terça-feira, julho 19, 2005

"Quando sou fraco, então é que sou forte..."

Entregarmos as nossas fraquezas a Deus, para que Ele tome conta, e nos faça crescer é interesse próprio.
Entregarmos não só as nossas fraquezas, mas sobretudo as nossas forças, as nossas habilidades, para que fiquemos no fim de tudo, fracos, e Ele, só Ele, forte, é depender em Deus propositadamente.

segunda-feira, julho 18, 2005

Problemas

Quanto mais lido com outros cristãos, melhor percebo que a ideia da conversão para nos livrar dos problemas presentes, é uma farsa.

Jonas e eu...

O retiro forçado na barriga do peixe foi restaurador para Jonas, arrependeu-se... safou-se...
Tempos depois, já precisava de mais um retiro.
Sempre que me vejo fora da barriga do peixe, também tendo a esquecer o que me levou lá, creio que já vislumbro o peixe outra vez…

domingo, julho 17, 2005

A ilha mais pequena

Retorno a algumas fotos de algumas ilhas dos Açores.
Esta é a ilha mais pequena do arquipélago, o Corvo.
Actualmente tem 300 habitantes. Não se pode correr muito lá, porque senão ainda se vai parar ao mar... HaHaHa!
Contam os mais antigos que houve em tempos, uma altura em que a habitação lá era 999 pessoas.
Toda a população sonhava em chegar aos 1000, e tinham todas as possibilidades para isso, uma jovem senhora estava grávida e dali a pouco tempo daria à luz.
Acontece que, no dia em que deu à luz, pouco antes de nascer a criança, faleceu uma senhora idosa... Nunca chegaram aos 1000 habitantes.

sexta-feira, julho 15, 2005

Igreja

"O barco está na água, não a água no barco."
Ditado popular

"Vigiai e orai..."

O sentimento de segurança, que é enganoso se a sua fonte forem os nossos feitos ou algo da nossa propriedade, tende a toldar-nos o discernimento para a possibilidade do seu desaparecimento com o tempo.
Por isso, com propriedade disse Paulo a páginas tantas:

“Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia.”
I Coríntios 10:12

quinta-feira, julho 14, 2005

Encarnação

“De noite apareceu o Senhor a Salomão, e lhe disse: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.”
II Crónicas 7: 12

Numa tentativa para voltar à aliança, numa demonstração de arrependimento para que o relacionamento fosse restabelecido, relacionamento esse, que fora quebrado pelos construtores, pelo povo, Salomão erigiu um lugar físico, o Templo, lugar não necessário para Deus, mas para o homem.
Deus não requeria este lugar para Si, ordenou a sua construção porque para o homem era necessário, desceu, por isso, à condição do homem e em função dele revelou-se.
Um lugar físico, para um Deus omnipresente não era necessário, mesmo assim, Deus honrou esse lugar, não por Sua causa, mas por causa do homem, para que o homem ficasse indesculpável de lhe render louvor.
O seu fim é Deus, a sua linguagem é a humana.


O lugar, hoje, somos nós.

O enganador

- Eles vieram ver a minha arte. – Respondeu ele à sua mulher. Era apreciador de literatura, pintura e de participar em programas radiofónicos noite a dentro.
Também ele tentara ser um artista, chamava-se assim, “artista”, também ele escrevia e pintava.
Queria ser famoso, para tal, diziam os boatos, tinha feito um pacto, um contrato em que dava tudo em troca de fama.
Como muitos outros fora enganado, ninguém o reconhecia e vivia sempre sozinho no quarto, com um telefone só para ele para poder declamar, no programa de rádio da sua eleição. Passava todos os dias em constante opressão e profunda infelicidade…

quarta-feira, julho 13, 2005

Síndrome de Dom Quixote

Na minha infância, o meu gosto por futebol acontecia muito por arrastamento da paixão do meu irmão mais velho.
Um jogo amigável entre duas selecções iria ser televisionado, uma delas era a Escócia.
Como seria de esperar, muito pouco, ou melhor, nada sabia eu acerca de tal selecção, para além de tradicionalmente naquele país, os homens usarem saias, melhor designados por Kilts.
Perguntei então ao meu irmão:
- Olha, será que a selecção da Escócia vai jogar de saias?
- Não sejas palerma, Ismael, claro que não. - Depois de uma certa pausa a pensar, conformei-me. Mas dentro de mim ainda havia uma certa ansiosidade para ver como jogavam, com que roupa, não se jogavam bem ou mal, isso era secundário para mim.
Começa o jogo e depois de uns minutos faço o perspicaz reparo:
- Não usam saias, é verdade, mas parece que os seus calções são mais largos do que os dos outros jogadores.

Quando queremos ver alguma coisa, conseguimos na maioria das vezes vê-la, mesmo assim.

Revival

Se houvesse um avivamento (necessário) no meio do povo da religião do estado, que fosse verdadeiro, que fosse originado divinalmente, será que nós Evangélicos perceberíamos a sua movimentação? Dar-lhe-íamos crédito?

