Somos lestos em criticar o pecado de Eva e posteriormente Adão, ao comer o fruto proibido. Apontamos o dedo em acusação.
Esquecemos, infelizmente, que todos os dias comemos desse fruto também.
"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento...Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Jesus Cristo
terça-feira, julho 12, 2005
Juízes do mundo
Tenho muito poucas certezas na vida. Creio que numa desproporção colossal existem mais incertezas do que certezas.
Há, todavia, uma tendência natural para tentarmos assegurar-nos do maior número de certezas possíveis na vida, ainda que infundamentadas. Desde que digamos que temos a certeza de tal e tal...
Perguntas complicadas exigem respostas do mesmo calibre, não podemos responder simploriamente, anulando questões não resolvidas para que o nosso ego se sinta seguro.
Neste caso, a dúvida deve ser assumida. Qual é o problema de um cristão responder a problemas colocados pelos sedendos pagãos com um,"não sei" ou então com simples e saudoso silêncio, ou mesmo com compreensão não veículativa?
Responder sem dizer que a resposta é esta ou aquela, ou que fulano agiu mal aqui ou ali, ou então a pior de todas, passo a citar: "Eu já passei por isso...", é também o nosso desafio.
Há, todavia, uma tendência natural para tentarmos assegurar-nos do maior número de certezas possíveis na vida, ainda que infundamentadas. Desde que digamos que temos a certeza de tal e tal...
Perguntas complicadas exigem respostas do mesmo calibre, não podemos responder simploriamente, anulando questões não resolvidas para que o nosso ego se sinta seguro.
Neste caso, a dúvida deve ser assumida. Qual é o problema de um cristão responder a problemas colocados pelos sedendos pagãos com um,"não sei" ou então com simples e saudoso silêncio, ou mesmo com compreensão não veículativa?
Responder sem dizer que a resposta é esta ou aquela, ou que fulano agiu mal aqui ou ali, ou então a pior de todas, passo a citar: "Eu já passei por isso...", é também o nosso desafio.
segunda-feira, julho 11, 2005
C.S. Lewis ensina-nos muita coisa,
Mas uma delas é que, o nosso clamor por justiça, quanto às guerras, genocídios, fomes e outras catástrofes humanas, em várias partes do mundo, torna-se uma implícita sentença de anulação da liberdade dos mais poderosos. Assim seria feita justiça, se Deus parasse todas as guerras.
Para se ser realmente justo, então, se Deus retirasse a liberdade desses, também teria que retirar a nossa da mesma forma.
Ou julgamos que não há influência nossa no que acontece no mundo?
Para se ser realmente justo, então, se Deus retirasse a liberdade desses, também teria que retirar a nossa da mesma forma.
Ou julgamos que não há influência nossa no que acontece no mundo?
Provérbios
Como já sobejamente sabem, sou natural dos Açores, Ilha Terceia.
Ora, numa ilha em que sensivelmente 70 quilómetros chegam para circundá-la, torna-se impossível perdermo-nos lá. Basta dirigirmo-nos para o mar, o qual constantemente se nos depara, e depois conduzirmos sempre nessa estrada até encontrar alguma localidade. Garanto-vos que o vosso alvo nunca distará mais do que 70 quilómetros donde estão...
Fui criado neste ambiente, por isso, acredito que nunca tive a necessidade de desenvolver muito o meu sentido de orientação.
O problema desta minha condição é que desde que comecei a conduzir na capital, esta minha fraqueza tem-se evidenciado de sobremaneira.
Cheguei à conclusão que, em Lisboa é possível perdermo-nos, é bem possível, aliás...
Nem todos os caminhos vão dar a Lisboa...
P.S.- Nem foi preciso começar a conduzir para me perder.
Ora, numa ilha em que sensivelmente 70 quilómetros chegam para circundá-la, torna-se impossível perdermo-nos lá. Basta dirigirmo-nos para o mar, o qual constantemente se nos depara, e depois conduzirmos sempre nessa estrada até encontrar alguma localidade. Garanto-vos que o vosso alvo nunca distará mais do que 70 quilómetros donde estão...
Fui criado neste ambiente, por isso, acredito que nunca tive a necessidade de desenvolver muito o meu sentido de orientação.
O problema desta minha condição é que desde que comecei a conduzir na capital, esta minha fraqueza tem-se evidenciado de sobremaneira.
Cheguei à conclusão que, em Lisboa é possível perdermo-nos, é bem possível, aliás...
Nem todos os caminhos vão dar a Lisboa...
P.S.- Nem foi preciso começar a conduzir para me perder.
domingo, julho 10, 2005
Pescadores de homens
sábado, julho 09, 2005
Linha férrea
Se a vida fosse como uma única linha férrea, com certeza que seria mais simples e fácil de cumprir o seu propósito.No entanto, perderia em interesse. Haveria uma única forma de viver a vida, uma única forma de fazer as coisas...
Por vezes peço para que a vida seja como esta linha de comboio...
Ainda bem que o Senhor não ouve estes meus clamores mais impensados.
Esta foto foi tirada em Vendas Novas.
sexta-feira, julho 08, 2005
Caminhadas com Deus VI
Down the Via Dolorosa in Jerusalem that day The soldiers tried to clear the narrow street
But the crowd pressed in to see
A Man condemned to die on Calvary
He was bleeding from a beating, there were stripes upon His back
And He wore a crown of thorns upon His head
And He bore with every step
The scorn of those who cried out for His death
Down the Via Dolorosa called the way of suffering
Like a lamb came the Messiah, Christ the King,
But He chose to walk that road out of
His love for you and me.
Down the Via Dolorosa, all the way to Calvary.
The blood that would cleanse the souls of all men
Made its way through the heart of Jerusalem.
Sandi Patti
“A cruz, de fato, é a afirmação perfeita tanto da ira de Deus contra o pecado como da profundidade de seu amor e misericórdia, na recuperação da criação.”
Richard Lovelace
Cristo fez a caminhada mais penosa da história, para que nós pudessemos, nEle, passear com Deus.
quinta-feira, julho 07, 2005
Na cave...
Dia oito, às vinte horas (oito horas da noite diz a plebe), um concerto ao vivo, numa cave.
É ao vivo e tem uma íntima relação com o número oito, mas não é parte do movimento antropófilo que ocorreu na semana passada.
Não obstante, é muito nobre
a causa a que serve: estarmos uns com os outros.
Na cave da Igreja Baptista de Queluz, às 20:00 oito bandas a tentar tocar na mesma noite, e sem infringir as leis do ruído no que toca a horários permitidos.
Vai ser estar para ver!
Entrada franca.
É ao vivo e tem uma íntima relação com o número oito, mas não é parte do movimento antropófilo que ocorreu na semana passada.
Não obstante, é muito nobre
a causa a que serve: estarmos uns com os outros.Na cave da Igreja Baptista de Queluz, às 20:00 oito bandas a tentar tocar na mesma noite, e sem infringir as leis do ruído no que toca a horários permitidos.
Vai ser estar para ver!
Entrada franca.
Ossos secos
Desde a queda do homem que estamos na prisão das nossas fraquezas, melhor traduzidas como pecado.
O teólogo, Roy Ciampa, propõe que se classifique este estado como exílio. Foram, na história, várias as possibilidades apresentadas por Deus para salvar o ser humano deste estado, mas invariavelmente, e com a falha do homem, estas possibilidades foram goradas. Necessário será dizer que todas elas apontavam para a salvação perfeita, a salvação de Cristo, que morreu (exílio) e ressuscitou (salvação), servindo assim de modelo para todo o que aceitasse a Sua obra.
Em Ezequiel 37: 1-14, temos uma tipologia deste estado. “O vale dos ossos secos”, que à ordem do Senhor, revestem-se de carne, levantam-se e ganham sobretudo, vida.
Para além de esta ser uma profecia para os tempos do povo Israelita que sofria com o exílio físico noutra nação, é uma alusão ao que Cristo viria a fazer.
A Sua ressurreição, tira-nos da sequidão e dá-nos vida, porque também Ele se tornou sequidão, para vencê-la e agora pode liderar os que serão vivificados.
O teólogo, Roy Ciampa, propõe que se classifique este estado como exílio. Foram, na história, várias as possibilidades apresentadas por Deus para salvar o ser humano deste estado, mas invariavelmente, e com a falha do homem, estas possibilidades foram goradas. Necessário será dizer que todas elas apontavam para a salvação perfeita, a salvação de Cristo, que morreu (exílio) e ressuscitou (salvação), servindo assim de modelo para todo o que aceitasse a Sua obra.
Em Ezequiel 37: 1-14, temos uma tipologia deste estado. “O vale dos ossos secos”, que à ordem do Senhor, revestem-se de carne, levantam-se e ganham sobretudo, vida.
Para além de esta ser uma profecia para os tempos do povo Israelita que sofria com o exílio físico noutra nação, é uma alusão ao que Cristo viria a fazer.
A Sua ressurreição, tira-nos da sequidão e dá-nos vida, porque também Ele se tornou sequidão, para vencê-la e agora pode liderar os que serão vivificados.
Demonstra a tua ofensa
O carácter cristão não é demonstrado sem perdão. O perdão, para restaurar o relacionamento, não é demonstrado sem se assumir a ofensa.
“Passar por cima da ofensa” não é uma demonstração de perdão, como comummente se observa numa, como que, competição à espiritualidade de cada um, antes pelo contrário, faz crescer o abismo entre os ofendidos.
Importa que demonstremos a nossa irritação ou mágoa, juntamente com o nosso perdão e arrependimento para com o ofensor e ofendido, que discutamos, e que sejamos francos, vulneráveis.
O perdão é íntimo da franqueza.
“Passar por cima da ofensa” não é uma demonstração de perdão, como comummente se observa numa, como que, competição à espiritualidade de cada um, antes pelo contrário, faz crescer o abismo entre os ofendidos.
Importa que demonstremos a nossa irritação ou mágoa, juntamente com o nosso perdão e arrependimento para com o ofensor e ofendido, que discutamos, e que sejamos francos, vulneráveis.
O perdão é íntimo da franqueza.
quarta-feira, julho 06, 2005
O Grande Inquisidor II
“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo.”
Mateus 4:1
Três tentações, três símbolos do que mais busca o homem. O pão, o milagre e o poder.
Curiosamente, Jesus rejeitou-as…
Jesus não quer que o sigamos pela recompensa ou pagamento de tal acção. “Que liberdade seria essa, então?”, pergunta-nos Dostoiévski pela boca de Ivan em conversa com Aliocha.
Jesus basta-se a Si próprio para que o sigamos
Mateus 4:1
Três tentações, três símbolos do que mais busca o homem. O pão, o milagre e o poder.
Curiosamente, Jesus rejeitou-as…
Jesus não quer que o sigamos pela recompensa ou pagamento de tal acção. “Que liberdade seria essa, então?”, pergunta-nos Dostoiévski pela boca de Ivan em conversa com Aliocha.
Jesus basta-se a Si próprio para que o sigamos
O Grande Inquisidor
Durante o acto de culto, mesmo durante a pregação, entra um homem de aspecto normal, digamos: de calças de ganga, t-shirt, ténis, ou até mesmo de camisa e sapatos, o aspecto não é o mais importante.
O que interessa é que, ao entrar esse homem, toda a congregação voltou o seu olhar para ele, até o orador evangélico o fez.
De facto, pela sua entrada, toda a liturgia daquele Domingo estava posta em causa.
De repente, aproxima-se o pastor da igreja e ao seu ouvido sussurra:
-Por favor, sente-se porque está a servir de distúrbio ao nosso programa dominical.
Será que Cristo incomodaria o nosso programa Dominical se entrasse nele?
O que interessa é que, ao entrar esse homem, toda a congregação voltou o seu olhar para ele, até o orador evangélico o fez.
De facto, pela sua entrada, toda a liturgia daquele Domingo estava posta em causa.
De repente, aproxima-se o pastor da igreja e ao seu ouvido sussurra:
-Por favor, sente-se porque está a servir de distúrbio ao nosso programa dominical.
Será que Cristo incomodaria o nosso programa Dominical se entrasse nele?
terça-feira, julho 05, 2005
Live 8 for ever
Existe uma certa perversidade nas campanhas humanitárias que se fazem, não que seja contra elas…
Sem dúvida, o mundo tem mais do que recursos para manter toda a sua população viva com qualidade, no entanto, convém anunciar estas campanhas.
A misericórdia sabe sempre melhor quando existe alguém em permanente inferioridade à nossa condição.
Fora de questão estará sempre abdicar das limousines, enfeites de oiro (Africano) e mesmo da prerrogativa que pensamos que temos em desperdiçar recursos, desde que de vez em quando lhes dermos as nossas migalhas.
Sem dúvida, o mundo tem mais do que recursos para manter toda a sua população viva com qualidade, no entanto, convém anunciar estas campanhas.
A misericórdia sabe sempre melhor quando existe alguém em permanente inferioridade à nossa condição.
Fora de questão estará sempre abdicar das limousines, enfeites de oiro (Africano) e mesmo da prerrogativa que pensamos que temos em desperdiçar recursos, desde que de vez em quando lhes dermos as nossas migalhas.
Lição de holimética
O pregador faz uso da retórica na sua explanação e a argumentação é bem aceite pelos ouvintes. São gritados os costumeiros “améns” e “aleluias” efusivos, de concordância e de desejo de envolvimento.
O orador sente-se empolgado e continua o seu discurso, leva ao rubro a sua plateia.
Crê ele que foi muito bem sucedido, mas um dia depois, já nem se lembram do que ouviram.
O orador sente-se empolgado e continua o seu discurso, leva ao rubro a sua plateia.
Crê ele que foi muito bem sucedido, mas um dia depois, já nem se lembram do que ouviram.
segunda-feira, julho 04, 2005
"And the Oscar goes to..."
O meu amigo Rúben, o "homem da razão", ganhou um prémio equivalente aos "Óscares da Academia". A diferença é que, em vez de ser a nível planetário, está circunscrito à zona de Tercena.
Parabéns Ruben!
Vontade de Deus...
Não é o que fazemos que interessa. O que interessa é que busquemos o Reino de Deus em tudo o que fazemos…
Sacro ofício
Um colega meu não podia suportar a cadeira de Hebraico, ele não gostava mesmo de aprender a manusear a língua dos Hebreus.
Vim a descobrir que, ele não estudava Hebraico. Ou seja, ele não gostava de Hebraico porque não percebia a língua, e não percebia a língua porque não a estudava, e não a estudava porque não gostava do idioma.
Não gostamos do que não percebemos. Logo, toda arte e ofício que dominamos tem a sua beleza, por isso, a aprendizagem traz consigo a amizade pelo trabalho.
A ignorância, por outro lado, é prima da inimizade ao labor.
Vim a descobrir que, ele não estudava Hebraico. Ou seja, ele não gostava de Hebraico porque não percebia a língua, e não percebia a língua porque não a estudava, e não a estudava porque não gostava do idioma.
Não gostamos do que não percebemos. Logo, toda arte e ofício que dominamos tem a sua beleza, por isso, a aprendizagem traz consigo a amizade pelo trabalho.
A ignorância, por outro lado, é prima da inimizade ao labor.
domingo, julho 03, 2005
sábado, julho 02, 2005
Weekend´s Fotolog VII

