terça-feira, agosto 30, 2005

Um novo concurso... "O caracol"

Desfiam-se pedagogos que ainda não fazem parte dos quadros de ensino do estado a imitarem o bicho caracol...
Quem conseguir mudar de casa para a zona mais distante da sua moradia original, e no prazo de dois dias, ganha um prémio, a saber: A oportunidade de ensinar, e mais, ser pago por fazer isso.


"A vida do caracol é uma vida vida arrastada, anda sempre com a casa às costas..."
Moda tradicional dos açores

sábado, agosto 13, 2005

Miguel, agora posso dizer com propriedade que estás de parabéns, e que...

És pai!

Parabéns à mãe, afinal de contas, no entendimento masculino, ela é que tem a maior percentagem do protagonismo no milagre da natalidade, não deixando de ser, mesmo assim, um milagre. Por isso, graças a Deus!
Parabéns aos pais babados.

O meu mundo

O senhor Arnaldo é carpinteiro em São Bartolomeu, deste a minha infância que tem a mesma oficina.
O senhor Arnaldo tem um Honda Civic, cinzento, o mesmo carro desde a minha meninice.
Em São Bartlomeu há poucas novidades, mas muita estabilidade. No mundo deviam haver mais Senhores Arnaldos...

... digo eu...

terça-feira, agosto 09, 2005

Depois de muitos anos...

Passei grande parte da minha infância como qualquer outro miúdo.
Joguei à bola com amigos vizinhos, que, depois do almoço convocava, brinquei às guerras nas matas perto da minha casa, às escondidas, à apanhada, et cetera.

A vida continua e mais tarde ou mais cedo, esses amigos que se juntavam acabam por parar de se ver.

Da minha geração, grande é a minha tristeza ao ver o final que muitos deles tiveram.
O Rogério foi para os Estados Unidos, para depois ser repatriado para cá outra vez por envolvimento com drogas, o Miguel anda neste exacto momento a fugir da polícia pela mesma razão, o Francisco, "argolas", matou uma pessoa e assaltou outras tantas, está preso, e muitos mais assim.

Com um misto de gratidão e tristeza, percebo que eu fui uma excepção nesta "fornada" de amigos.

A minha grande questão é: Porque fui eu protegido e não outro qualquer?

segunda-feira, agosto 08, 2005

Quando não há nada para dizer...

Continuo de férias, nos Açores. Estava, neste caso, a passear na cidade da Praia com a Diana, depois de ver montras, algo que sabe sempre bem num passeio com quem se ama, quando que, a caminho de mais uma montra, encontrei um "Cyber Café" (também cá existem...) e decidi vir cá fazer um visitinha.
Apareçam por cá...

sexta-feira, agosto 05, 2005

A vida é muito complicada

O lamaçal é definitivamente maior para uns do que para outros, não sei porquê...

A filha no meio do incêndio, ainda viva, não quis ser salva, antes, ser carbonizada com a sua prole.

Ela tem saído do lamaçal, mas como são fortes as forças que a puxam para voltar atrás...

Albertina, o que fazer, Albertina?

domingo, julho 31, 2005

Cerimónias parecidas...

Passo com a minha mãe por uma igreja, cheia de gente, com arranjos florais no exterior, ao que comenta a minha mãe:
-Olha, um casamento... Ou será um funeral?

sexta-feira, julho 29, 2005

Continuando com a pedagogia...

O título está estranho. Quem sofre é o cliente, mas "o que faço hoje compreendê-lo-às amanhã..."
É para o vosso bem!
Anacoreta é uma pessoa, Ismael Couto é outra pessoa!

Algures na história recente de Água de Madeiros

Continuando com o senhor recém candidato a Presidente da República, Mário Soares, penso para com os meus botões:
"Onde é que já vi isto antes?"

Lembranças de viagem

Nunca me perdi no aeroporto! Simplesmente sigo as indicações, algo que deveria fazer sempre e em todas as circunstâncias.
A confirmação do meu ponto de chegada é alcançado dialogando com outros passageiros...
Começo desde lá a sentir-me em casa.

terça-feira, julho 26, 2005

Uma clarificação...

Para que conste:
O anacoreta, não é o Ismael Couto.
O anacoreta é um colaborador deste blog.
O Ismael Couto é o rapaz simpático que se afigura na foto.
O anacoreta não é o rapaz simpático, apesar de ser simpático também, que se afigura na foto.



