo.
Eramos para sair às 6:00, mas ele atrasou-se e saímos às 7:00.
A caminho, ele no carro, pergunta ao irmão:
- E a passagem? Onde está?
Foram cinco minutos de suspense, mas, finalmente encontrou o documento precioso.
Chegando lá, lembra-se que tinha esquecido a Bíblia em casa.
Quando chegámos a casa reparei que não era só a Bíblia que se tinha esquecido...
No entanto, no meio da confusão característica do aeroporto, entre filas perdidas e peditórios para levarem encomendas para o continente negro, ele manteve a calma e correu tudo bem.
"Eu faço as coisas à minha maneira", diz ele. De facto, e fá-las bem, não as faz como eu, mas faz bem.
Na Guiné vai-se casar, e vai poder servir no trabalho que Deus lhe der, para bem do seu amado país.
O Evaristo tem um coração do tamanho do mundo e vai deixar muitas saudades!


Fica a pequena estrofe da cantiga dedicada ao personagem:
"Evaristo sensível, sorriso temível..."

Sacrifício

“Mais difícil do que entregar a minha vida no altar do Senhor, para que Ele faça com ela o que quer, é entregar a vida da minha família.”
Keith Green

Liberdade de escolha III

As multinacionais fabricantes de automóveis, recusam-se a limitar a velocidade do seu produto à permitida pelo código da estrada.
Também neles existe, portanto, o sentido de dar ao homem a possibilidade de escolher cumprir ou não a lei.