(Jogatana)
Sem que eles me conhecessem de lado nenhum, quando fui lá pedir para tirar uma foto, depois de o permitirem, começaram logo a gozar uns com os outros e a incluir-me na brincadeira deles.
Digo que, gostaria de passar parte da minha reforma assim, a jogar à "Sueca" com os meus amigos.
Boa gente esta.
Este episódio fez-me lembrar da minha avó materna, Evangelina, que tinha aprendido a jogar a um jogo de cartas Norte Americano, com os meus tios que tinham emigrado, "Pinocle". Era um jogo de se jogar a três ou a pares, não se jogava apenas com duas pessoas.
Vai-se lá saber porquê, mas eu, infante na altura, comecei a gostar desse jogo. Ia sucessivas vezes a casa da minha avó, e pedia-lhe para ela jogar comigo ao bendito jogo.
Agora a pensar nisso, como deveria ter sido uma criança impertinente na altura...
A minha avó, com a paciência que lhe era característica, inventou uma forma de se jogar a duas pessoas, e assim fazer a vontade ao seu neto. Quebrou, com certeza, algumas regras do jogo, mas lembro-me com muita saudade, de tardes inteiras que eu passava com a minha avó, que, mal eu aparecia, deixava os bordados de lado, que tanto gostava de fazer, para jogar à "Pinocle de dois".Houve, por isso, algo neste ajuntamento, que me fez recordar esses tempos.
Parece que voltei a ir ter com a minha "vóvó", e passar um bocadinho de tempo com ela.
sexta-feira, julho 01, 2005
Uma vez Evaristo, sempre Evaristo
O Evaristo foi hoje para a Guiné!Uma vez Evaristo, sempre Evaristo.
Eramos para sair às 6:00, mas ele atrasou-se e saímos às 7:00.
A caminho, ele no carro, pergunta ao irmão:
- E a passagem? Onde está?
Foram cinco minutos de suspense, mas, finalmente encontrou o documento precioso.
Chegando lá, lembra-se que tinha esquecido a Bíblia em casa.
Quando chegámos a casa reparei que não era só a Bíblia que se tinha esquecido...
No entanto, no meio da confusão característica do aeroporto, entre filas perdidas e peditórios para levarem encomendas para o continente negro, ele manteve a calma e correu tudo bem.
"Eu faço as coisas à minha maneira", diz ele. De facto, e fá-las bem, não as faz como eu, mas faz bem.
Na Guiné vai-se casar, e vai poder servir no trabalho que Deus lhe der, para bem do seu amado país.
O Evaristo tem um coração do tamanho do mundo e vai deixar muitas saudades!
Fica a pequena estrofe da cantiga dedicada ao personagem:
"Evaristo sensível, sorriso temível..."
Sacrifício
“Mais difícil do que entregar a minha vida no altar do Senhor, para que Ele faça com ela o que quer, é entregar a vida da minha família.”
Keith Green
Keith Green
Liberdade de escolha III
As multinacionais fabricantes de automóveis, recusam-se a limitar a velocidade do seu produto à permitida pelo código da estrada.
Também neles existe, portanto, o sentido de dar ao homem a possibilidade de escolher cumprir ou não a lei.
Também neles existe, portanto, o sentido de dar ao homem a possibilidade de escolher cumprir ou não a lei.
quinta-feira, junho 30, 2005
A escolha
- Se fosse para a América, seria bem aproveitado! - Era algo que ele dizia com muita frequência. Este pequeno homem, marceneiro de ofício, era artista no que fazia. Diziam que como ele, na freguesia, não havia quem fizesse melhor os arados e as cangas para as juntas dos bois.
Era também possuidor de uma mente engenhosa. Um dia, a minha mãe ainda não tinha nascido, ele propôs-se a fazer um berço "à corda". Dava-se corda, e o berço embalava sozinho. A minha avó nem acreditava
- Tás louco Bernardo, agora já se viu alguma coisa dessas? – Mesmo assim, admitia ela, daria muito jeito se uma engenhoca dessas funcionasse.
Roldana mais roldana, corda aqui e ali, e pronto:
- Já podes pôr o bebé no berço, Evangelina! (…) Dou corda aqui e vamos lá a ver… - De facto, o berço funcionava, mas era tão forte o ruído que fazia, que o recém-nascido nem dormia.
Numa outra vez foram uns auscultadores que ele quis fazer. Eram como que um capacete que se enfiava na cabeça das pessoas. Havia uma certa pressão para que todos experimentassem o engenho, de tal forma, que diziam as vizinhas da minha avó, sempre que iam lá a casa:
- Quela (expressão endémica que significa uma interjeição, “Mulher!”), toda a gente que vai a casa da Evangelina, tem que ser coroada…
Era um homem com hábitos caricatos, sempre que começava a comer partia a carcaça (chamado de “papo-seco” nos açores) em quatro partes, e por cada metade da carcaça que partia, elevava o pão e dizia “dominu sté com..”, ou qualquer coisa assim, só sei que era latim, usava o mesmo canivete sempre para tudo o que fazia e servia-se de muito açúcar para adocicar o seu café, tanto que a colher ficava em posição vertical, sem tocar nas paredes da caneca, apenas suportada pela base de açúcar colocada.
Marceneiro era ele, como já disse, era muita a gente que em tempos ia lá para mandar fazer as suas alfaias. Agora, tudo era comprado na cidade, e ele já estava cansado da vida.
Mesmo assim, essa mente engenhosa, de que vos falei há pouco, nem sempre, como todas as mentes engenhosas, era igual às outras mentes. Muitas vezes a minha avó, sua irmã, brigava com ele, porque, ou tinha gasto todo o dinheiro em biscoitos, ou porque tinha falado sem educação a alguém, mas a maioria das vezes era porque trazia um ferro qualquer que encontrava na rua, ou qualquer pedaço de lixo.
- Então Bernardino, o que é que vais fazer com isso? Não vês que isso não presta para nada? – e então vinha a resposta dele, a máxima que serviu para toda a vida deste meu tio Bernardino, - Evangelina, isto pode vir a ser preciso…
Sentava-se depois de comer, sempre que não ia para a sua “tenda”, que era como chamávamos a oficina dele, numa cadeira situada no hall de entrada. Por isso, a primeira pessoa que víamos sempre ao entrar em casa da “vóvó”, era o tio Bernardino de bengala em punho cravada no chão e encostada à barriga.
Quando eram conhecidos os que batiam à porta, ele cantava: “entrai, entrai oh pastores…”. Quando eram desconhecidos ele nem pronunciava palavra.
Regra geral, ele gostava quando íamos brincar para a sua tenda. Gostava mais que fosse o meu irmão do que eu. O meu irmão era mais engenhoso e tinha muito jeito com a madeira. Fazia carrinhos de ladeira, aviões, fazia carroçarias para outros carros telecomandados (com um fio, bem entendido), que ele construía, aproveitando os motores dos carros que abria.
Eu, por outro lado, sempre fui diferente, sempre que chegava à tenda do tio Bernardino, não ficava lá muito tempo, talvez por isso, ele não encontrasse tanto gozo na minha presença quanto na do meu irmão. Chegava lá, e pegava logo numa roda de esferovite, ele tinha lá muitas dessas. Nem sabia donde as tinha arranjado, com certeza era um dos frutos resultantes da sua filosofia de vida; “tudo se aproveita, porque pode vir a ser útil”, aliás, a sua tenda era composta por uma “parafernalia” de objectos sem sentido e de todo o feitio. Uns, percebíamos logo que dali, apenas iriam ficar com mais ferrugem e seriam mais tarde atirados para o lixo, outros, bem, talvez, talvez pudessem vir a ser aproveitados.
De resto, era uma tenda pequenina, com todos os utensílios necessários para a arte do meu tio. Utensílios antigos, nada de modernidades, nada de máquinas, mas eram decerto suficientes. Ia-me esquecendo de dizer o que fazia com a roda de esferovite, é que distraí-me com a descrição da tenda do meu tio.
Eu pegava no rolo de esferovite e cravava lá o máximo de pregos que podia cravar. Depois, ficava a olhar para a bela obra que tinha feito. Era mesmo só isto, não havia intenção nenhuma nesta minha façanha, nem uma intenção estética nem nada. Era simples patetice, depois, ia-me embora para casa…
De vez em quando, aparecia lá um senhor amigo do meu tio, era alcunhado por “Amarromacho”, e fazia a terra a meias. O que a terra produzisse, metade era dele. Ficavam a tarde inteira a conversar, sobre o nada. Quando eu chegava lá, ele perguntava sempre ao “Amarromacho”:
- Olha, queres comprar este rapaz? Ele está à venda - Depois riam-se, eu também me ria.
Ele, era Católico, e nós, Evangélicos. Não sei se foi, mas deve ter sido um choque muito grande para a família da minha mãe aceitar essa realidade. O meu tio, não se consolava, queria que eu fosse Católico.
Várias vezes, falava comigo para que viesse a mudar para a Igreja Católica.
- …Porque toda a gente está lá… porque vocês não têm procissões, nem festas na rua, nem o bodo que dá o pão… - Argumentava ele, na sua apologética.
Admito, que por vezes, claudiquei com os meus oito anos de idade. E dizia à minha mãe:
- Mamã, quero ir para a igreja do Tio Bernardino. - Ao que ela sabiamente respondia: - Enquanto fores pequenino a mãe escolhe por ti, e vais onde a mamã disser, depois, fazes a tua escolha, está bem?
Era também possuidor de uma mente engenhosa. Um dia, a minha mãe ainda não tinha nascido, ele propôs-se a fazer um berço "à corda". Dava-se corda, e o berço embalava sozinho. A minha avó nem acreditava
- Tás louco Bernardo, agora já se viu alguma coisa dessas? – Mesmo assim, admitia ela, daria muito jeito se uma engenhoca dessas funcionasse.
Roldana mais roldana, corda aqui e ali, e pronto:
- Já podes pôr o bebé no berço, Evangelina! (…) Dou corda aqui e vamos lá a ver… - De facto, o berço funcionava, mas era tão forte o ruído que fazia, que o recém-nascido nem dormia.
Numa outra vez foram uns auscultadores que ele quis fazer. Eram como que um capacete que se enfiava na cabeça das pessoas. Havia uma certa pressão para que todos experimentassem o engenho, de tal forma, que diziam as vizinhas da minha avó, sempre que iam lá a casa:
- Quela (expressão endémica que significa uma interjeição, “Mulher!”), toda a gente que vai a casa da Evangelina, tem que ser coroada…
Era um homem com hábitos caricatos, sempre que começava a comer partia a carcaça (chamado de “papo-seco” nos açores) em quatro partes, e por cada metade da carcaça que partia, elevava o pão e dizia “dominu sté com..”, ou qualquer coisa assim, só sei que era latim, usava o mesmo canivete sempre para tudo o que fazia e servia-se de muito açúcar para adocicar o seu café, tanto que a colher ficava em posição vertical, sem tocar nas paredes da caneca, apenas suportada pela base de açúcar colocada.
Marceneiro era ele, como já disse, era muita a gente que em tempos ia lá para mandar fazer as suas alfaias. Agora, tudo era comprado na cidade, e ele já estava cansado da vida.
Mesmo assim, essa mente engenhosa, de que vos falei há pouco, nem sempre, como todas as mentes engenhosas, era igual às outras mentes. Muitas vezes a minha avó, sua irmã, brigava com ele, porque, ou tinha gasto todo o dinheiro em biscoitos, ou porque tinha falado sem educação a alguém, mas a maioria das vezes era porque trazia um ferro qualquer que encontrava na rua, ou qualquer pedaço de lixo.
- Então Bernardino, o que é que vais fazer com isso? Não vês que isso não presta para nada? – e então vinha a resposta dele, a máxima que serviu para toda a vida deste meu tio Bernardino, - Evangelina, isto pode vir a ser preciso…
Sentava-se depois de comer, sempre que não ia para a sua “tenda”, que era como chamávamos a oficina dele, numa cadeira situada no hall de entrada. Por isso, a primeira pessoa que víamos sempre ao entrar em casa da “vóvó”, era o tio Bernardino de bengala em punho cravada no chão e encostada à barriga.
Quando eram conhecidos os que batiam à porta, ele cantava: “entrai, entrai oh pastores…”. Quando eram desconhecidos ele nem pronunciava palavra.
Regra geral, ele gostava quando íamos brincar para a sua tenda. Gostava mais que fosse o meu irmão do que eu. O meu irmão era mais engenhoso e tinha muito jeito com a madeira. Fazia carrinhos de ladeira, aviões, fazia carroçarias para outros carros telecomandados (com um fio, bem entendido), que ele construía, aproveitando os motores dos carros que abria.
Eu, por outro lado, sempre fui diferente, sempre que chegava à tenda do tio Bernardino, não ficava lá muito tempo, talvez por isso, ele não encontrasse tanto gozo na minha presença quanto na do meu irmão. Chegava lá, e pegava logo numa roda de esferovite, ele tinha lá muitas dessas. Nem sabia donde as tinha arranjado, com certeza era um dos frutos resultantes da sua filosofia de vida; “tudo se aproveita, porque pode vir a ser útil”, aliás, a sua tenda era composta por uma “parafernalia” de objectos sem sentido e de todo o feitio. Uns, percebíamos logo que dali, apenas iriam ficar com mais ferrugem e seriam mais tarde atirados para o lixo, outros, bem, talvez, talvez pudessem vir a ser aproveitados.
De resto, era uma tenda pequenina, com todos os utensílios necessários para a arte do meu tio. Utensílios antigos, nada de modernidades, nada de máquinas, mas eram decerto suficientes. Ia-me esquecendo de dizer o que fazia com a roda de esferovite, é que distraí-me com a descrição da tenda do meu tio.
Eu pegava no rolo de esferovite e cravava lá o máximo de pregos que podia cravar. Depois, ficava a olhar para a bela obra que tinha feito. Era mesmo só isto, não havia intenção nenhuma nesta minha façanha, nem uma intenção estética nem nada. Era simples patetice, depois, ia-me embora para casa…
De vez em quando, aparecia lá um senhor amigo do meu tio, era alcunhado por “Amarromacho”, e fazia a terra a meias. O que a terra produzisse, metade era dele. Ficavam a tarde inteira a conversar, sobre o nada. Quando eu chegava lá, ele perguntava sempre ao “Amarromacho”:
- Olha, queres comprar este rapaz? Ele está à venda - Depois riam-se, eu também me ria.
Ele, era Católico, e nós, Evangélicos. Não sei se foi, mas deve ter sido um choque muito grande para a família da minha mãe aceitar essa realidade. O meu tio, não se consolava, queria que eu fosse Católico.
Várias vezes, falava comigo para que viesse a mudar para a Igreja Católica.
- …Porque toda a gente está lá… porque vocês não têm procissões, nem festas na rua, nem o bodo que dá o pão… - Argumentava ele, na sua apologética.
Admito, que por vezes, claudiquei com os meus oito anos de idade. E dizia à minha mãe:
- Mamã, quero ir para a igreja do Tio Bernardino. - Ao que ela sabiamente respondia: - Enquanto fores pequenino a mãe escolhe por ti, e vais onde a mamã disser, depois, fazes a tua escolha, está bem?
quarta-feira, junho 29, 2005
Crescimento II
O meu grande amigo Nuno (ele e a sua esposa foram pais ontem, por isso, estão de parabéns) costuma comparar o crescimento ao desenvolvimento muscular.
Sempre que fazemos esforço físico, se não estivermos habituados a tal, no dia seguinte ficamos com dores localizadas nos músculos que mais esforço fizeram. Isso acontece porque a carne dos músculos rasga para crescer, por isso, a dor…
Sempre que fazemos esforço físico, se não estivermos habituados a tal, no dia seguinte ficamos com dores localizadas nos músculos que mais esforço fizeram. Isso acontece porque a carne dos músculos rasga para crescer, por isso, a dor…
Crescimento
Comparo a vida a uma passadeira, daquelas que existem nos ginásios (fui lá durante três meses e depois fiquei farto), em cima das quais nós corremos, corremos, mas nunca saímos do mesmo lugar.
O problema é que, por vezes, sinto que a passadeira corre a uma rotação que as minhas pernas não conseguem acompanhar.
O problema é que, por vezes, sinto que a passadeira corre a uma rotação que as minhas pernas não conseguem acompanhar.
terça-feira, junho 28, 2005
O convite
Se tivesse uma casa própria, em que de mim dependesse a sua manutenção, arrumação e pagamento da renda, embelezá-la-ia com especial atenção, sempre que alguma visita "especial" fosse minha hóspede.
Seriam casos de visitas formais, pouco naturais. Provavelmente não agiria com a naturalidade quotidiana, preocupar-me-ia em colocar a minha "máscara" mais bonita e agradável, trataria o convidado com cerimónia, e no que me fosse possível, respeitaria todas as regras de etiqueta e de boa educação.
O meu amigo vem-me visitar, combinámos ver "a bola" cá em casa. Comprei aperitivos e bebidas, para o "jogo não ficar seco demais".
O meu quarto, a sala, a cozinha, estariam como sempre estão quando estou sozinho em casa, meio arrumados, ele não é de cerimónia, é meu amigo...
Seria exactamente como sou. Uma noite muito bem passada a rir, contar histórias, discutir futebol, de vez em quando um arroto aqui ou acolá, mesmo que não tivéssemos guardanpos não faria mal, limpava-se a boca com a toalha da mesa.
Este seria um grande encontro, verdadeiro, sincero, creio que seria o típico serão passado com um grande amigo. Em suma, este meu amigo é que seria a visita verdadeiramente especial.
Gostaria de passar serões assim com Deus, mas creio que muitas vezes trato-O como sendo a primeira pessoa. Creio que Deus gosta muito de entrar na nossa casa desarrumada para ver "a bola" connosco.
Seriam casos de visitas formais, pouco naturais. Provavelmente não agiria com a naturalidade quotidiana, preocupar-me-ia em colocar a minha "máscara" mais bonita e agradável, trataria o convidado com cerimónia, e no que me fosse possível, respeitaria todas as regras de etiqueta e de boa educação.
O meu amigo vem-me visitar, combinámos ver "a bola" cá em casa. Comprei aperitivos e bebidas, para o "jogo não ficar seco demais".
O meu quarto, a sala, a cozinha, estariam como sempre estão quando estou sozinho em casa, meio arrumados, ele não é de cerimónia, é meu amigo...
Seria exactamente como sou. Uma noite muito bem passada a rir, contar histórias, discutir futebol, de vez em quando um arroto aqui ou acolá, mesmo que não tivéssemos guardanpos não faria mal, limpava-se a boca com a toalha da mesa.
Este seria um grande encontro, verdadeiro, sincero, creio que seria o típico serão passado com um grande amigo. Em suma, este meu amigo é que seria a visita verdadeiramente especial.
Gostaria de passar serões assim com Deus, mas creio que muitas vezes trato-O como sendo a primeira pessoa. Creio que Deus gosta muito de entrar na nossa casa desarrumada para ver "a bola" connosco.
Publicidade enganosa
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que de o seu Único Filho, para que, todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3:16
Sempre que leio publicidade que oferece "mundos e fundos", repleta de asteriscos e notas de rodapé com letras minúsculas, penso como o santo ao lidar com a oferta demasiadamente generosa.
O amor de Deus, por nós, não tem asteriscos nem notas de rodapé, está tudo muito claro e em letras legíveis na Sua Palavra.
João 3:16
Sempre que leio publicidade que oferece "mundos e fundos", repleta de asteriscos e notas de rodapé com letras minúsculas, penso como o santo ao lidar com a oferta demasiadamente generosa.
O amor de Deus, por nós, não tem asteriscos nem notas de rodapé, está tudo muito claro e em letras legíveis na Sua Palavra.
segunda-feira, junho 27, 2005
Nisto sou liberal
Quero promover a liberdade de expressão, mas isso tem os seus preços...
Ao decidir permitir que me comentassem os posts, ao mesmo tempo decidi não apagá-los, também para isto existe um preço elevado a se pagar...
É que tenho recebido cada comentário, cada um melhor do que o outro.
Até já me convidaram para visitar um blogue "gay". Devem achar devem...
Meninas, todas essas minhas fãs que andam à solta pelo mundo desistam, já tenho uma dona.
Tudo isto para dizer que, todas as escolhas que tomamos têm um preço, e eu estou disposto a pagar o preço da escolha que fiz, a saber, sofrer os comentários mais ridículos que podem existir.
Mesmo assim, um dia qualquer farto-me, e "vai tudo pó camandro", como já dizia o outro, acabo com os comentários e pronto.
Ao decidir permitir que me comentassem os posts, ao mesmo tempo decidi não apagá-los, também para isto existe um preço elevado a se pagar...
É que tenho recebido cada comentário, cada um melhor do que o outro.
Até já me convidaram para visitar um blogue "gay". Devem achar devem...
Meninas, todas essas minhas fãs que andam à solta pelo mundo desistam, já tenho uma dona.
Tudo isto para dizer que, todas as escolhas que tomamos têm um preço, e eu estou disposto a pagar o preço da escolha que fiz, a saber, sofrer os comentários mais ridículos que podem existir.
Mesmo assim, um dia qualquer farto-me, e "vai tudo pó camandro", como já dizia o outro, acabo com os comentários e pronto.
Pronto-a-vestir
Duas crianças, de escolaridade pré-primária brincam.
- Eu também tenho uma saia dessas, (pausa) está no meu guarda-fatos.
A outra menina permanece calada face à interjeição do emissor.
Continua a iniciadora da conversa:
-Também tenho destas saias em verde, cor-de-rosa, amarelo, e tu não tens.
Deste cedo, o sexo oposto compara as indumentárias de cada qual.
Não me admiro, portanto, da forte simbiose que existe entre elas e as lojas de pronto a vestir em idade adulta.
- Eu também tenho uma saia dessas, (pausa) está no meu guarda-fatos.
A outra menina permanece calada face à interjeição do emissor.
Continua a iniciadora da conversa:
-Também tenho destas saias em verde, cor-de-rosa, amarelo, e tu não tens.
Deste cedo, o sexo oposto compara as indumentárias de cada qual.
Não me admiro, portanto, da forte simbiose que existe entre elas e as lojas de pronto a vestir em idade adulta.
domingo, junho 26, 2005
A forca