Em conclusão:
Neste blogue escrevem duas pessoas diferentes!
Este blogue é o melhor blogue do mundo!

Grandes lições de vida

Ela olha para os meus dedos, marcados pelo vício, e diz:
-Credo! O que é isso?
- Oh querida, o tio é muito tolo... É de roer as unhas e também de roer as peles... Sempre que me ponho a roer, faz ferida e os dedos do tio ficam assim feios.
Fez-se um período de silêncio... então ela disse:
-Então não roas!

segunda-feira, julho 25, 2005

Açores



Sempre que não escrever é porque estou a fazer alguma coisa bem mais interessante...

Épocas

Atletismo:
Antes de Carl Lewis, depois de Carl Lewis.

Fómula 1:
Antes de Ayrton Senna, depois de Ayrton Senna.

Ciclismo:
Antes de Lance Armstrong, depois de Lance Armstrong.

Futebol:
Antes de Maradona, depois de Maradona.

Basketball:
Antes de Michael Jordan, depois de Michael Jordan.

Humanidade:
Antes de Cristo, depois de Cristo.

Foram feitas propositadamente algumas provocações, mas um é indiscutível...

domingo, julho 24, 2005

Weekend´s Fotolog IX (Pittbull)

O pittbull, não pode!
É exposição a mais, convém manter algumas aparências...
É o momento de vulnerabilidade, e é fétido!

sábado, julho 23, 2005

A lei

O critério mais acurado de algo é: “ou tudo ou nada”. O que fica aquém, ou que vai além disto, possibilita sempre o contorno ao propósito da lei.

Virilidade

Vejo frequentemente jovens com pittbulls atrelados por uma coleira, daquelas cheias de espetos, que mal se toca nela já magoam, basta a coleira para fazer estragos.
Grande parte destes jovens fazem-no por pura demonstração animal, outros porque têm medo de estar sós e nada como um cão bravo para vindicar a sua virilidade. O pittbull torna-se assim um apêndice da masculinidade juvenil.




Os blogues são pittbulls do intelecto.
Uns são verdadeiros pittbulls de combate, outros, como este, são meros caniches.

sexta-feira, julho 22, 2005

Igreja Perfeita II

Um velho pastor falando com o seu filho, que estava em busca da igreja perfeita e nessa procura queixava-se ininterruptamente das falhas visíveis, a olho nu, do corpo de Cristo na terra, disse-lhe:
"Quando encontrares uma igreja perfeita, não entres lá, porque ela perderá logo a sua perfeição."

Igreja Perfeita

À primeira vista, um mosteiro é composto por homens santos, diferentes e que vivem nunca condição mais elevada do que a meramente humana. A comunidade lá parece ser inexpugnável, inatingível, em que tudo é perfeito. Chegamos lá e pensamos que encontrámos o ambiente ideal.
Algum tempo depois, começamos a reparar que também lá existem rituais impensados e desentendimentos facciosos.
A condição humana não permite por si só criar uma sociedade perfeita. Envolvermo-nos em sociedade é uma necessidade, mas também, e sobretudo, é uma sentença para lidar com problemas.
Ainda bem que nada disto acontece nas nossas igrejas…

A correcta visão de um hindu

"O Cristianismo sempre insistiu que a cruz que levamos precede a coroa que usamos. Para ser cristão é preciso tomar a sua cruz, com todas as suas dificuldades e seu conteúdo cheio de tensão e agonia, carregando-a até que essa cruz deixe a sua marca em nós e nos redima para aquele caminho mais excelente que vem apenas por meio do sofrimento."
Mohandas Ghandi

A palavra que mais usam os cristãos hoje, enfatizando a graça de Deus, é a palavra "basta".
- Basta isto, basta aquilo.
Talvez por isso, sejamos cristãos tão pouco prontos a sofrer, e tão inquisidores de Deus quando tal acontece.

quinta-feira, julho 21, 2005

Agora é que vai ser...

Prefiro chamá-lo de Anacoreta.
Foi quem escreveu este último post. Vai ser um colaborador neste blogue, para ver se isto, pelo menos com ele, vai para a frente.

Frases simples

"Valei-nos, Senhor"
Maria Edite Couto, minha mãe

Culto a quem?

“…gostei do culto hoje…”
Até que ponto temos a prerrogativa de fazer um comentário destes?

quarta-feira, julho 20, 2005

Um novo blogue

Vão-se convertendo os ministros da palavra, um a um à blogosfera. Desta feita, um magote deles, sob a sombra do Seminário Teológico Baptista.
É verdade, o Seminário começou um blogue, lá escreverão professores e pastores os seus pensamentos.
Por assim ser, espera-se que deste blogue saia teologia a sério.
Deixem-me dizer isto:
"Força rapazes, eu acredito em vocês!"