Pessoalmente, já várias vezes me espantei com o sentido de humor do Altíssimo.

terça-feira, julho 12, 2005

O fruto

Somos lestos em criticar o pecado de Eva e posteriormente Adão, ao comer o fruto proibido. Apontamos o dedo em acusação.
Esquecemos, infelizmente, que todos os dias comemos desse fruto também.

Juízes do mundo

Tenho muito poucas certezas na vida. Creio que numa desproporção colossal existem mais incertezas do que certezas.
Há, todavia, uma tendência natural para tentarmos assegurar-nos do maior número de certezas possíveis na vida, ainda que infundamentadas. Desde que digamos que temos a certeza de tal e tal...
Perguntas complicadas exigem respostas do mesmo calibre, não podemos responder simploriamente, anulando questões não resolvidas para que o nosso ego se sinta seguro.
Neste caso, a dúvida deve ser assumida. Qual é o problema de um cristão responder a problemas colocados pelos sedendos pagãos com um,"não sei" ou então com simples e saudoso silêncio, ou mesmo com compreensão não veículativa?
Responder sem dizer que a resposta é esta ou aquela, ou que fulano agiu mal aqui ou ali, ou então a pior de todas, passo a citar: "Eu já passei por isso...", é também o nosso desafio.

segunda-feira, julho 11, 2005

C.S. Lewis ensina-nos muita coisa,

Mas uma delas é que, o nosso clamor por justiça, quanto às guerras, genocídios, fomes e outras catástrofes humanas, em várias partes do mundo, torna-se uma implícita sentença de anulação da liberdade dos mais poderosos. Assim seria feita justiça, se Deus parasse todas as guerras.
Para se ser realmente justo, então, se Deus retirasse a liberdade desses, também teria que retirar a nossa da mesma forma.
Ou julgamos que não há influência nossa no que acontece no mundo?

Provérbios

Como já sobejamente sabem, sou natural dos Açores, Ilha Terceia.
Ora, numa ilha em que sensivelmente 70 quilómetros chegam para circundá-la, torna-se impossível perdermo-nos lá. Basta dirigirmo-nos para o mar, o qual constantemente se nos depara, e depois conduzirmos sempre nessa estrada até encontrar alguma localidade. Garanto-vos que o vosso alvo nunca distará mais do que 70 quilómetros donde estão...
Fui criado neste ambiente, por isso, acredito que nunca tive a necessidade de desenvolver muito o meu sentido de orientação.
O problema desta minha condição é que desde que comecei a conduzir na capital, esta minha fraqueza tem-se evidenciado de sobremaneira.
Cheguei à conclusão que, em Lisboa é possível perdermo-nos, é bem possível, aliás...


Nem todos os caminhos vão dar a Lisboa...




P.S.- Nem foi preciso começar a conduzir para me perder.

domingo, julho 10, 2005

Pescadores de homens

Se tivesse um trabalho braçal gostaria de ser pescador.
Talvez este meu desejo seja porque sou natural de ilhas, em que vemos o mar constantemente e lidamos com ele, quer esteja calmo ou enfurecido.

sábado, julho 09, 2005

Blogue das 95 teses actualizado

Linha férrea

Se a vida fosse como uma única linha férrea, com certeza que seria mais simples e fácil de cumprir o seu propósito.
No entanto, perderia em interesse. Haveria uma única forma de viver a vida, uma única forma de fazer as coisas...
Por vezes peço para que a vida seja como esta linha de comboio...
Ainda bem que o Senhor não ouve estes meus clamores mais impensados.
Esta foto foi tirada em Vendas Novas.

sexta-feira, julho 08, 2005

Caminhadas com Deus VI

Down the Via Dolorosa in Jerusalem that day
The soldiers tried to clear the narrow street
But the crowd pressed in to see
A Man condemned to die on Calvary

He was bleeding from a beating, there were stripes upon His back
And He wore a crown of thorns upon His head
And He bore with every step
The scorn of those who cried out for His death

Down the Via Dolorosa called the way of suffering
Like a lamb came the Messiah, Christ the King,
But He chose to walk that road out of
His love for you and me.
Down the Via Dolorosa, all the way to Calvary.

The blood that would cleanse the souls of all men
Made its way through the heart of Jerusalem.
Sandi Patti


“A cruz, de fato, é a afirmação perfeita tanto da ira de Deus contra o pecado como da profundidade de seu amor e misericórdia, na recuperação da criação.”
Richard Lovelace

Cristo fez a caminhada mais penosa da história, para que nós pudessemos, nEle, passear com Deus.

quinta-feira, julho 07, 2005

Na cave...

Dia oito, às vinte horas (oito horas da noite diz a plebe), um concerto ao vivo, numa cave.
É ao vivo e tem uma íntima relação com o número oito, mas não é parte do movimento antropófilo que ocorreu na semana passada.
Não obstante, é muito nobre a causa a que serve: estarmos uns com os outros.
Na cave da Igreja Baptista de Queluz, às 20:00 oito bandas a tentar tocar na mesma noite, e sem infringir as leis do ruído no que toca a horários permitidos.
Vai ser estar para ver!













Entrada franca.