Cristo foi enforcado, e para cumprimento desse castigo usou a corda que me estava destinada.
O castigo era meu.
quinta-feira, junho 23, 2005
Blogue da 95 teses actualizado
Podem continuar a escrever as vossas opiniões, quanto às mudanças que a nossa vida deveria tomar, nos "coments" deste blogue.
Fico muito agradecido pela vossa participação.
Volto Domingo.
Já há muito tempo que não fazia uma pausa assim.
Fico muito agradecido pela vossa participação.
Volto Domingo.
Já há muito tempo que não fazia uma pausa assim.
"The show must go on..."
Bem, meus amigos, desta vez é na Figueira da Foz.
Antes, vou aos gelados na Emanha, depois...

É ocasião para dizer: "Nunca mais é sábado..."
Antes, vou aos gelados na Emanha, depois...

É ocasião para dizer: "Nunca mais é sábado..."
quarta-feira, junho 22, 2005
Dependência
O infante deslumbra-se com a criação de Deus, brinca com ela, quando lida com a criação humana, chora por vezes.
A comprovação de qualidade da obra humana está na sua boa ou má relação com a criação Divina.
Será que os pássaros lá poisam? Será que os sinais do tempo se fazem notar?
Duas ideias centrais:
- O homem é visto sempre em relação ao “Ente Superior”.
- Como somos, querendo ou não, tão dependentes da Tua criação? A qual não controlamos, porque é Tua, logo, somos invariavelmente dependentes de Ti.
A comprovação de qualidade da obra humana está na sua boa ou má relação com a criação Divina.
Será que os pássaros lá poisam? Será que os sinais do tempo se fazem notar?
Duas ideias centrais:
- O homem é visto sempre em relação ao “Ente Superior”.
- Como somos, querendo ou não, tão dependentes da Tua criação? A qual não controlamos, porque é Tua, logo, somos invariavelmente dependentes de Ti.
Um documento final
Tenho planeado fazer um documento pessoal que reflicta a minha filosofia de vida e de serviço. Será, como devem compreender, um documento sempre inacabado.
O que mais me desagrada nos livros de Teologia Sistemática é terem uma contracapa.
O que mais me desagrada nos livros de Teologia Sistemática é terem uma contracapa.
terça-feira, junho 21, 2005
Ênfases
No canto congregacional, somos levados por alguns compositores a cantar.
Dizemos que damos tudo, que todo o nosso ser é d’Ele, que “vamos fazer e acontecer”, tornamo-nos instantaneamente cristãos perfeitos.
Como posso cantar isso, se sei que não sou assim?
Se fosse eu o compositor e sendo sincero comigo mesmo, escreveria alguma coisa assim:
Não te dou tudo, porque não consigo.
Nem sempre penso em Ti.
Tomo decisões, sem antes Te pedir orientação.
Acontece, porque muitas vezes deixo-me cair, e não me levanto como deveria
Queria dar-Te tudo e nunca ficar aquém do que mereces, mas não consigo…
Tem misericórdia de mim!
Prefiro exaltar o nome de Deus, em oposição à minha miséria.
Prefiro pôr Deus em destaque, em vez das minhas obras.
Dizemos que damos tudo, que todo o nosso ser é d’Ele, que “vamos fazer e acontecer”, tornamo-nos instantaneamente cristãos perfeitos.
Como posso cantar isso, se sei que não sou assim?
Se fosse eu o compositor e sendo sincero comigo mesmo, escreveria alguma coisa assim:
Não te dou tudo, porque não consigo.
Nem sempre penso em Ti.
Tomo decisões, sem antes Te pedir orientação.
Acontece, porque muitas vezes deixo-me cair, e não me levanto como deveria
Queria dar-Te tudo e nunca ficar aquém do que mereces, mas não consigo…
Tem misericórdia de mim!
Prefiro exaltar o nome de Deus, em oposição à minha miséria.
Prefiro pôr Deus em destaque, em vez das minhas obras.
A discussão
Não poucas vezes, Deus argumenta comigo, busca o meu arrependimento.
Invariavelmente, Ele ganha a discussão, mas quando termina parece que sai de perto de mim.
- Porque é que estás a sair, Senhor?
- Porque precisas de decidir…
Invariavelmente, Ele ganha a discussão, mas quando termina parece que sai de perto de mim.
- Porque é que estás a sair, Senhor?
- Porque precisas de decidir…
segunda-feira, junho 20, 2005
Uma proposta que pode pegar ou não pegar...
Proponho-vos uma viagem no tempo, mas também um esforço crítico.
Inspirado nas noventa e cinco teses de Lutero, criei um novo blogue, esse blogue será alimentado por vós, se assim o desejarem.
Passo a explicar, consultem o blogue de que falo e escrevam uma tese na opção dos "coments". Essa tese poderá ser uma frase, uma ideia, ou o que quiserem, mas que seja algo em que creiam que seria necessária mudança, tanto na igreja (instituição), quanto em cada cristão individual.
O meu objectivo é ir publicando os comentários nesse blogue, e quando (ou se) atingirmos as noventa e cinco teses, publicá-las aqui.
Talvez isto nos possa ajudar a pôr no “papel” o que já pensamos há muito tempo.
Contribuam com a vossa opinião, por obséquio.
O blogue das 95 teses.
Este blogue continuará com a saúde que sempre vos habituou...
Inspirado nas noventa e cinco teses de Lutero, criei um novo blogue, esse blogue será alimentado por vós, se assim o desejarem.
Passo a explicar, consultem o blogue de que falo e escrevam uma tese na opção dos "coments". Essa tese poderá ser uma frase, uma ideia, ou o que quiserem, mas que seja algo em que creiam que seria necessária mudança, tanto na igreja (instituição), quanto em cada cristão individual.
O meu objectivo é ir publicando os comentários nesse blogue, e quando (ou se) atingirmos as noventa e cinco teses, publicá-las aqui.
Talvez isto nos possa ajudar a pôr no “papel” o que já pensamos há muito tempo.
Contribuam com a vossa opinião, por obséquio.
O blogue das 95 teses.
Este blogue continuará com a saúde que sempre vos habituou...
domingo, junho 19, 2005
Um fim de semana muito especial

Alguns dos meus colegas. Companheiros de lutas, amigos de trabalho, alguns sofreram-me durante todos os quatro anos. Para esses, Deus terá com certeza um galardão especial.
De certo que sentirei a vossa falta...