Pureza absoluta

O Sangue sacro, mais do que água para o corpo, que lava pecados, não fica saturado de impurezas. Por mais sujo que esteja, por mais vezes que venha, por mais pessoas que se aproximem, a imundície não toma conta do elixir salvador.
Curiosamente fica sempre puro, límpido, pronto para mais lavagens

terça-feira, julho 19, 2005

Liberdade

“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”
Mateus 11: 29-30

Convém ao enganador que não nos apercebamos da nossa prisão, que nos sintamos livres, que ensinemos a liberdade, e que até lutemos por ela, no entanto, presos.
A libertação vem com outra prisão, outra servidão, outro jugo. O homem, como nos diz Bob Dylan, ou serve um ou serve outro.
Curiosamente, a vassalagem ao Criador torna-se a nossa libertação. Só seremos realmente livres, quando formos servos de Deus

"Quando sou fraco, então é que sou forte..."

Entregarmos as nossas fraquezas a Deus, para que Ele tome conta, e nos faça crescer é interesse próprio.
Entregarmos não só as nossas fraquezas, mas sobretudo as nossas forças, as nossas habilidades, para que fiquemos no fim de tudo, fracos, e Ele, só Ele, forte, é depender em Deus propositadamente.

segunda-feira, julho 18, 2005

Problemas

Quanto mais lido com outros cristãos, melhor percebo que a ideia da conversão para nos livrar dos problemas presentes, é uma farsa.

Jonas e eu...

O retiro forçado na barriga do peixe foi restaurador para Jonas, arrependeu-se... safou-se...
Tempos depois, já precisava de mais um retiro.
Sempre que me vejo fora da barriga do peixe, também tendo a esquecer o que me levou lá, creio que já vislumbro o peixe outra vez…

domingo, julho 17, 2005

A ilha mais pequena

Retorno a algumas fotos de algumas ilhas dos Açores.
Esta é a ilha mais pequena do arquipélago, o Corvo.
Actualmente tem 300 habitantes. Não se pode correr muito lá, porque senão ainda se vai parar ao mar... HaHaHa!
Contam os mais antigos que houve em tempos, uma altura em que a habitação lá era 999 pessoas.
Toda a população sonhava em chegar aos 1000, e tinham todas as possibilidades para isso, uma jovem senhora estava grávida e dali a pouco tempo daria à luz.
Acontece que, no dia em que deu à luz, pouco antes de nascer a criança, faleceu uma senhora idosa... Nunca chegaram aos 1000 habitantes.

sexta-feira, julho 15, 2005

Igreja

"O barco está na água, não a água no barco."
Ditado popular

"Vigiai e orai..."

O sentimento de segurança, que é enganoso se a sua fonte forem os nossos feitos ou algo da nossa propriedade, tende a toldar-nos o discernimento para a possibilidade do seu desaparecimento com o tempo.
Por isso, com propriedade disse Paulo a páginas tantas:

“Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia.”
I Coríntios 10:12

quinta-feira, julho 14, 2005

Encarnação

“De noite apareceu o Senhor a Salomão, e lhe disse: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício.”
II Crónicas 7: 12

Numa tentativa para voltar à aliança, numa demonstração de arrependimento para que o relacionamento fosse restabelecido, relacionamento esse, que fora quebrado pelos construtores, pelo povo, Salomão erigiu um lugar físico, o Templo, lugar não necessário para Deus, mas para o homem.
Deus não requeria este lugar para Si, ordenou a sua construção porque para o homem era necessário, desceu, por isso, à condição do homem e em função dele revelou-se.
Um lugar físico, para um Deus omnipresente não era necessário, mesmo assim, Deus honrou esse lugar, não por Sua causa, mas por causa do homem, para que o homem ficasse indesculpável de lhe render louvor.
O seu fim é Deus, a sua linguagem é a humana.


O lugar, hoje, somos nós.

