Prefiro chamá-lo de Anacoreta.
Foi quem escreveu este último post. Vai ser um colaborador neste blogue, para ver se isto, pelo menos com ele, vai para a frente.
"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento...Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Jesus Cristo
quinta-feira, julho 21, 2005
Culto a quem?
“…gostei do culto hoje…”
Até que ponto temos a prerrogativa de fazer um comentário destes?
Até que ponto temos a prerrogativa de fazer um comentário destes?
quarta-feira, julho 20, 2005
Um novo blogue
Vão-se convertendo os ministros da palavra, um a um à blogosfera. Desta feita, um magote deles, sob a sombra do Seminário Teológico Baptista.
É verdade, o Seminário começou um blogue, lá escreverão professores e pastores os seus pensamentos.
Por assim ser, espera-se que deste blogue saia teologia a sério.
Deixem-me dizer isto:
"Força rapazes, eu acredito em vocês!"
É verdade, o Seminário começou um blogue, lá escreverão professores e pastores os seus pensamentos.
Por assim ser, espera-se que deste blogue saia teologia a sério.
Deixem-me dizer isto:
"Força rapazes, eu acredito em vocês!"
Pureza absoluta
O Sangue sacro, mais do que água para o corpo, que lava pecados, não fica saturado de impurezas. Por mais sujo que esteja, por mais vezes que venha, por mais pessoas que se aproximem, a imundície não toma conta do elixir salvador.
Curiosamente fica sempre puro, límpido, pronto para mais lavagens…
Curiosamente fica sempre puro, límpido, pronto para mais lavagens…
terça-feira, julho 19, 2005
Liberdade
“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”
Mateus 11: 29-30
Convém ao enganador que não nos apercebamos da nossa prisão, que nos sintamos livres, que ensinemos a liberdade, e que até lutemos por ela, no entanto, presos.
A libertação vem com outra prisão, outra servidão, outro jugo. O homem, como nos diz Bob Dylan, ou serve um ou serve outro.
Curiosamente, a vassalagem ao Criador torna-se a nossa libertação. Só seremos realmente livres, quando formos servos de Deus
Mateus 11: 29-30
Convém ao enganador que não nos apercebamos da nossa prisão, que nos sintamos livres, que ensinemos a liberdade, e que até lutemos por ela, no entanto, presos.
A libertação vem com outra prisão, outra servidão, outro jugo. O homem, como nos diz Bob Dylan, ou serve um ou serve outro.
Curiosamente, a vassalagem ao Criador torna-se a nossa libertação. Só seremos realmente livres, quando formos servos de Deus
"Quando sou fraco, então é que sou forte..."
Entregarmos as nossas fraquezas a Deus, para que Ele tome conta, e nos faça crescer é interesse próprio.
Entregarmos não só as nossas fraquezas, mas sobretudo as nossas forças, as nossas habilidades, para que fiquemos no fim de tudo, fracos, e Ele, só Ele, forte, é depender em Deus propositadamente.
Entregarmos não só as nossas fraquezas, mas sobretudo as nossas forças, as nossas habilidades, para que fiquemos no fim de tudo, fracos, e Ele, só Ele, forte, é depender em Deus propositadamente.
segunda-feira, julho 18, 2005
Problemas
Quanto mais lido com outros cristãos, melhor percebo que a ideia da conversão para nos livrar dos problemas presentes, é uma farsa.
Jonas e eu...
O retiro forçado na barriga do peixe foi restaurador para Jonas, arrependeu-se... safou-se...
Tempos depois, já precisava de mais um retiro.
Sempre que me vejo fora da barriga do peixe, também tendo a esquecer o que me levou lá, creio que já vislumbro o peixe outra vez…
Tempos depois, já precisava de mais um retiro.
Sempre que me vejo fora da barriga do peixe, também tendo a esquecer o que me levou lá, creio que já vislumbro o peixe outra vez…
domingo, julho 17, 2005
A ilha mais pequena
Retorno a algumas fotos de algumas ilhas dos Açores.Esta é a ilha mais pequena do arquipélago, o Corvo.
Actualmente tem 300 habitantes. Não se pode correr muito lá, porque senão ainda se vai parar ao mar... HaHaHa!
Contam os mais antigos que houve em tempos, uma altura em que a habitação lá era 999 pessoas.
Toda a população sonhava em chegar aos 1000, e tinham todas as possibilidades para isso, uma jovem senhora estava grávida e dali a pouco tempo daria à luz.