Horas depois, no mesmo dia, aconteceu.
"... E assim, acontece..."
sábado, junho 18, 2005
Weekend´s Fotolog VI
Um dos meus professores.
Profeta, servo de Deus e grande amigo.
Na primeira aula que tive com ele, perguntou:
"Qual é a vossa paixão?"
Confesso que fiquei a pensar nessa pergunta até hoje.
Profeta, servo de Deus e grande amigo.
Na primeira aula que tive com ele, perguntou:
"Qual é a vossa paixão?"
Confesso que fiquei a pensar nessa pergunta até hoje.
À falta de melhor
Meus amigos, os conselhos da ala direita deste Blogue mantêm-se.
Leiam avidamente a Bíblia (apesar de lá não existir o ícone).
As imagens servem apenas para adornar o blogue, não são a sua substância, aliás, quem faz de ícones a substância, incorre no mesmo mal que este blog, só que com consequências mais gravosas.
Leiam avidamente a Bíblia (apesar de lá não existir o ícone).
As imagens servem apenas para adornar o blogue, não são a sua substância, aliás, quem faz de ícones a substância, incorre no mesmo mal que este blog, só que com consequências mais gravosas.
Casulo
Já passaram quatro anos, e parece que foi ontem que cheguei cá ao "contenente", dos Açores, para fazer o seminário.
Gostava de pôr fotos de colegas meus, mas o sapo parece que está com a paradinha...
O Senhor ensina a paciência.
Dizem os entendidos, que este "fim", não é nada mais do que um começo, só sei que agora é que acho que estava preparado para começar a estudar Teologia. Talvez esta seja uma prerrogativa falsa. Para teologia, nunca estamos preparados, é sempre uma graça de Deus.
Creio que em muitas coisas a vida é assim, depois de as fazermos é que nos sentimos preparados para elas, mas creio também profundamente, que aí é que reside grande parte da beleza da vida. São as supresas que ela tem preparadas para nós
A capacitação para fazer o que não estamos em princípio para tal preparados.
Gostava de pôr fotos de colegas meus, mas o sapo parece que está com a paradinha...
O Senhor ensina a paciência.
Dizem os entendidos, que este "fim", não é nada mais do que um começo, só sei que agora é que acho que estava preparado para começar a estudar Teologia. Talvez esta seja uma prerrogativa falsa. Para teologia, nunca estamos preparados, é sempre uma graça de Deus.
Creio que em muitas coisas a vida é assim, depois de as fazermos é que nos sentimos preparados para elas, mas creio também profundamente, que aí é que reside grande parte da beleza da vida. São as supresas que ela tem preparadas para nós
A capacitação para fazer o que não estamos em princípio para tal preparados.
sexta-feira, junho 17, 2005
Pronto
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Sobrenatural
Kierkegaard diz que a experiência religiosa é resultado de um desprendimento da nossa necessidade da possibilidade, para nos entregarmos a Deus, "O salto". Acto impossível para o homem, mas a Deus tudo é possível.
Para C.S. Lewis, a grande questão que temos que responder é se cremos no sobrenatural ou não.
A nossa insistência em querer explicar a fé pela razão, vai contra a sua essência. Diria que não temos fé na nossa compreensão da fé.
Para C.S. Lewis, a grande questão que temos que responder é se cremos no sobrenatural ou não.
A nossa insistência em querer explicar a fé pela razão, vai contra a sua essência. Diria que não temos fé na nossa compreensão da fé.
Desligo
Não gosto de “conversar” com uma pessoa que nunca se cala. Não gostaria de ser Deus a ter lidar com a nossa devoção, litúrgica, é que só falamos…
Desligaria rapidamente.
Silêncio.
Desligaria rapidamente.
Silêncio.
quinta-feira, junho 16, 2005
A minha tendência teológica
Não consigo pôr o html sem que os links desçam, por isso digo-vos a minha tendência e acabou-se!
Dizem eles que sou Evangelical Holiness/Wesleyan.
What's your theological worldview?
created with QuizFarm.com
Dizem eles que sou Evangelical Holiness/Wesleyan.
| You scored as Evangelical Holiness/Wesleyan. You are an evangelical in the Wesleyan tradition. You believe that God's grace enables you to choose to believe in him, even though you yourself are totally depraved. The gift of the Holy Spirit gives you assurance of your salvation, and he also enables you to live the life of obedience to which God has called us. You are influenced heavly by John Wesley and the Methodists. |
What's your theological worldview?
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Culto
A histeria ou êxtase irracional acompanhada da exorcização do nosso senso, como reacção comum ao nosso encontro com Deus, que se reflecte em perdas de consciência e exercícios poliglotas extemporâneos, significa que Deus não é compatível com o ser humano. Daí as reacções ao corpo “desconhecido”.
Antes, Creio que o homem em relacionamento com Deus, no seu encontro com Ele encontra a sua verdadeira humanidade, porque Deus é perfeitamente compatível com o “software” do ser humano.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
Romanos 12:2
"...E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente."
I Coríntios 12:31b
Antes, Creio que o homem em relacionamento com Deus, no seu encontro com Ele encontra a sua verdadeira humanidade, porque Deus é perfeitamente compatível com o “software” do ser humano.
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
Romanos 12:2
"...E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente."
I Coríntios 12:31b
quarta-feira, junho 15, 2005
Para não esquecer
Organizem-se em grupos de jovens, grupos de amigos formais, informais, com o pessoal dos copos, da bola, até da ganza, organizem-se, vão buscar pessoas aos valados, às sarjetas, os que querem e os que não querem, idosos, mancebos, donzelas, graúdos, meninos, meninas, façam o que quiserem, mas saibam que o grande sábado é já este que se aproxima.
E como diz o cântico: "...se tu dormires, outro virá e a tua coroa, ele herdará..."

É impressão minha ou este post "tá bué" (só que pior) publicidade da Optimus?
E como diz o cântico: "...se tu dormires, outro virá e a tua coroa, ele herdará..."

É impressão minha ou este post "tá bué" (só que pior) publicidade da Optimus?
Somos como focas...
à espera da sardinha depois da sua exibição, quando esperamos a recompensa sempre fazemos o bem que devemos.
Não me identifico com ele, mas...
Não venho fazer uma crítica, apenas o que me parece ser uma constatação, se a minha percepção estiver correcta.
Com a vida e influência de Álvaro Cunhal percebo que não é apenas o conteúdo da mensagem que conta, mas muito importante é também a lealdade incondicional e essa mensagem.
Ora, ele ensinou-nos muito nesse aspecto. Temos conteúdo, falta-nos às vezes o resto.
Fosse eu assim com o Evangelho...
Com a vida e influência de Álvaro Cunhal percebo que não é apenas o conteúdo da mensagem que conta, mas muito importante é também a lealdade incondicional e essa mensagem.
Ora, ele ensinou-nos muito nesse aspecto. Temos conteúdo, falta-nos às vezes o resto.
Fosse eu assim com o Evangelho...
terça-feira, junho 14, 2005
Santos populares II
Ia-me esquecendo do momento alto da noite.
A vitória da marcha de Alfama. Tirámos fotos aos padrinhos, Baião e Cinha.
Viva o meu amigo Almirante
"Padrinho, importa-se que tiremos uma foto? e se for com a madrinha também?"
"pronto já tá!"
A vitória da marcha de Alfama. Tirámos fotos aos padrinhos, Baião e Cinha.
Viva o meu amigo Almirante
"Padrinho, importa-se que tiremos uma foto? e se for com a madrinha também?"
"pronto já tá!"
Santos populares
Fui aos santos populares domingo.
Três coisas ficaram marcadas na minha mente nessa noite popular:
-A insistente menção da plebe, que se encontrava aos magotes, ao arrastão de carcavelos "Aí vem o arrastão."
- O canto da música celebrizada por Herman José, "...és tão boa, és tão boa..."
- Em vez do bailarico que salvaria definitivamente a noite, só se ouviam nas tascas a música da moda.
De facto, há modas que já me escapam um bocado, mesmo assim, ri-me deles, não com eles.
Três coisas ficaram marcadas na minha mente nessa noite popular:
-A insistente menção da plebe, que se encontrava aos magotes, ao arrastão de carcavelos "Aí vem o arrastão."
- O canto da música celebrizada por Herman José, "...és tão boa, és tão boa..."
- Em vez do bailarico que salvaria definitivamente a noite, só se ouviam nas tascas a música da moda.
De facto, há modas que já me escapam um bocado, mesmo assim, ri-me deles, não com eles.
Teoria da conspiração
A história ensina-nos que tendemos a perseguir, se tivermos sido perseguidos. Ora, a grande questão é que fomos perseguidos no passado e agora perseguimos.
Mas perseguimos quem?
Seria até elogioso que quem nos perseguisse (mas não disseste que perseguíamos? Perseguimos ou somos perseguidos? Decide-te rapaz…) fosse exterior à nossa crença, era sinal de que éramos relevantes, mas no entanto, quem nos persegue somos nós mesmos. Tentando amputar qualquer movimento, ou raciocínio, que saia dos “nossos” cânones criados pela história da nossa identidade.
Muita perseguição vem por ignorância etimológica.
O problema é que essa ignorância vem de quem menos se espera.
Onde estão os nossos tão apregoados valores da liberdade de consciência?
Mas perseguimos quem?
Seria até elogioso que quem nos perseguisse (mas não disseste que perseguíamos? Perseguimos ou somos perseguidos? Decide-te rapaz…) fosse exterior à nossa crença, era sinal de que éramos relevantes, mas no entanto, quem nos persegue somos nós mesmos. Tentando amputar qualquer movimento, ou raciocínio, que saia dos “nossos” cânones criados pela história da nossa identidade.
Muita perseguição vem por ignorância etimológica.
O problema é que essa ignorância vem de quem menos se espera.
Onde estão os nossos tão apregoados valores da liberdade de consciência?
Quem semeia ventos...
"Não julgueis para que não sejais julgados."
Mateus 7:1
Se é julgamento que damos aos outros, é julgamento que recebemos.
Mateus 7:1
Se é julgamento que damos aos outros, é julgamento que recebemos.
segunda-feira, junho 13, 2005
Liberdade de escolha
“E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então vem e segue-me.”
Marcos 10: 21
O Jovem rico pergunta o que é que precisa fazer para ganhar o céu. Creio que a palavra “fazer” neste texto é de suma importância. Jesus respondeu à letra. Ele não conseguia fazer o que era necessário. Ninguém consegue fazer o que é necessário para ganhar o céu.
“Ele porém… retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.”
Jesus é só para quem o quer, ele nunca forçou ninguém a aceitá-lo. Por outro lado, Jesus também tinha uma capacidade incomparável de amar profundamente as pessoas. Ele, como mais ninguém conseguia aliar estas duas características.
Jesus, “não teve a compulsão de converter todo o mundo enquanto viveu ou de curar as pessoas que não estivessem prontas para a cura.”
Philip Yancey
Marcos 10: 21
O Jovem rico pergunta o que é que precisa fazer para ganhar o céu. Creio que a palavra “fazer” neste texto é de suma importância. Jesus respondeu à letra. Ele não conseguia fazer o que era necessário. Ninguém consegue fazer o que é necessário para ganhar o céu.
“Ele porém… retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.”
Jesus é só para quem o quer, ele nunca forçou ninguém a aceitá-lo. Por outro lado, Jesus também tinha uma capacidade incomparável de amar profundamente as pessoas. Ele, como mais ninguém conseguia aliar estas duas características.
Jesus, “não teve a compulsão de converter todo o mundo enquanto viveu ou de curar as pessoas que não estivessem prontas para a cura.”
Philip Yancey
domingo, junho 12, 2005
Maquilhagem
Ai que ele não se decide...
Rapaz, vou-te contar uma históriazinha...
Uma miúda estava-se a maquilhar, e o irmão chegou ao pé dela e disse:
- Ainda não percebeste que mesmo que te maquilhes muito continuas feia?
Rapaz, vou-te contar uma históriazinha...
Uma miúda estava-se a maquilhar, e o irmão chegou ao pé dela e disse:
- Ainda não percebeste que mesmo que te maquilhes muito continuas feia?
"Quando cai a noite na cidade..."

Queluz à noite, até tem os seus encantos...
Foi no quarto ano cá a morar que descobri este encanto. Queluz, "the city that never sleeps..."
De facto, à noite parece haver mais barulho do que de dia...
Espero que gostem.

Esta foi uma tentativa de artística...

sábado, junho 11, 2005
Weekend´s Fotolog V (Maternidade)
Dos poucos projectos musicais de verdadeiro interesse que se produziram no seio da comunidade Evangélica, grande parte deles nasceram nesta recôndita cave.