O enganador

- Eles vieram ver a minha arte. – Respondeu ele à sua mulher. Era apreciador de literatura, pintura e de participar em programas radiofónicos noite a dentro.
Também ele tentara ser um artista, chamava-se assim, “artista”, também ele escrevia e pintava.
Queria ser famoso, para tal, diziam os boatos, tinha feito um pacto, um contrato em que dava tudo em troca de fama.
Como muitos outros fora enganado, ninguém o reconhecia e vivia sempre sozinho no quarto, com um telefone só para ele para poder declamar, no programa de rádio da sua eleição. Passava todos os dias em constante opressão e profunda infelicidade…

quarta-feira, julho 13, 2005

Síndrome de Dom Quixote

Na minha infância, o meu gosto por futebol acontecia muito por arrastamento da paixão do meu irmão mais velho.
Um jogo amigável entre duas selecções iria ser televisionado, uma delas era a Escócia.
Como seria de esperar, muito pouco, ou melhor, nada sabia eu acerca de tal selecção, para além de tradicionalmente naquele país, os homens usarem saias, melhor designados por Kilts.
Perguntei então ao meu irmão:
- Olha, será que a selecção da Escócia vai jogar de saias?
- Não sejas palerma, Ismael, claro que não. - Depois de uma certa pausa a pensar, conformei-me. Mas dentro de mim ainda havia uma certa ansiosidade para ver como jogavam, com que roupa, não se jogavam bem ou mal, isso era secundário para mim.
Começa o jogo e depois de uns minutos faço o perspicaz reparo:
- Não usam saias, é verdade, mas parece que os seus calções são mais largos do que os dos outros jogadores.

Quando queremos ver alguma coisa, conseguimos na maioria das vezes vê-la, mesmo assim.

Revival

Se houvesse um avivamento (necessário) no meio do povo da religião do estado, que fosse verdadeiro, que fosse originado divinalmente, será que nós Evangélicos perceberíamos a sua movimentação? Dar-lhe-íamos crédito?

Pessoalmente, já várias vezes me espantei com o sentido de humor do Altíssimo.

terça-feira, julho 12, 2005

O fruto

Somos lestos em criticar o pecado de Eva e posteriormente Adão, ao comer o fruto proibido. Apontamos o dedo em acusação.
Esquecemos, infelizmente, que todos os dias comemos desse fruto também.

Juízes do mundo

Tenho muito poucas certezas na vida. Creio que numa desproporção colossal existem mais incertezas do que certezas.
Há, todavia, uma tendência natural para tentarmos assegurar-nos do maior número de certezas possíveis na vida, ainda que infundamentadas. Desde que digamos que temos a certeza de tal e tal...
Perguntas complicadas exigem respostas do mesmo calibre, não podemos responder simploriamente, anulando questões não resolvidas para que o nosso ego se sinta seguro.
Neste caso, a dúvida deve ser assumida. Qual é o problema de um cristão responder a problemas colocados pelos sedendos pagãos com um,"não sei" ou então com simples e saudoso silêncio, ou mesmo com compreensão não veículativa?
Responder sem dizer que a resposta é esta ou aquela, ou que fulano agiu mal aqui ou ali, ou então a pior de todas, passo a citar: "Eu já passei por isso...", é também o nosso desafio.

segunda-feira, julho 11, 2005

C.S. Lewis ensina-nos muita coisa,

Mas uma delas é que, o nosso clamor por justiça, quanto às guerras, genocídios, fomes e outras catástrofes humanas, em várias partes do mundo, torna-se uma implícita sentença de anulação da liberdade dos mais poderosos. Assim seria feita justiça, se Deus parasse todas as guerras.
Para se ser realmente justo, então, se Deus retirasse a liberdade desses, também teria que retirar a nossa da mesma forma.
Ou julgamos que não há influência nossa no que acontece no mundo?

Provérbios

Como já sobejamente sabem, sou natural dos Açores, Ilha Terceia.
Ora, numa ilha em que sensivelmente 70 quilómetros chegam para circundá-la, torna-se impossível perdermo-nos lá. Basta dirigirmo-nos para o mar, o qual constantemente se nos depara, e depois conduzirmos sempre nessa estrada até encontrar alguma localidade. Garanto-vos que o vosso alvo nunca distará mais do que 70 quilómetros donde estão...
Fui criado neste ambiente, por isso, acredito que nunca tive a necessidade de desenvolver muito o meu sentido de orientação.
O problema desta minha condição é que desde que comecei a conduzir na capital, esta minha fraqueza tem-se evidenciado de sobremaneira.
Cheguei à conclusão que, em Lisboa é possível perdermo-nos, é bem possível, aliás...


Nem todos os caminhos vão dar a Lisboa...