Acontece que, no dia em que deu à luz, pouco antes de nascer a criança, faleceu uma senhora idosa... Nunca chegaram aos 1000 habitantes.
sábado, julho 16, 2005
sexta-feira, julho 15, 2005
"Vigiai e orai..."
O sentimento de segurança, que é enganoso se a sua fonte forem os nossos feitos ou algo da nossa propriedade, tende a toldar-nos o discernimento para a possibilidade do seu desaparecimento com o tempo.
Por isso, com propriedade disse Paulo a páginas tantas:
“Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia.”
I Coríntios 10:12
Por isso, com propriedade disse Paulo a páginas tantas:
“Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia.”
I Coríntios 10:12
quinta-feira, julho 14, 2005
Encarnação
“De noite apareceu o Senhor a Salomão, e lhe disse: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.”
II Crónicas 7: 12
Numa tentativa para voltar à aliança, numa demonstração de arrependimento para que o relacionamento fosse restabelecido, relacionamento esse, que fora quebrado pelos construtores, pelo povo, Salomão erigiu um lugar físico, o Templo, lugar não necessário para Deus, mas para o homem.
Deus não requeria este lugar para Si, ordenou a sua construção porque para o homem era necessário, desceu, por isso, à condição do homem e em função dele revelou-se.
Um lugar físico, para um Deus omnipresente não era necessário, mesmo assim, Deus honrou esse lugar, não por Sua causa, mas por causa do homem, para que o homem ficasse indesculpável de lhe render louvor.
O seu fim é Deus, a sua linguagem é a humana.
O lugar, hoje, somos nós.
II Crónicas 7: 12
Numa tentativa para voltar à aliança, numa demonstração de arrependimento para que o relacionamento fosse restabelecido, relacionamento esse, que fora quebrado pelos construtores, pelo povo, Salomão erigiu um lugar físico, o Templo, lugar não necessário para Deus, mas para o homem.
Deus não requeria este lugar para Si, ordenou a sua construção porque para o homem era necessário, desceu, por isso, à condição do homem e em função dele revelou-se.
Um lugar físico, para um Deus omnipresente não era necessário, mesmo assim, Deus honrou esse lugar, não por Sua causa, mas por causa do homem, para que o homem ficasse indesculpável de lhe render louvor.
O seu fim é Deus, a sua linguagem é a humana.
O lugar, hoje, somos nós.
O enganador
- Eles vieram ver a minha arte. – Respondeu ele à sua mulher. Era apreciador de literatura, pintura e de participar em programas radiofónicos noite a dentro.
Também ele tentara ser um artista, chamava-se assim, “artista”, também ele escrevia e pintava.
Queria ser famoso, para tal, diziam os boatos, tinha feito um pacto, um contrato em que dava tudo em troca de fama.
Como muitos outros fora enganado, ninguém o reconhecia e vivia sempre sozinho no quarto, com um telefone só para ele para poder declamar, no programa de rádio da sua eleição. Passava todos os dias em constante opressão e profunda infelicidade…
Também ele tentara ser um artista, chamava-se assim, “artista”, também ele escrevia e pintava.
Queria ser famoso, para tal, diziam os boatos, tinha feito um pacto, um contrato em que dava tudo em troca de fama.
Como muitos outros fora enganado, ninguém o reconhecia e vivia sempre sozinho no quarto, com um telefone só para ele para poder declamar, no programa de rádio da sua eleição. Passava todos os dias em constante opressão e profunda infelicidade…
quarta-feira, julho 13, 2005
Síndrome de Dom Quixote
Na minha infância, o meu gosto por futebol acontecia muito por arrastamento da paixão do meu irmão mais velho.
Um jogo amigável entre duas selecções iria ser televisionado, uma delas era a Escócia.
Como seria de esperar, muito pouco, ou melhor, nada sabia eu acerca de tal selecção, para além de tradicionalmente naquele país, os homens usarem saias, melhor designados por Kilts.
Perguntei então ao meu irmão:
- Olha, será que a selecção da Escócia vai jogar de saias?
- Não sejas palerma, Ismael, claro que não. - Depois de uma certa pausa a pensar, conformei-me. Mas dentro de mim ainda havia uma certa ansiosidade para ver como jogavam, com que roupa, não se jogavam bem ou mal, isso era secundário para mim.