Lugar de cheiro extremamente característico, humidade no ar "praí" a uns 99% (creio que nos açores tenho um quarto parecido com este, não, não é o meu quarto, é o meu sótão. Já disse à minha mãe uma vez que o sótão era como o purgatório dos objectos, antes de irem para o lixo tinham que passar por ali).
Mas neste "sótão" é diferente; Bible Toons, Instituição, Comboio Fantasma, Ninivitas, Borbuletas e Borbulhas, et cetera, quem não os conheceu nunca saberá bem o que é a vida.
Tive a oportunidade de fazer parte de uma pequeníssima parte desta história.

Se o berço foi esta cave, o progenitor foi este senhor.

Aproveito o ensejo para vos aconselhar a consultarem este site e a orientarem-se com as datas dos grandes concertos que vão acontecer.
Vai ser um grande Verão.

Lugar de cheiro extremamente característico, humidade no ar "praí" a uns 99% (creio que nos açores tenho um quarto parecido com este, não, não é o meu quarto, é o meu sótão. Já disse à minha mãe uma vez que o sótão era como o purgatório dos objectos, antes de irem para o lixo tinham que passar por ali).
Mas neste "sótão" é diferente; Bible Toons, Instituição, Comboio Fantasma, Ninivitas, Borbuletas e Borbulhas, et cetera, quem não os conheceu nunca saberá bem o que é a vida.
Tive a oportunidade de fazer parte de uma pequeníssima parte desta história.

Se o berço foi esta cave, o progenitor foi este senhor.

Aproveito o ensejo para vos aconselhar a consultarem este site e a orientarem-se com as datas dos grandes concertos que vão acontecer.
Vai ser um grande Verão.
sexta-feira, junho 10, 2005
Ping-pong
A pensar no descalabro da minha vida aparece, entretanto, o único aluno de uma turma de três alunos. Lembrou-se de uma piada:
O Joãozinho ia para a escola e estava muito atrasado. Quando chegou, disse à professora:
- Cheguei atrasado, porque fui assaltado a caminho da escola.
- Então Joãozinho? Estás bem? - disse preocupada - E o que foi que te roubaram?
- Roubaram-me os trabalhos de casa.
Não chegámos a ter aula. Fomos jogar ping-pong
O Joãozinho ia para a escola e estava muito atrasado. Quando chegou, disse à professora:
- Cheguei atrasado, porque fui assaltado a caminho da escola.
- Então Joãozinho? Estás bem? - disse preocupada - E o que foi que te roubaram?
- Roubaram-me os trabalhos de casa.
Não chegámos a ter aula. Fomos jogar ping-pong
Cegueira
O cego que ocasionalmente pede esmola na estação de comboio, a certa altura diz a alta voz:
“…a visão dos olhos não é o que conta mais, para Deus conta tudo…”
“…a visão dos olhos não é o que conta mais, para Deus conta tudo…”
Descubra as diferenças...II
Patrocinadores preferem sempre construções do que manutenções.
Verão, tempo de horas extraordinárias para os soldados da paz, por causa do que não se fez durante o resto do ano.
O Jovem é expulso da igreja porque não vem aos cultos há cinco meses.
Pastores precisam-se…
Verão, tempo de horas extraordinárias para os soldados da paz, por causa do que não se fez durante o resto do ano.
O Jovem é expulso da igreja porque não vem aos cultos há cinco meses.
Pastores precisam-se…
quinta-feira, junho 09, 2005
O congresso
Um congresso para falar sobre "Como viver igreja". Tudo normal até aqui...
A igreja modelo tem dez membros e a forma como têm vivido não lhes tem permitido crescer nos últimos anos.
Falar-se-à de adoração, santidade, comunhão, palavra profética e testemunho da fé ao homem errante.
A igreja modelo tem dez membros e a forma como têm vivido não lhes tem permitido crescer nos últimos anos.
Falar-se-à de adoração, santidade, comunhão, palavra profética e testemunho da fé ao homem errante.
Job
“…Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!”
Job 1:21
Satanás atacou o servo do Senhor com a arma que lhe foi permitida. O seu mais forte ataque foi tocar no poder e na prosperidade de Job, fez isto porque só consegue atacar o homem com as armas que tem. A batalha era pela alma dele, para que negasse o Criador.
Job não o fez. O que o ligava a Deus não era o que tinha sido nefastamente atacado, mas o amor (que satanás não tem, logo, não pode atacar, tenta sim tocar no amor por outros caminhos, mas nunca o directo). O argumento forte de Deus para a nossa permanência nEle, não é a prosperidade, nem o poder, é o amor.
Satanás estava a lutar sozinho.
Sempre que é o amor o elemento principal de devoção ao Senhor, pomos belzebu (que traduzido é: “senhor das moscas”) num campo de batalha só seu, lutando contra si mesmo.
Job não se desviou do seu Criador e veio a conhecê-lo verdadeiramente.
Job 1:21
Satanás atacou o servo do Senhor com a arma que lhe foi permitida. O seu mais forte ataque foi tocar no poder e na prosperidade de Job, fez isto porque só consegue atacar o homem com as armas que tem. A batalha era pela alma dele, para que negasse o Criador.
Job não o fez. O que o ligava a Deus não era o que tinha sido nefastamente atacado, mas o amor (que satanás não tem, logo, não pode atacar, tenta sim tocar no amor por outros caminhos, mas nunca o directo). O argumento forte de Deus para a nossa permanência nEle, não é a prosperidade, nem o poder, é o amor.
Satanás estava a lutar sozinho.
Sempre que é o amor o elemento principal de devoção ao Senhor, pomos belzebu (que traduzido é: “senhor das moscas”) num campo de batalha só seu, lutando contra si mesmo.
Job não se desviou do seu Criador e veio a conhecê-lo verdadeiramente.
quarta-feira, junho 08, 2005
Berço
Mais de cinco meses longe da minha terra, da minha parentela.
Mais dois se aguardam. O berço materno ainda deixa saudades…
Mais dois se aguardam. O berço materno ainda deixa saudades…
Admoestação
Fui admoestado, uso demasiadas vírgulas e uso-as inconvenientemente.
No meu caso faz sentido, a vírgula é uma pausa. A oralidade influencia a minha escrita.
Sou gago…
No meu caso faz sentido, a vírgula é uma pausa. A oralidade influencia a minha escrita.
Sou gago…
O campo da bola
Havia, encostada ao “campo da bola”, lá em São Bartolomeu, um senhor que morava numa quinta. Estas personagens são sempre características nas histórias do imaginário infantil. A casa ao lado do campo… A bola, nunca podia ir para lá, mas parecia que o “raio” da bola ganhava vontade própria em alguns remates.
Íamos todos jogar para lá durante as férias do Verão.
Os meus vizinhos, convocava-os eu, os que moravam lá perto do campo, era o Rogério quem chamava. Estava tudo muito bem organizado, às três da tarde, religiosamente aparecíamos, e lá ficávamos até o último jogador cair para o lado de cansaço. Eram aqueles jogos de, “muda aos dez, acaba aos vinte…” (…) e depois de se cumprir a façanha, “agora vamos trocar de equipas isto tá desequilibrado”, e lá ia mais uma volta.
Quero vos falar do senhor que morava lá nessa quinta. Nunca cheguei a saber o seu nome, nunca lhe tinha visto a cara, mas imaginava-o um homem horrendo, sempre de faca em punho, qual “Jack Estripador”. Diziam que, se ele apanhasse a bola rasgava-a a metade. Haviam dias em que ia jogar com o coração nas mãos, dias como aquele dia em que a bola era a que me tinham oferecido no dia anterior, aquela bola toda brilhante “Mitre”, “ai se ele me apanha a bola… pessoal, nova regra, só vale jogar do joelho para baixo…”
Imaginava-o como um Huno, um Bárbaro. Não poucas vezes, desafiávamos o “poder das trevas” ao irmos roubar laranjas e maçãs, e que boas eram, eram as melhores…
Acontece que, um dia a minha mãe tinha uma visita a fazer e queria que eu fosse com ela, nem sei porquê, ainda hoje não sei o que é que fui fazer nessa visita. Bem, siga…
Estávamos a caminho, quando reparei que era o mesmo caminho que fazia para ir jogar à bola. Será que…? Pois, na “mouche”, estávamos a ir para casa do “homem sem cara”, pior, ao que parecia, a minha mãe conhecia a família, será que eles já me tinham visto? Será que me iam delatar? Comecei a ficar nervoso, tão nervoso que até acho que o senhor disse o seu nome, mas já nem me lembro dele agora.
Entrámos, a esposa dele foi quem nos atendeu. Senhora simpática, ofereceu-nos logo biscoitos e um sumo.
- Se eles soubessem que eu era, oferecer-me-iam algo, sim, oferecer-me-iam biscoitos com “605”, ou seja, veneno para ratos. - Pensava eu, - era esse o biscoito que me ofereceriam. Estava de facto nervoso com o que daria este encontro.
De repente ele aparece. Ao ouvir os passos dele, ainda mais nervoso fico. Ao aparecer, diz:
- Conceição! Então, mulher, como é que estás? E essa saúde? Este é o teu filho? O mais moço? - Perguntou ele com um grande sorriso. Se ele ao menos soubesse…
-Sim é o mais moço. - Respondeu a minha mãe como quem responde a um grande amigo.
Eu, só pensava que ele diria a seguir qualquer coisa como: “é um garoto, um patife, engana-te todos os dias que não estás em casa!” Mas não, para minha surpresa…
– Está mesmo grande o rapaz! Eu pensava que fosse o mais velho. Vejo-o às vezes aqui perto a jogar à bola. Faz bem! É triste quando essa canalha anda “prái” sem nada que fazer, ao menos ele joga! Queres ser jogador da bola? Perguntou-me ele.
Eu fiquei mudo, nem sabia o que dizer, de início, o olhar dele, parecia algo que eu temia mais do que o “diabo da cruz” mas depois, acalmei-me. Percebi que afinal, ele era simpático, tinha um sorriso mesmo bonito, sorriso de avô. Sorri para ele e disse:
- Quero sim, quero ser como o Eusébio… (entre nós, Ha! Ha! Ha! Só pode ser uma piada.)
Afinal, era simpático…
Fomos jogar no dia seguinte. Dei um chuto daqueles que “pegam mesmo mal”, e lá “foi a bola para as urtigas”.
-Eu vou buscar… - Disse eu voluntariosamente. Desta vez, e dali para a frente, passei a ir a casa dele. Pedia-lhe pessoalmente para ir buscar a bola ao quintal. Ele sorria, dava-me uma palmada nas costas ou um chuto no rabo, e dizia, “vai lá rapaz…”
À saída, ele dava-me sempre uma laranja.
Íamos todos jogar para lá durante as férias do Verão.
Os meus vizinhos, convocava-os eu, os que moravam lá perto do campo, era o Rogério quem chamava. Estava tudo muito bem organizado, às três da tarde, religiosamente aparecíamos, e lá ficávamos até o último jogador cair para o lado de cansaço. Eram aqueles jogos de, “muda aos dez, acaba aos vinte…” (…) e depois de se cumprir a façanha, “agora vamos trocar de equipas isto tá desequilibrado”, e lá ia mais uma volta.
Quero vos falar do senhor que morava lá nessa quinta. Nunca cheguei a saber o seu nome, nunca lhe tinha visto a cara, mas imaginava-o um homem horrendo, sempre de faca em punho, qual “Jack Estripador”. Diziam que, se ele apanhasse a bola rasgava-a a metade. Haviam dias em que ia jogar com o coração nas mãos, dias como aquele dia em que a bola era a que me tinham oferecido no dia anterior, aquela bola toda brilhante “Mitre”, “ai se ele me apanha a bola… pessoal, nova regra, só vale jogar do joelho para baixo…”
Imaginava-o como um Huno, um Bárbaro. Não poucas vezes, desafiávamos o “poder das trevas” ao irmos roubar laranjas e maçãs, e que boas eram, eram as melhores…
Acontece que, um dia a minha mãe tinha uma visita a fazer e queria que eu fosse com ela, nem sei porquê, ainda hoje não sei o que é que fui fazer nessa visita. Bem, siga…
Estávamos a caminho, quando reparei que era o mesmo caminho que fazia para ir jogar à bola. Será que…? Pois, na “mouche”, estávamos a ir para casa do “homem sem cara”, pior, ao que parecia, a minha mãe conhecia a família, será que eles já me tinham visto? Será que me iam delatar? Comecei a ficar nervoso, tão nervoso que até acho que o senhor disse o seu nome, mas já nem me lembro dele agora.
Entrámos, a esposa dele foi quem nos atendeu. Senhora simpática, ofereceu-nos logo biscoitos e um sumo.
- Se eles soubessem que eu era, oferecer-me-iam algo, sim, oferecer-me-iam biscoitos com “605”, ou seja, veneno para ratos. - Pensava eu, - era esse o biscoito que me ofereceriam. Estava de facto nervoso com o que daria este encontro.
De repente ele aparece. Ao ouvir os passos dele, ainda mais nervoso fico. Ao aparecer, diz:
- Conceição! Então, mulher, como é que estás? E essa saúde? Este é o teu filho? O mais moço? - Perguntou ele com um grande sorriso. Se ele ao menos soubesse…
-Sim é o mais moço. - Respondeu a minha mãe como quem responde a um grande amigo.
Eu, só pensava que ele diria a seguir qualquer coisa como: “é um garoto, um patife, engana-te todos os dias que não estás em casa!” Mas não, para minha surpresa…
– Está mesmo grande o rapaz! Eu pensava que fosse o mais velho. Vejo-o às vezes aqui perto a jogar à bola. Faz bem! É triste quando essa canalha anda “prái” sem nada que fazer, ao menos ele joga! Queres ser jogador da bola? Perguntou-me ele.
Eu fiquei mudo, nem sabia o que dizer, de início, o olhar dele, parecia algo que eu temia mais do que o “diabo da cruz” mas depois, acalmei-me. Percebi que afinal, ele era simpático, tinha um sorriso mesmo bonito, sorriso de avô. Sorri para ele e disse:
- Quero sim, quero ser como o Eusébio… (entre nós, Ha! Ha! Ha! Só pode ser uma piada.)
Afinal, era simpático…
Fomos jogar no dia seguinte. Dei um chuto daqueles que “pegam mesmo mal”, e lá “foi a bola para as urtigas”.
-Eu vou buscar… - Disse eu voluntariosamente. Desta vez, e dali para a frente, passei a ir a casa dele. Pedia-lhe pessoalmente para ir buscar a bola ao quintal. Ele sorria, dava-me uma palmada nas costas ou um chuto no rabo, e dizia, “vai lá rapaz…”
À saída, ele dava-me sempre uma laranja.
terça-feira, junho 07, 2005
Oração
Reparei que, abriu um novo bar em Queluz. Bar brasileiro, que nestes últimos tempos tem estado apinhado de gente.
De maior nota, são,para mim, sempre os bares que vencem as gerações, ao contrário dos que cinco anos depois de inaugurarem os seus serviços, têm um “stock” completamente desfalcado, à excepção do tabaco.
A oração é parecida. Eugene Peterson, diz que para se orar, é preciso pouca coisa, tempo e um pouco de espaço. O que exige esforço nosso, é fazê-lo todos os dias.
Este bar, faz boas refeições…
De maior nota, são,para mim, sempre os bares que vencem as gerações, ao contrário dos que cinco anos depois de inaugurarem os seus serviços, têm um “stock” completamente desfalcado, à excepção do tabaco.
A oração é parecida. Eugene Peterson, diz que para se orar, é preciso pouca coisa, tempo e um pouco de espaço. O que exige esforço nosso, é fazê-lo todos os dias.
Este bar, faz boas refeições…
Imagens
Os famosos retratos, pintados do Cristo, com olhos azuis e cabelo loiro, exprimem melhor a imagem de belzebu do que a do Deus Messias. Temos um conhecimento errónio acerca do Messias.
Por essa causa, talvez nos surpreendamos demais com as provações por Ele impostas.
Por essa causa, talvez nos surpreendamos demais com as provações por Ele impostas.
segunda-feira, junho 06, 2005
Descubra as diferenças...
Funcionário trabalha 12 horas diárias para conseguir progredir na carreira, foi a promessa que lhe fizeram quando entrou para a empresa…
Culto de louvor, porque as estatísticas dizem que crescemos, cantemos e louvemos a Deus, porque somos mais e maiores.
A mãe deixa de falar com o seu filho, porque ele decidiu deixar a sua casa para ir viver num mosteiro.
O pastor fala com amigos, e congratula-se da progressão que tem tido nas igrejas em que passou. “Comecei com uma igreja de 30 membros, agora estou com uma de 450 membros…”
Uma empresa faz pesquisas de mercado. Trabalha com números, estatísticas, não se relaciona com pessoas.
O mancebo sonha em servir ao Senhor. “Quero ir para o seminário para ser pastor…”, porém, é impedido, “tens que garantir um futuro”, dizem os pais.
Culto de louvor, porque as estatísticas dizem que crescemos, cantemos e louvemos a Deus, porque somos mais e maiores.
A mãe deixa de falar com o seu filho, porque ele decidiu deixar a sua casa para ir viver num mosteiro.
O pastor fala com amigos, e congratula-se da progressão que tem tido nas igrejas em que passou. “Comecei com uma igreja de 30 membros, agora estou com uma de 450 membros…”
Uma empresa faz pesquisas de mercado. Trabalha com números, estatísticas, não se relaciona com pessoas.
O mancebo sonha em servir ao Senhor. “Quero ir para o seminário para ser pastor…”, porém, é impedido, “tens que garantir um futuro”, dizem os pais.
Angel's Disguise
"Angel is a girl with short brown hair
Simple little face, and simple clothes she wears
Angel isn’t much, in idle conversation
Doesn’t care about the weather, or the newest sensation
Angel spends her nights, giving of herself
To the little blue hairs and silver chairs
Who can not help themselves
Angel is an angel on the inside
You and I may not see from the outside
Oh I pray that in time, oh that our eyes
Will see past an angel’s disguise"
White Cross in Unveiled
Simple little face, and simple clothes she wears
Angel isn’t much, in idle conversation
Doesn’t care about the weather, or the newest sensation
Angel spends her nights, giving of herself
To the little blue hairs and silver chairs
Who can not help themselves
Angel is an angel on the inside
You and I may not see from the outside
Oh I pray that in time, oh that our eyes
Will see past an angel’s disguise"
White Cross in Unveiled
domingo, junho 05, 2005
Angra do Heroísmo