P.S.- Nem foi preciso começar a conduzir para me perder.

domingo, julho 10, 2005

Pescadores de homens

Se tivesse um trabalho braçal gostaria de ser pescador.
Talvez este meu desejo seja porque sou natural de ilhas, em que vemos o mar constantemente e lidamos com ele, quer esteja calmo ou enfurecido.

sábado, julho 09, 2005

Blogue das 95 teses actualizado

Linha férrea

Se a vida fosse como uma única linha férrea, com certeza que seria mais simples e fácil de cumprir o seu propósito.
No entanto, perderia em interesse. Haveria uma única forma de viver a vida, uma única forma de fazer as coisas...
Por vezes peço para que a vida seja como esta linha de comboio...
Ainda bem que o Senhor não ouve estes meus clamores mais impensados.
Esta foto foi tirada em Vendas Novas.

sexta-feira, julho 08, 2005

Caminhadas com Deus VI

Down the Via Dolorosa in Jerusalem that day
The soldiers tried to clear the narrow street
But the crowd pressed in to see
A Man condemned to die on Calvary

He was bleeding from a beating, there were stripes upon His back
And He wore a crown of thorns upon His head
And He bore with every step
The scorn of those who cried out for His death

Down the Via Dolorosa called the way of suffering
Like a lamb came the Messiah, Christ the King,
But He chose to walk that road out of
His love for you and me.
Down the Via Dolorosa, all the way to Calvary.

The blood that would cleanse the souls of all men
Made its way through the heart of Jerusalem.
Sandi Patti


“A cruz, de fato, é a afirmação perfeita tanto da ira de Deus contra o pecado como da profundidade de seu amor e misericórdia, na recuperação da criação.”
Richard Lovelace

Cristo fez a caminhada mais penosa da história, para que nós pudessemos, nEle, passear com Deus.

quinta-feira, julho 07, 2005

Na cave...

Dia oito, às vinte horas (oito horas da noite diz a plebe), um concerto ao vivo, numa cave.
É ao vivo e tem uma íntima relação com o número oito, mas não é parte do movimento antropófilo que ocorreu na semana passada.
Não obstante, é muito nobre a causa a que serve: estarmos uns com os outros.
Na cave da Igreja Baptista de Queluz, às 20:00 oito bandas a tentar tocar na mesma noite, e sem infringir as leis do ruído no que toca a horários permitidos.
Vai ser estar para ver!













Entrada franca.

Ossos secos

Desde a queda do homem que estamos na prisão das nossas fraquezas, melhor traduzidas como pecado.
O teólogo, Roy Ciampa, propõe que se classifique este estado como exílio. Foram, na história, várias as possibilidades apresentadas por Deus para salvar o ser humano deste estado, mas invariavelmente, e com a falha do homem, estas possibilidades foram goradas. Necessário será dizer que todas elas apontavam para a salvação perfeita, a salvação de Cristo, que morreu (exílio) e ressuscitou (salvação), servindo assim de modelo para todo o que aceitasse a Sua obra.
Em Ezequiel 37: 1-14, temos uma tipologia deste estado. “O vale dos ossos secos”, que à ordem do Senhor, revestem-se de carne, levantam-se e ganham sobretudo, vida.
Para além de esta ser uma profecia para os tempos do povo Israelita que sofria com o exílio físico noutra nação, é uma alusão ao que Cristo viria a fazer.
A Sua ressurreição, tira-nos da sequidão e dá-nos vida, porque também Ele se tornou sequidão, para vencê-la e agora pode liderar os que serão vivificados.

Demonstra a tua ofensa

O carácter cristão não é demonstrado sem perdão. O perdão, para restaurar o relacionamento, não é demonstrado sem se assumir a ofensa.
“Passar por cima da ofensa” não é uma demonstração de perdão, como comummente se observa numa, como que, competição à espiritualidade de cada um, antes pelo contrário, faz crescer o abismo entre os ofendidos.
Importa que demonstremos a nossa irritação ou mágoa, juntamente com o nosso perdão e arrependimento para com o ofensor e ofendido, que discutamos, e que sejamos francos, vulneráveis.
O perdão é íntimo da franqueza.

quarta-feira, julho 06, 2005

O Grande Inquisidor II

“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo.”
Mateus 4:1
Três tentações, três símbolos do que mais busca o homem. O pão, o milagre e o poder.
Curiosamente, Jesus rejeitou-as…
Jesus não quer que o sigamos pela recompensa ou pagamento de tal acção. “Que liberdade seria essa, então?”, pergunta-nos Dostoiévski pela boca de Ivan em conversa com Aliocha.