Começa o jogo e depois de uns minutos faço o perspicaz reparo:
- Não usam saias, é verdade, mas parece que os seus calções são mais largos do que os dos outros jogadores.
Quando queremos ver alguma coisa, conseguimos na maioria das vezes vê-la, mesmo assim.
Um jogo amigável entre duas selecções iria ser televisionado, uma delas era a Escócia.
Como seria de esperar, muito pouco, ou melhor, nada sabia eu acerca de tal selecção, para além de tradicionalmente naquele país, os homens usarem saias, melhor designados por Kilts.
Perguntei então ao meu irmão:
- Olha, será que a selecção da Escócia vai jogar de saias?
- Não sejas palerma, Ismael, claro que não. - Depois de uma certa pausa a pensar, conformei-me. Mas dentro de mim ainda havia uma certa ansiosidade para ver como jogavam, com que roupa, não se jogavam bem ou mal, isso era secundário para mim.
Começa o jogo e depois de uns minutos faço o perspicaz reparo:
- Não usam saias, é verdade, mas parece que os seus calções são mais largos do que os dos outros jogadores.
Quando queremos ver alguma coisa, conseguimos na maioria das vezes vê-la, mesmo assim.
Revival
Se houvesse um avivamento (necessário) no meio do povo da religião do estado, que fosse verdadeiro, que fosse originado divinalmente, será que nós Evangélicos perceberíamos a sua movimentação? Dar-lhe-íamos crédito?
Pessoalmente, já várias vezes me espantei com o sentido de humor do Altíssimo.
Pessoalmente, já várias vezes me espantei com o sentido de humor do Altíssimo.
terça-feira, julho 12, 2005
O fruto
Somos lestos em criticar o pecado de Eva e posteriormente Adão, ao comer o fruto proibido. Apontamos o dedo em acusação.
Esquecemos, infelizmente, que todos os dias comemos desse fruto também.
Esquecemos, infelizmente, que todos os dias comemos desse fruto também.
Juízes do mundo
Tenho muito poucas certezas na vida. Creio que numa desproporção colossal existem mais incertezas do que certezas.
Há, todavia, uma tendência natural para tentarmos assegurar-nos do maior número de certezas possíveis na vida, ainda que infundamentadas. Desde que digamos que temos a certeza de tal e tal...
Perguntas complicadas exigem respostas do mesmo calibre, não podemos responder simploriamente, anulando questões não resolvidas para que o nosso ego se sinta seguro.
Neste caso, a dúvida deve ser assumida. Qual é o problema de um cristão responder a problemas colocados pelos sedendos pagãos com um,"não sei" ou então com simples e saudoso silêncio, ou mesmo com compreensão não veículativa?
Responder sem dizer que a resposta é esta ou aquela, ou que fulano agiu mal aqui ou ali, ou então a pior de todas, passo a citar: "Eu já passei por isso...", é também o nosso desafio.
Há, todavia, uma tendência natural para tentarmos assegurar-nos do maior número de certezas possíveis na vida, ainda que infundamentadas. Desde que digamos que temos a certeza de tal e tal...
Perguntas complicadas exigem respostas do mesmo calibre, não podemos responder simploriamente, anulando questões não resolvidas para que o nosso ego se sinta seguro.
Neste caso, a dúvida deve ser assumida. Qual é o problema de um cristão responder a problemas colocados pelos sedendos pagãos com um,"não sei" ou então com simples e saudoso silêncio, ou mesmo com compreensão não veículativa?
Responder sem dizer que a resposta é esta ou aquela, ou que fulano agiu mal aqui ou ali, ou então a pior de todas, passo a citar: "Eu já passei por isso...", é também o nosso desafio.
segunda-feira, julho 11, 2005
C.S. Lewis ensina-nos muita coisa,
Mas uma delas é que, o nosso clamor por justiça, quanto às guerras, genocídios, fomes e outras catástrofes humanas, em várias partes do mundo, torna-se uma implícita sentença de anulação da liberdade dos mais poderosos. Assim seria feita justiça, se Deus parasse todas as guerras.
Para se ser realmente justo, então, se Deus retirasse a liberdade desses, também teria que retirar a nossa da mesma forma.
Ou julgamos que não há influência nossa no que acontece no mundo?
Para se ser realmente justo, então, se Deus retirasse a liberdade desses, também teria que retirar a nossa da mesma forma.
Ou julgamos que não há influência nossa no que acontece no mundo?
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