Sé de Angra do Heroísmo, ilha Terceira.
Enfim, algo da minha ilha. A cidade de Angra é a mais antiga cidade da ilha Terceira.
Este, é com certeza o maior "Ex líbris" da cidade património mundial. Durante este mês acontecem as festas "Sanjoaninas", que são, sem desprimor para as festas do "Santo Cristo", as maiores festas populares nos Açores. No adro da sé juntam-se centenas de pessoas para verem passar as afamadas marchas populares.
Nunca fui apreciador de tais eventos culturais, mas fica a nota turística.
sábado, junho 04, 2005
Weekend´s Fotolog IV

Ilha de São Miguel. A ilha que, talvez tenha mais belezas naturais dos Açores.
Esta é maior ilha dos Açores, este é o centro da maior cidade da maior ilha dos Açores, que por sua vez, também é a maior cidade da região.
Quando me abordam e dizem que eu não falo açoreano, é porque estão à espera que eu fale micaelense. Aquele português meio "afrancesado", que na série "Xailes Negros" transmitida pela RTP, mereceu legendas no fundo de cada aparelho televisivo, para que, os continentais percebessem o que se dizia.
Eu sou Terceirense...
sexta-feira, junho 03, 2005
Chocolate
O cristianismo que visa agradar as outras pessoas, é uma consolação barata. São chocolates, em vez de carne.
O chocolate para quem o compra não dá trabalho a cozinhar.
O chocolate para quem o compra não dá trabalho a cozinhar.
Perseguição
Não oro por perseguição como elemento purificador da Igreja, no entanto, sei que tal aconteceria. A perseguição não surge do vácuo…
E parafraseando, parcialmente, o meu amigo Samuel Úria, “…se eles soubessem o poder de um mártir, não o matariam…” Digo, porém parece-me que, por vezes, o sabem.
A perseguição acontece apenas quando não há mesmo mais saída para os poderes malignos. Pode ser comparada a uma febre, é uma reacção (sublinho reacção), que purifica. A diferença é que neste caso não purifica a sua origem, purifica o “vírus” que a ataca.
E parafraseando, parcialmente, o meu amigo Samuel Úria, “…se eles soubessem o poder de um mártir, não o matariam…” Digo, porém parece-me que, por vezes, o sabem.
A perseguição acontece apenas quando não há mesmo mais saída para os poderes malignos. Pode ser comparada a uma febre, é uma reacção (sublinho reacção), que purifica. A diferença é que neste caso não purifica a sua origem, purifica o “vírus” que a ataca.
quinta-feira, junho 02, 2005
O outro filho
O relógio desperta, mais um dia como outro qualquer, são cinco da madrugada. Afazeres? Os mesmos dos outros dias anteriores a este, mungir as vacas, mudá-las para novos pastos, dar-lhes de beber, dar-lhes de comer, ir tratar dos porcos, e depois ir para casa até à hora da tarde. É trabalho que se faz bem, ajuda-me a esquecer, pelo menos ajuda a esquecer o dia da catástrofe! Nem conseguimos tocar no assunto com o pai.De início fazíamo-lo, e ele desatava a chorar, como se fosse uma criança chorava ele. Agora, o trabalho é remédio para toda a doença…
Eu pelo menos fiquei, o outro, um ingrato.
Hoje venho do trabalho para casa, já são 11:00, e já trabalhei cinco horas… Estranho, vejo o empregado do pai a levar consigo o melhor bezerro que temos, será uma festa? O que aconteceu? Talvez uma surpresa para mim… Até era justo, depois deste esforço todo, depois de todos os dias de chuva que passei, por ter ficado e nunca ter pedido nada ao pai. Foi um esforço grande.
“Voltou o teu irmão”, diz-me o mordomo, então a festa é para ele? Não acredito, e eu que fiquei aqui este tempo todo não tenho uma festa?
O que foi que ganhei ao fazer este sacrifício todo?
Eu pelo menos fiquei, o outro, um ingrato.
Hoje venho do trabalho para casa, já são 11:00, e já trabalhei cinco horas… Estranho, vejo o empregado do pai a levar consigo o melhor bezerro que temos, será uma festa? O que aconteceu? Talvez uma surpresa para mim… Até era justo, depois deste esforço todo, depois de todos os dias de chuva que passei, por ter ficado e nunca ter pedido nada ao pai. Foi um esforço grande.
“Voltou o teu irmão”, diz-me o mordomo, então a festa é para ele? Não acredito, e eu que fiquei aqui este tempo todo não tenho uma festa?
O que foi que ganhei ao fazer este sacrifício todo?
Esforço
“Bem raros são aqueles cuja vida tenha um destino espiritual. Quantos o procuram, e, entre estes últimos, quantos não desistem! (…) Que loucura pensar que a fé e o bom senso nos podem nascer tão naturalmente como os dentes, a barba e o resto.”
Kiekegaard in “Desespero Humano”
Kiekegaard in “Desespero Humano”
quarta-feira, junho 01, 2005
Os meus Açores...
Pronto, cheguei à conclusão de que não fui feito para grandes cidades. Não são para a minha construção.
Podia contar a história toda, mas não o vou fazer. Basta-me dizer que tinha que estar às 18:30 na faculdade de economia, e a caminho de lá, fui orientado por pessoas que sabiam menos do que eu.
Resultado, fui à faculdade de ciências sociais, passei pelo jardim da Gulbenkian, passei perto do “Amoreiras”, voltei para trás, pelo mesmo caminho que tinha feito para voltar ao “El corte inglês” e ir à sinagoga, descobri, entretanto, que era lá perto.
Queria reafirmar que, pedi orientação aos transeuntes e todos me davam a sua opinião. O meu problema, é ser demasiado crédulo.
Ia para um ensaio, consegui chegar a horas. Estava encharcado em suor (hoje estava mesmo muito calor), cansado, mas já estava a caminho com o meu amigo, que por essa altura, já tinha chegado.
Foi um serão bem passado, a recordar hinos, com o Pianista, o Rais, a Voz, e mais dois amigos meus, o Cado e o Almi. Louvámos, e até havia uma criança no nosso meio para garantir a veracidade do nosso louvor.
No fim, valeu a pena a busca. Tudo o que custa, sabe melhor…
Tocamos este domingo de manhã na Igreja de Rio de Mouro.
Podia contar a história toda, mas não o vou fazer. Basta-me dizer que tinha que estar às 18:30 na faculdade de economia, e a caminho de lá, fui orientado por pessoas que sabiam menos do que eu.
Resultado, fui à faculdade de ciências sociais, passei pelo jardim da Gulbenkian, passei perto do “Amoreiras”, voltei para trás, pelo mesmo caminho que tinha feito para voltar ao “El corte inglês” e ir à sinagoga, descobri, entretanto, que era lá perto.
Queria reafirmar que, pedi orientação aos transeuntes e todos me davam a sua opinião. O meu problema, é ser demasiado crédulo.
Ia para um ensaio, consegui chegar a horas. Estava encharcado em suor (hoje estava mesmo muito calor), cansado, mas já estava a caminho com o meu amigo, que por essa altura, já tinha chegado.
Foi um serão bem passado, a recordar hinos, com o Pianista, o Rais, a Voz, e mais dois amigos meus, o Cado e o Almi. Louvámos, e até havia uma criança no nosso meio para garantir a veracidade do nosso louvor.
No fim, valeu a pena a busca. Tudo o que custa, sabe melhor…
Tocamos este domingo de manhã na Igreja de Rio de Mouro.
Uma clarificação
Creio ser de importância para o contexto, informar que o post abaixo publicado, foi a minha primeira tentativa de ficcionar.
O acontecimento ali retratado não aconteceu mesmo. Não obstante, agradeço de sobremodo o convite e o conselho a mim endereçado pelos comentários lá escritos.
A nossa segurança não vem das circunstâncias, creio eu assim.
O acontecimento ali retratado não aconteceu mesmo. Não obstante, agradeço de sobremodo o convite e o conselho a mim endereçado pelos comentários lá escritos.
A nossa segurança não vem das circunstâncias, creio eu assim.
A festa
Estou a caminho da casa dele e já oiço o som da música e da conversa.
Chego lá, não conheço ninguém, apenas o aniversariante. Todos falam com todos, menos comigo, creio que seja por não me conhecerem.
De repente, encho-me de coragem e pergunto a um estranho o seu nome, o que faz, as especificidades do que faz… ele, responde-me e rapidamente, esgota-se o tema de conversa.
Naturalmente que ele, mal encontra uma oportunidade, vai falar com outra pessoa, visto que após esta “prosa mútua”, ficámos uns bons cinco minutos a olhar para as paredes e para as conversas que os outros tinham.
Voltei a reparar que todos continuavam a falar com todos, menos comigo. Seria mesmo apenas da minha pouca fama no círculo? Será que cheirava mal? Seria uma partida, ou então já sabiam todos, que não era grande comunicador?
O que me salvaria deste estado?
“E se entrasse um amigo meu para falar comigo? Ou se eu recebesse um telefonema que justificasse a minha saída? Ou mesmo se perdesse toda a vergonha e entrasse tipo “penetra” nas conversas dos outros, fazendo-me muito interessado e contente.” Cogitava eu com o meu coração…
Nada disso, a minha solução é muito mais ao meu estilo, ao estilo de uma pessoa quieta, aquela pessoa que ninguém nota pela sua presença numa sala, aquela pessoa que é sempre a última a ser escolhida para fazer parte de uma equipa porque ninguém sabe se joga bem.
“É a primeira vez que cá estás? Não, venho todas as semanas, mas não costumo jogar… adeus.” É a conversa típica minutos antes de se começar a jogar.
Já foi uma sorte ter me sentado no sofá. Quase sempre fico de pé e mais tarde ou mais cedo sem saber bem o que fazer com os braços…
Lá, nesse sofá reparo que bem à minha frente há uma televisão; poderá ser esta a minha solução?
Ligo-a, e, como de costume, faço uma passagem por todos os canais disponíveis, mas o aniversariante tem só serviço público.
Por mais ridículo que seja o programa que está a dar, ele é a minha bóia de salvação. Concedo-lhe toda a minha concentração, assim, não sinto necessidade de outra pessoa. A festa não está a ser uma festa, o que faço, fazia-o em casa, mas confesso que seria bem homenzinho para passar ali a noite toda, refugiado no ecrã, na minha conversa com a caixinha.
As outras pessoas, reparo, não sentem a mínima necessidade do meu refúgio.
Por vezes, quando a festa acaba, a sua aparente segurança passa, tal como a minha segurança era temporária e enganosa. Outras vezes não, outras vezes também me sinto perfeitamente ajustado em festas.
Mas pergunto-me, será possível termos uma segurança que vá para além destas circunstâncias?
Chego lá, não conheço ninguém, apenas o aniversariante. Todos falam com todos, menos comigo, creio que seja por não me conhecerem.
De repente, encho-me de coragem e pergunto a um estranho o seu nome, o que faz, as especificidades do que faz… ele, responde-me e rapidamente, esgota-se o tema de conversa.
Naturalmente que ele, mal encontra uma oportunidade, vai falar com outra pessoa, visto que após esta “prosa mútua”, ficámos uns bons cinco minutos a olhar para as paredes e para as conversas que os outros tinham.
Voltei a reparar que todos continuavam a falar com todos, menos comigo. Seria mesmo apenas da minha pouca fama no círculo? Será que cheirava mal? Seria uma partida, ou então já sabiam todos, que não era grande comunicador?
O que me salvaria deste estado?
“E se entrasse um amigo meu para falar comigo? Ou se eu recebesse um telefonema que justificasse a minha saída? Ou mesmo se perdesse toda a vergonha e entrasse tipo “penetra” nas conversas dos outros, fazendo-me muito interessado e contente.” Cogitava eu com o meu coração…
Nada disso, a minha solução é muito mais ao meu estilo, ao estilo de uma pessoa quieta, aquela pessoa que ninguém nota pela sua presença numa sala, aquela pessoa que é sempre a última a ser escolhida para fazer parte de uma equipa porque ninguém sabe se joga bem.
“É a primeira vez que cá estás? Não, venho todas as semanas, mas não costumo jogar… adeus.” É a conversa típica minutos antes de se começar a jogar.
Já foi uma sorte ter me sentado no sofá. Quase sempre fico de pé e mais tarde ou mais cedo sem saber bem o que fazer com os braços…
Lá, nesse sofá reparo que bem à minha frente há uma televisão; poderá ser esta a minha solução?
Ligo-a, e, como de costume, faço uma passagem por todos os canais disponíveis, mas o aniversariante tem só serviço público.
Por mais ridículo que seja o programa que está a dar, ele é a minha bóia de salvação. Concedo-lhe toda a minha concentração, assim, não sinto necessidade de outra pessoa. A festa não está a ser uma festa, o que faço, fazia-o em casa, mas confesso que seria bem homenzinho para passar ali a noite toda, refugiado no ecrã, na minha conversa com a caixinha.
As outras pessoas, reparo, não sentem a mínima necessidade do meu refúgio.
Por vezes, quando a festa acaba, a sua aparente segurança passa, tal como a minha segurança era temporária e enganosa. Outras vezes não, outras vezes também me sinto perfeitamente ajustado em festas.
Mas pergunto-me, será possível termos uma segurança que vá para além destas circunstâncias?
terça-feira, maio 31, 2005
Idolatria
“Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos no seu coração e o tropeço da sua maldade puseram diante da sua face; devo eu de alguma maneira ser interrogado por eles?”
Ezequiel 14: 3
A idolatria do homem, não são apenas, as imagens ou os ícones que ele coloca defronte de si, não é só isto. Toda ela é iniciada no nosso coração, por isso as nossas imagens estão, antes de mais, dentro de cada um de nós.
Fomos feitos para sermos habitados por alguém...
Ezequiel 14: 3
A idolatria do homem, não são apenas, as imagens ou os ícones que ele coloca defronte de si, não é só isto. Toda ela é iniciada no nosso coração, por isso as nossas imagens estão, antes de mais, dentro de cada um de nós.
Fomos feitos para sermos habitados por alguém...
Influências