Jesus basta-se a Si próprio para que o sigamos

O Grande Inquisidor

Durante o acto de culto, mesmo durante a pregação, entra um homem de aspecto normal, digamos: de calças de ganga, t-shirt, ténis, ou até mesmo de camisa e sapatos, o aspecto não é o mais importante.
O que interessa é que, ao entrar esse homem, toda a congregação voltou o seu olhar para ele, até o orador evangélico o fez.
De facto, pela sua entrada, toda a liturgia daquele Domingo estava posta em causa.
De repente, aproxima-se o pastor da igreja e ao seu ouvido sussurra:
-Por favor, sente-se porque está a servir de distúrbio ao nosso programa dominical.


Será que Cristo incomodaria o nosso programa Dominical se entrasse nele?

terça-feira, julho 05, 2005

Live 8 for ever

Existe uma certa perversidade nas campanhas humanitárias que se fazem, não que seja contra elas…
Sem dúvida, o mundo tem mais do que recursos para manter toda a sua população viva com qualidade, no entanto, convém anunciar estas campanhas.
A misericórdia sabe sempre melhor quando existe alguém em permanente inferioridade à nossa condição.
Fora de questão estará sempre abdicar das limousines, enfeites de oiro (Africano) e mesmo da prerrogativa que pensamos que temos em desperdiçar recursos, desde que de vez em quando lhes dermos as nossas migalhas.

Lição de holimética

O pregador faz uso da retórica na sua explanação e a argumentação é bem aceite pelos ouvintes. São gritados os costumeiros “améns” e “aleluias” efusivos, de concordância e de desejo de envolvimento.
O orador sente-se empolgado e continua o seu discurso, leva ao rubro a sua plateia.
Crê ele que foi muito bem sucedido, mas um dia depois, já nem se lembram do que ouviram.

segunda-feira, julho 04, 2005

"And the Oscar goes to..."




O meu amigo Rúben, o "homem da razão", ganhou um prémio equivalente aos "Óscares da Academia". A diferença é que, em vez de ser a nível planetário, está circunscrito à zona de Tercena.
Parabéns Ruben!

Vontade de Deus...

Não é o que fazemos que interessa. O que interessa é que busquemos o Reino de Deus em tudo o que fazemos…

Sacro ofício

Um colega meu não podia suportar a cadeira de Hebraico, ele não gostava mesmo de aprender a manusear a língua dos Hebreus.
Vim a descobrir que, ele não estudava Hebraico. Ou seja, ele não gostava de Hebraico porque não percebia a língua, e não percebia a língua porque não a estudava, e não a estudava porque não gostava do idioma.
Não gostamos do que não percebemos. Logo, toda arte e ofício que dominamos tem a sua beleza, por isso, a aprendizagem traz consigo a amizade pelo trabalho.
A ignorância, por outro lado, é prima da inimizade ao labor.

sábado, julho 02, 2005

Lutero também não levou apenas duas semanas a escrevê-las...

Weekend´s Fotolog VII


(Jogatana)
Existe, perto da estação dos Correios de Queluz, mesmo em frente ao restaurante "O Garfo" (este também é um bom sítio para se comer...), estava a dizer, existe uma mesa onde se juntam regularmente grupos de senhores, a maioria deles na sua idade de reforma, para jogarem às cartas.
Sem que eles me conhecessem de lado nenhum, quando fui lá pedir para tirar uma foto, depois de o permitirem, começaram logo a gozar uns com os outros e a incluir-me na brincadeira deles.
Digo que, gostaria de passar parte da minha reforma assim, a jogar à "Sueca" com os meus amigos.
Boa gente esta.



Este episódio fez-me lembrar da minha avó materna, Evangelina, que tinha aprendido a jogar a um jogo de cartas Norte Americano, com os meus tios que tinham emigrado, "Pinocle". Era um jogo de se jogar a três ou a pares, não se jogava apenas com duas pessoas.
Vai-se lá saber porquê, mas eu, infante na altura, comecei a gostar desse jogo. Ia sucessivas vezes a casa da minha avó, e pedia-lhe para ela jogar comigo ao bendito jogo.
Agora a pensar nisso, como deveria ter sido uma criança impertinente na altura...
A minha avó, com a paciência que lhe era característica, inventou uma forma de se jogar a duas pessoas, e assim fazer a vontade ao seu neto. Quebrou, com certeza, algumas regras do jogo, mas lembro-me com muita saudade, de tardes inteiras que eu passava com a minha avó, que, mal eu aparecia, deixava os bordados de lado, que tanto gostava de fazer, para jogar à "Pinocle de dois".