Neste filme, somos surpreendidos pelo final que assume, a identidade que menos se esperava, é a central na narrativa.
Imagino algo parecido num excerto da história da fase final da vida de Nietzsche. Estigmatizado como aquele que marcou a ideologia Nazi, e foi-o de facto, no entanto creio que numa película, o final seria surpreendente.
A entrega das suas obras, já compiladas e ligeiramente alteradas a Hitler, visto como o paradigma máximo do conceito de “super - homem”, pela sua irmã, Elisabeth Forster-Nietzsche.
Interessante como certas épocas da história são moldadas por nomes, mas outras pessoas, quase anónimas, são completamente determinantes. Uns para bem, outros para mal.
P.S.- Com certeza, isto era algo que já toda a gente sabia. Eu e as minhas novidades...
segunda-feira, maio 30, 2005
O caminho
Tenho uma tendência para sobrevalorizar o estado final das coisas, em detrimento do caminho que me leva a elas.
Só o facto de, esse caminho, ser o meio pelo qual chegamos a esses estados finais, mas também porque toda a nossa vida é um caminho, creio ser relvante face à importância do estado intermédio antes da sua consumação.
Creio que estou, protanto, errado ao ceder à minha tendência.
Aprendi no décimo segundo ano da escolaridade secundária, que, para Camilo Pessanha, o caminho era mais importante do que o estado final.
Creio que devo prestar mais atenção por onde passo, quando vou para algum lugar...
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida...", ou seja é o caminho, a forma e o estado final.
João 14: 6 a
Só o facto de, esse caminho, ser o meio pelo qual chegamos a esses estados finais, mas também porque toda a nossa vida é um caminho, creio ser relvante face à importância do estado intermédio antes da sua consumação.
Creio que estou, protanto, errado ao ceder à minha tendência.
Aprendi no décimo segundo ano da escolaridade secundária, que, para Camilo Pessanha, o caminho era mais importante do que o estado final.
Creio que devo prestar mais atenção por onde passo, quando vou para algum lugar...
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida...", ou seja é o caminho, a forma e o estado final.
João 14: 6 a
Síndrome de Kant
Gosto de chegar ao café e ver o empregado a tirar a bica, sem que eu lhe peça, de jornal em punho para se dirigir à minha mesa.
João Ferreira de Almeida
João Ferreira de Almeida, traduziu a Bíblia quase toda. todo o Novo Testamento e parte do Velho Testamento para português.
Quando morreu, estava na tradução do livro de Ezequiel.
Morreu feliz…
Quando morreu, estava na tradução do livro de Ezequiel.
Morreu feliz…
Abraão
A esposa de Lutero dizia que não acreditava na história de Abraão e Isaque, porque Deus não faria isso a um filho, ao que Lutero lhe respondeu, “Mas, Katie, Ele tratou assim o seu próprio filho.”
domingo, maio 29, 2005
Moínho de vento

Bem poderia ser uma alusão às batalhas que Dom Quixote travou. Mas não, os moínhos de vento são característicos da Ilha Graciosa.
Curiosamente, este açoriano que vos fala ainda não lá foi, mas, dizem as bocas conhecedoras, que, para além dos moínhos, os asnos são animais que lá existem em abundância.
Temos que conhecer esta terra...
sábado, maio 28, 2005
Weekend´s Fotolog III
Continuo com algumas propostas para o vosso verão...

Ilha do Pico, ponto mais alto de portugal, já lá estive.
Tem também uma boa produção de vinho. Dizem os especialistas, que é por causa da natureza da terra vulcânica, que, por ser assim, é extraordinariamente preta, mais preta do que a das outras ilhas (isso já não sei explicar), o que faz que com que o solo, durante o verão, aqueça muito.