Houve, por isso, algo neste ajuntamento, que me fez recordar esses tempos.
Parece que voltei a ir ter com a minha "vóvó", e passar um bocadinho de tempo com ela.

sexta-feira, julho 01, 2005

Uma vez Evaristo, sempre Evaristo

O Evaristo foi hoje para a Guiné!
Uma vez Evaristo, sempre Evaristo.
Eramos para sair às 6:00, mas ele atrasou-se e saímos às 7:00.
A caminho, ele no carro, pergunta ao irmão:
- E a passagem? Onde está?
Foram cinco minutos de suspense, mas, finalmente encontrou o documento precioso.
Chegando lá, lembra-se que tinha esquecido a Bíblia em casa.
Quando chegámos a casa reparei que não era só a Bíblia que se tinha esquecido...
No entanto, no meio da confusão característica do aeroporto, entre filas perdidas e peditórios para levarem encomendas para o continente negro, ele manteve a calma e correu tudo bem.
"Eu faço as coisas à minha maneira", diz ele. De facto, e fá-las bem, não as faz como eu, mas faz bem.
Na Guiné vai-se casar, e vai poder servir no trabalho que Deus lhe der, para bem do seu amado país.
O Evaristo tem um coração do tamanho do mundo e vai deixar muitas saudades!


Fica a pequena estrofe da cantiga dedicada ao personagem:
"Evaristo sensível, sorriso temível..."

Sacrifício

“Mais difícil do que entregar a minha vida no altar do Senhor, para que Ele faça com ela o que quer, é entregar a vida da minha família.”
Keith Green

Liberdade de escolha III

As multinacionais fabricantes de automóveis, recusam-se a limitar a velocidade do seu produto à permitida pelo código da estrada.
Também neles existe, portanto, o sentido de dar ao homem a possibilidade de escolher cumprir ou não a lei.