Ilha do Pico, ponto mais alto de portugal, já lá estive.
Tem também uma boa produção de vinho. Dizem os especialistas, que é por causa da natureza da terra vulcânica, que, por ser assim, é extraordinariamente preta, mais preta do que a das outras ilhas (isso já não sei explicar), o que faz que com que o solo, durante o verão, aqueça muito.
sexta-feira, maio 27, 2005
A pergunta
A mais intrincada pergunta feita a um condutor à procura do caminho de casa é:
“Sabes onde estás?”
“Sabes onde estás?”
Ezequiel 16
Nasceste e foste abandonada, deixada num campo, à mercê de quem por ti passasse, ainda suja de sangue, sem consciência. Não havia quem te pegasse ao colo, nem quem te embalasse. O teu embalo era feito pelo vento, frio, tempestuoso por vezes.
Passavam por ti, e não te ligavam, desprezavam-te.
Até que, Ele passou, e olhou para ti e quis que vivesses, cuidou de ti, lavou-te e viu-te crescer.
Embalava-te e dormias nos Seus braços.
Tornaste-te jovem, eras bonita, mas ainda não estavas vestida, também foi Ele quem te deu a roupa, roupa que era dele, tirou de si para ta dar a ti, e vestiu-te.
Começaste a ver outras pessoas, e as outras pessoas começaram a convidar-te para andares com elas. Tal qual uma adolescente, começaste a chegar tarde a casa, mas nem tarde falavas com Ele, nem dizias com quem andavas e o que fazias. Lembras-te?
Agora, crescida, não te lembras de quem te limpou, cuidou, embalou, vestiu…
Vais para a cama com outros, com os mesmos que te desprezavam no início, tal qual uma prostituta, sem amor. No entanto, diferes delas, não te pagam para ires para o seu leito, pagas tu. És tu quem pagas para andares com quem não te ama. Para andares com os teus amantes. E só andam contigo porque lhes pagas...
Ele sabe, e Ele sabe também, que por vezes pensas que não sabe, que por vezes pensas que O consegues enganar.
Como é que Ele deve se sentir contigo? Como é que achas? Ele sabe também que há dias, poucos dias, eles existem, em que tens acessos de consciência, dias em que vês a tua desgraça, em que te vês como que completamente perdida, e choras, e pensas que estás a chorar sozinha, porque quando choras, os teus amantes abandonam-te outra vez.
Mesmo assim, “volta”, diz Ele, a tua vida está de rastos, "quero que saibas que quando choras, não choras sozinha, nem estás só com os teus amantes quando pensas que estás só com eles, Eu estou sempre contigo...", diz o Senhor. Como no início, quando não tinhas ninguém e estavas só naquele terreno, e Ele quer, tal como nesse mesmo início, limpar-te de novo e vestir-te.
Passavam por ti, e não te ligavam, desprezavam-te.
Até que, Ele passou, e olhou para ti e quis que vivesses, cuidou de ti, lavou-te e viu-te crescer.
Embalava-te e dormias nos Seus braços.
Tornaste-te jovem, eras bonita, mas ainda não estavas vestida, também foi Ele quem te deu a roupa, roupa que era dele, tirou de si para ta dar a ti, e vestiu-te.
Começaste a ver outras pessoas, e as outras pessoas começaram a convidar-te para andares com elas. Tal qual uma adolescente, começaste a chegar tarde a casa, mas nem tarde falavas com Ele, nem dizias com quem andavas e o que fazias. Lembras-te?
Agora, crescida, não te lembras de quem te limpou, cuidou, embalou, vestiu…
Vais para a cama com outros, com os mesmos que te desprezavam no início, tal qual uma prostituta, sem amor. No entanto, diferes delas, não te pagam para ires para o seu leito, pagas tu. És tu quem pagas para andares com quem não te ama. Para andares com os teus amantes. E só andam contigo porque lhes pagas...
Ele sabe, e Ele sabe também, que por vezes pensas que não sabe, que por vezes pensas que O consegues enganar.
Como é que Ele deve se sentir contigo? Como é que achas? Ele sabe também que há dias, poucos dias, eles existem, em que tens acessos de consciência, dias em que vês a tua desgraça, em que te vês como que completamente perdida, e choras, e pensas que estás a chorar sozinha, porque quando choras, os teus amantes abandonam-te outra vez.
Mesmo assim, “volta”, diz Ele, a tua vida está de rastos, "quero que saibas que quando choras, não choras sozinha, nem estás só com os teus amantes quando pensas que estás só com eles, Eu estou sempre contigo...", diz o Senhor. Como no início, quando não tinhas ninguém e estavas só naquele terreno, e Ele quer, tal como nesse mesmo início, limpar-te de novo e vestir-te.
quinta-feira, maio 26, 2005
Evangelho
"E Jesus, vendo este deitado e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são?"
João 5:6
"Então os Judeus disseram àquele que tinha sido curado: É sábado, não te é lícito levar a cama."
João 5:16
Um "evangelho", que se resume ao fantástico, ou então, ao cumprimento da lei, não reconhece Jesus, nem a Sua obra.
Curiosamente, são estas as nossas duas maiores tentações, para pervertermos a mensagem Divina.
João 5:6
"Então os Judeus disseram àquele que tinha sido curado: É sábado, não te é lícito levar a cama."
João 5:16
Um "evangelho", que se resume ao fantástico, ou então, ao cumprimento da lei, não reconhece Jesus, nem a Sua obra.
Curiosamente, são estas as nossas duas maiores tentações, para pervertermos a mensagem Divina.
Inquisição
Durante a "santa inquisição", matavam-se os fiéis por lerem a Bíblia.
Ufa, dessa já nós nos livrávamos hoje…
Ufa, dessa já nós nos livrávamos hoje…
quarta-feira, maio 25, 2005
Perdão
Homem santo, eremita, respeitado pelo povo, ao qual vinham para receber bênção, perdão, orientação, consolação.
“Stárets”, era assim chamado.
Aborda-lhe uma mulher, de rosto sofrido, confessa-lhe um pecado, em segredo.
E ele responde:
“O principal é que não se esgote em ti o arrependimento; então, Deus perdoa-te tudo. Não há nem pode haver pecado na terra que Deus não perdoe a quem não se arrependa sinceramente. Nem o homem é capaz de cometer um pecado tão grande que esgote o infinito amor de Deus. Existirá algum pecado que supere o amor de Deus?”
Fiodor Dostoiévski in “Irmãos Karamazov”
“Stárets”, era assim chamado.
Aborda-lhe uma mulher, de rosto sofrido, confessa-lhe um pecado, em segredo.
E ele responde:
“O principal é que não se esgote em ti o arrependimento; então, Deus perdoa-te tudo. Não há nem pode haver pecado na terra que Deus não perdoe a quem não se arrependa sinceramente. Nem o homem é capaz de cometer um pecado tão grande que esgote o infinito amor de Deus. Existirá algum pecado que supere o amor de Deus?”
Fiodor Dostoiévski in “Irmãos Karamazov”
Exílio
Se fosse contemporâneo de Daniel, o da cova dos leões e que orava três vezes ao dia, estou certo de que ficaria em Jerusalém.
terça-feira, maio 24, 2005
... o corpo é que paga.
Parte II
Estultice
Um dia, e é deste dia que vos quero falar, tínhamos no nosso quintal um grande monte de lenha, na parte de trás da casa. Mesmo dentro do que foi em tempos, o curral das galinhas, por baixo do castanheiro.
Se é certo que nunca fui agricultor, reconheço que, por outro lado, sempre houve em mim uma certa faceta de piromaníaco. A minha mãe nunca me tinha falado daquela lenha, ou do que haveria de fazer com ela.
Era verão, tempo de férias, e por isso, o ócio abundava grandemente.
Instruções? Tinha-as, mas eram para cortar a relva, podar a vinha, lavar o carro, etc., essas, não as queria, fixava os meus olhos na lenha…
Na noite desse dia, pensei, reflecti, e pouco antes de começar a dormir, planeei:
"Ismael, tens gasolina na garagem, pões um bocado na lenha, e fazes um favor à mãe, que por receio, não te manda queimar a lenha, mas sabes que era o que ela queria que fizesses, e assim, despachas-te daquele incómodo no quintal."
Dormi, contente com as decisões tomadas no meu leito.
De manhã, acordo, e vou de imediato buscar o garrafão com a gasolina, a saber, cinco litros de combustível. Dirijo-me, confiante, para o local de trabalho, e lembro-me:
"As folhas! É a minha oportunidade de me livrar dessas malditas folhas..."
Eram os meus apontamentos de três anos de sofrimento a tentar passar a matemática, no décimo segundo ano do secundário. Essas folhas revelavam muito da minha fraqueza, da minha ignorância. Iam arder, ser esquecidas na história, desaparecer, pensava eu, e que bem que pensava.
Fui ao meu quarto e, com atitude de vingança peguei nelas, "vocês não me apoquentam mais…", disse eu.
Quando cheguei ao monte de lenha, pus as folhas todas em forma de bola pelas frestas dos espaços entre os toros de madeira, depois qual grande cozinheiro, reguei, e bem regado, o holocausto, não de água como Elias mandou, mas do combustível que havia trazido da minha garagem.
Só faltava um rufo de tarola nesta altura, estava tão ansioso que nem aguentava esperar. Peguei no isqueiro, um isqueirozinho, dos isqueiros mais pequeninos que se pode arranjar, sim, daqueles que quando pedimos na "lojeca": “Era para comprar o isqueiro mais barato que tem", a senhora dá-nos um isqueiro minúsculo…
Com esse isqueiro, fiz a primeira faísca e acendeu, cheguei-me perto do local do sacrifício, quando de repente…
Tudo explodiu, o fogo veio-me à cara e, em acto reflexo, atirei-me para a relva. Fiquei completamente desnorteado e fui logo para casa.
Agora pergunto-me: “porque é que fui fazer tal coisa mais estapafúrdia?”
Ainda fiquei em casa a andar para trás e para a frente à espera que a dor passasse, e a dor, se querem saber, era mesmo muita.
"Será que vale a pena chamar a ambulância” , pensei. "Não, não vale a pena, isto à tarde já secou e nem se nota nada."
A dor tornou-se tão insuportável que tive que telefonar à minha mãe. Ela, batendo todos os recordes de velocidade, chegou a casa, e levou-me para o hospital (lugar onde trabalha), para as emergências. Conversámos pouco durante a viagem, ela conseguia, mesmo diante de uma acção tão ridícula como a minha, demonstrar alguma repreensão, mas acima de tudo, amor a preocupação. Creio que será algo que ainda me falta mesmo aprender a fazer...
Entrei logo nas urgêncais, sem esperar que o senhor (que nunca se percebe bem o que diz) me chamasse (afinal, talvez fosse grave o suficiente para chamar a ambulância …), deitaram-me numa maca, puseram-me gaze na cara, borrifaram-me a cara com um líquido, tão fresco, que parecia a água, água benta, que o "rico", estando em sofrimento, no hades, ansiava sentir na sua língua, implorando-a a "lázaro", que sentimento de frescura! Continuando com o espectáculo; tiraram-me a roupa, puseram-me umas fraldas (que já, por si, foi castigo suficiente do mal que tinha feito) e levaram-me para a cirurgia.
Fiquei num quarto esterilizado, porque não podia ter contacto com mais nenhum doente.
Fiquei internado durante duas semanas.
Agora, sempre que há churrascos, dizem todos a mesma piada.
"O Ismael acende a fogueira…"
Estultice
Um dia, e é deste dia que vos quero falar, tínhamos no nosso quintal um grande monte de lenha, na parte de trás da casa. Mesmo dentro do que foi em tempos, o curral das galinhas, por baixo do castanheiro.
Se é certo que nunca fui agricultor, reconheço que, por outro lado, sempre houve em mim uma certa faceta de piromaníaco. A minha mãe nunca me tinha falado daquela lenha, ou do que haveria de fazer com ela.
Era verão, tempo de férias, e por isso, o ócio abundava grandemente.
Instruções? Tinha-as, mas eram para cortar a relva, podar a vinha, lavar o carro, etc., essas, não as queria, fixava os meus olhos na lenha…
Na noite desse dia, pensei, reflecti, e pouco antes de começar a dormir, planeei:
"Ismael, tens gasolina na garagem, pões um bocado na lenha, e fazes um favor à mãe, que por receio, não te manda queimar a lenha, mas sabes que era o que ela queria que fizesses, e assim, despachas-te daquele incómodo no quintal."
Dormi, contente com as decisões tomadas no meu leito.
De manhã, acordo, e vou de imediato buscar o garrafão com a gasolina, a saber, cinco litros de combustível. Dirijo-me, confiante, para o local de trabalho, e lembro-me:
"As folhas! É a minha oportunidade de me livrar dessas malditas folhas..."
Eram os meus apontamentos de três anos de sofrimento a tentar passar a matemática, no décimo segundo ano do secundário. Essas folhas revelavam muito da minha fraqueza, da minha ignorância. Iam arder, ser esquecidas na história, desaparecer, pensava eu, e que bem que pensava.
Fui ao meu quarto e, com atitude de vingança peguei nelas, "vocês não me apoquentam mais…", disse eu.
Quando cheguei ao monte de lenha, pus as folhas todas em forma de bola pelas frestas dos espaços entre os toros de madeira, depois qual grande cozinheiro, reguei, e bem regado, o holocausto, não de água como Elias mandou, mas do combustível que havia trazido da minha garagem.
Só faltava um rufo de tarola nesta altura, estava tão ansioso que nem aguentava esperar. Peguei no isqueiro, um isqueirozinho, dos isqueiros mais pequeninos que se pode arranjar, sim, daqueles que quando pedimos na "lojeca": “Era para comprar o isqueiro mais barato que tem", a senhora dá-nos um isqueiro minúsculo…
Com esse isqueiro, fiz a primeira faísca e acendeu, cheguei-me perto do local do sacrifício, quando de repente…
Tudo explodiu, o fogo veio-me à cara e, em acto reflexo, atirei-me para a relva. Fiquei completamente desnorteado e fui logo para casa.
Agora pergunto-me: “porque é que fui fazer tal coisa mais estapafúrdia?”
Ainda fiquei em casa a andar para trás e para a frente à espera que a dor passasse, e a dor, se querem saber, era mesmo muita.
"Será que vale a pena chamar a ambulância” , pensei. "Não, não vale a pena, isto à tarde já secou e nem se nota nada."
A dor tornou-se tão insuportável que tive que telefonar à minha mãe. Ela, batendo todos os recordes de velocidade, chegou a casa, e levou-me para o hospital (lugar onde trabalha), para as emergências. Conversámos pouco durante a viagem, ela conseguia, mesmo diante de uma acção tão ridícula como a minha, demonstrar alguma repreensão, mas acima de tudo, amor a preocupação. Creio que será algo que ainda me falta mesmo aprender a fazer...
Entrei logo nas urgêncais, sem esperar que o senhor (que nunca se percebe bem o que diz) me chamasse (afinal, talvez fosse grave o suficiente para chamar a ambulância …), deitaram-me numa maca, puseram-me gaze na cara, borrifaram-me a cara com um líquido, tão fresco, que parecia a água, água benta, que o "rico", estando em sofrimento, no hades, ansiava sentir na sua língua, implorando-a a "lázaro", que sentimento de frescura! Continuando com o espectáculo; tiraram-me a roupa, puseram-me umas fraldas (que já, por si, foi castigo suficiente do mal que tinha feito) e levaram-me para a cirurgia.
Fiquei num quarto esterilizado, porque não podia ter contacto com mais nenhum doente.
Fiquei internado durante duas semanas.
Agora, sempre que há churrascos, dizem todos a mesma piada.
"O Ismael acende a fogueira…"
segunda-feira, maio 23, 2005
Quando a cabeça não tem juízo...
Mais um pequeno conto, desta vez, em duas partes.
Parte I
O jardim
A minha casa, encontra-se situada num contexto rural, é uma de muitas moradias, algo que na capital, seria visto como um luxo. Tenho a casa no meio de um serrado, ou seja, tenho terreno à volta de toda a minha casa.
Outrora, esta terra era cultivada: batatas, feijão, favas, ervilhas, couves, tudo, para que poupássemos alguns escudos no mercado.
A minha mãe tinha o quintal por gosto: “gosto de ver as coisas arranjadas…”, dizia ela. O mesmo já não se pode dizer da sua prole, sempre com sacrifício, qual ovelhas para o matadouro, íamos nós para o quintal, de enxada em punho, ou ancinho, ou qualquer que fosse o utensílio agrícola. De facto, olhávamos para tais instrumentos, sem excepção, com raiva e como se fossem os nossos maiores inimigos…
Para tristeza da matriarca, nunca ganhámos prazer nos afazeres agrícolas. O meu irmão até chegou a ir para um curso de engenharia agrónoma, mas agora, é pastor de almas.
“Duro te é recalcitrar sobre os aguilhões…” não eram aguilhões, eram sim a impertinência destes dois irmãos, a uma certa altura (data que me escapa à memória) disse-nos:
- Vou comprar relva, vamos pedir ao senhor Dimas (nosso vizinho) para pôr aqui o seu tractor e vamos pôr relva no quintal.
Aos nossos ouvidos, parecia que tinha dito que tínhamos ganho o euro milhões, ou o totoloto, o euro milhões não existia nos Açores nessa altura (nem nos Açores, nem no Continente). Foi esfusiante a alegria que preencheu os nossos corações. Disse eu, imediatamente:
- Eu quero cortar primeiro a relva com a máquina nova!
Tínhamos mesmo pavor daquele quintal…
Agora, a minha casa tem um minúsculo quintal num cantinho, porque a minha mãe ainda hoje, tem gosto de “ver as coisas arranjadas”, e um jardim a toda sua volta (da casa, bem entendido). É grande esse jardim, sempre que cortamos a relva enchemos o depósito de gasolina da máquina, e, já não é com a alegria, que era antes, que jardinamos, a relva também cansa.
Parte I
O jardim
A minha casa, encontra-se situada num contexto rural, é uma de muitas moradias, algo que na capital, seria visto como um luxo. Tenho a casa no meio de um serrado, ou seja, tenho terreno à volta de toda a minha casa.
Outrora, esta terra era cultivada: batatas, feijão, favas, ervilhas, couves, tudo, para que poupássemos alguns escudos no mercado.
A minha mãe tinha o quintal por gosto: “gosto de ver as coisas arranjadas…”, dizia ela. O mesmo já não se pode dizer da sua prole, sempre com sacrifício, qual ovelhas para o matadouro, íamos nós para o quintal, de enxada em punho, ou ancinho, ou qualquer que fosse o utensílio agrícola. De facto, olhávamos para tais instrumentos, sem excepção, com raiva e como se fossem os nossos maiores inimigos…
Para tristeza da matriarca, nunca ganhámos prazer nos afazeres agrícolas. O meu irmão até chegou a ir para um curso de engenharia agrónoma, mas agora, é pastor de almas.
“Duro te é recalcitrar sobre os aguilhões…” não eram aguilhões, eram sim a impertinência destes dois irmãos, a uma certa altura (data que me escapa à memória) disse-nos:
- Vou comprar relva, vamos pedir ao senhor Dimas (nosso vizinho) para pôr aqui o seu tractor e vamos pôr relva no quintal.
Aos nossos ouvidos, parecia que tinha dito que tínhamos ganho o euro milhões, ou o totoloto, o euro milhões não existia nos Açores nessa altura (nem nos Açores, nem no Continente). Foi esfusiante a alegria que preencheu os nossos corações. Disse eu, imediatamente:
- Eu quero cortar primeiro a relva com a máquina nova!
Tínhamos mesmo pavor daquele quintal…
Agora, a minha casa tem um minúsculo quintal num cantinho, porque a minha mãe ainda hoje, tem gosto de “ver as coisas arranjadas”, e um jardim a toda sua volta (da casa, bem entendido). É grande esse jardim, sempre que cortamos a relva enchemos o depósito de gasolina da máquina, e, já não é com a alegria, que era antes, que jardinamos, a relva também cansa.
domingo, maio 22, 2005
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