quinta-feira, junho 30, 2005

A escolha

- Se fosse para a América, seria bem aproveitado! - Era algo que ele dizia com muita frequência. Este pequeno homem, marceneiro de ofício, era artista no que fazia. Diziam que como ele, na freguesia, não havia quem fizesse melhor os arados e as cangas para as juntas dos bois.
Era também possuidor de uma mente engenhosa. Um dia, a minha mãe ainda não tinha nascido, ele propôs-se a fazer um berço "à corda". Dava-se corda, e o berço embalava sozinho. A minha avó nem acreditava
- Tás louco Bernardo, agora já se viu alguma coisa dessas? – Mesmo assim, admitia ela, daria muito jeito se uma engenhoca dessas funcionasse.
Roldana mais roldana, corda aqui e ali, e pronto:
- Já podes pôr o bebé no berço, Evangelina! (…) Dou corda aqui e vamos lá a ver… - De facto, o berço funcionava, mas era tão forte o ruído que fazia, que o recém-nascido nem dormia.
Numa outra vez foram uns auscultadores que ele quis fazer. Eram como que um capacete que se enfiava na cabeça das pessoas. Havia uma certa pressão para que todos experimentassem o engenho, de tal forma, que diziam as vizinhas da minha avó, sempre que iam lá a casa:
- Quela (expressão endémica que significa uma interjeição, “Mulher!”), toda a gente que vai a casa da Evangelina, tem que ser coroada…
Era um homem com hábitos caricatos, sempre que começava a comer partia a carcaça (chamado de “papo-seco” nos açores) em quatro partes, e por cada metade da carcaça que partia, elevava o pão e dizia “dominu sté com..”, ou qualquer coisa assim, só sei que era latim, usava o mesmo canivete sempre para tudo o que fazia e servia-se de muito açúcar para adocicar o seu café, tanto que a colher ficava em posição vertical, sem tocar nas paredes da caneca, apenas suportada pela base de açúcar colocada.
Marceneiro era ele, como já disse, era muita a gente que em tempos ia lá para mandar fazer as suas alfaias. Agora, tudo era comprado na cidade, e ele já estava cansado da vida.
Mesmo assim, essa mente engenhosa, de que vos falei há pouco, nem sempre, como todas as mentes engenhosas, era igual às outras mentes. Muitas vezes a minha avó, sua irmã, brigava com ele, porque, ou tinha gasto todo o dinheiro em biscoitos, ou porque tinha falado sem educação a alguém, mas a maioria das vezes era porque trazia um ferro qualquer que encontrava na rua, ou qualquer pedaço de lixo.
- Então Bernardino, o que é que vais fazer com isso? Não vês que isso não presta para nada? – e então vinha a resposta dele, a máxima que serviu para toda a vida deste meu tio Bernardino, - Evangelina, isto pode vir a ser preciso…
Sentava-se depois de comer, sempre que não ia para a sua “tenda”, que era como chamávamos a oficina dele, numa cadeira situada no hall de entrada. Por isso, a primeira pessoa que víamos sempre ao entrar em casa da “vóvó”, era o tio Bernardino de bengala em punho cravada no chão e encostada à barriga.
Quando eram conhecidos os que batiam à porta, ele cantava: “entrai, entrai oh pastores…”. Quando eram desconhecidos ele nem pronunciava palavra.
Regra geral, ele gostava quando íamos brincar para a sua tenda. Gostava mais que fosse o meu irmão do que eu. O meu irmão era mais engenhoso e tinha muito jeito com a madeira. Fazia carrinhos de ladeira, aviões, fazia carroçarias para outros carros telecomandados (com um fio, bem entendido), que ele construía, aproveitando os motores dos carros que abria.
Eu, por outro lado, sempre fui diferente, sempre que chegava à tenda do tio Bernardino, não ficava lá muito tempo, talvez por isso, ele não encontrasse tanto gozo na minha presença quanto na do meu irmão. Chegava lá, e pegava logo numa roda de esferovite, ele tinha lá muitas dessas. Nem sabia donde as tinha arranjado, com certeza era um dos frutos resultantes da sua filosofia de vida; “tudo se aproveita, porque pode vir a ser útil”, aliás, a sua tenda era composta por uma “parafernalia” de objectos sem sentido e de todo o feitio. Uns, percebíamos logo que dali, apenas iriam ficar com mais ferrugem e seriam mais tarde atirados para o lixo, outros, bem, talvez, talvez pudessem vir a ser aproveitados.
De resto, era uma tenda pequenina, com todos os utensílios necessários para a arte do meu tio. Utensílios antigos, nada de modernidades, nada de máquinas, mas eram decerto suficientes. Ia-me esquecendo de dizer o que fazia com a roda de esferovite, é que distraí-me com a descrição da tenda do meu tio.
Eu pegava no rolo de esferovite e cravava lá o máximo de pregos que podia cravar. Depois, ficava a olhar para a bela obra que tinha feito. Era mesmo só isto, não havia intenção nenhuma nesta minha façanha, nem uma intenção estética nem nada. Era simples patetice, depois, ia-me embora para casa…
De vez em quando, aparecia lá um senhor amigo do meu tio, era alcunhado por “Amarromacho”, e fazia a terra a meias. O que a terra produzisse, metade era dele. Ficavam a tarde inteira a conversar, sobre o nada. Quando eu chegava lá, ele perguntava sempre ao “Amarromacho”:
- Olha, queres comprar este rapaz? Ele está à venda - Depois riam-se, eu também me ria.
Ele, era Católico, e nós, Evangélicos. Não sei se foi, mas deve ter sido um choque muito grande para a família da minha mãe aceitar essa realidade. O meu tio, não se consolava, queria que eu fosse Católico.
Várias vezes, falava comigo para que viesse a mudar para a Igreja Católica.
- …Porque toda a gente está lá… porque vocês não têm procissões, nem festas na rua, nem o bodo que dá o pão… - Argumentava ele, na sua apologética.
Admito, que por vezes, claudiquei com os meus oito anos de idade. E dizia à minha mãe:
- Mamã, quero ir para a igreja do Tio Bernardino. - Ao que ela sabiamente respondia: - Enquanto fores pequenino a mãe escolhe por ti, e vais onde a mamã disser, depois, fazes a tua escolha, está bem?

quarta-feira, junho 29, 2005

Crescimento II

O meu grande amigo Nuno (ele e a sua esposa foram pais ontem, por isso, estão de parabéns) costuma comparar o crescimento ao desenvolvimento muscular.
Sempre que fazemos esforço físico, se não estivermos habituados a tal, no dia seguinte ficamos com dores localizadas nos músculos que mais esforço fizeram. Isso acontece porque a carne dos músculos rasga para crescer, por isso, a dor…

Crescimento

Comparo a vida a uma passadeira, daquelas que existem nos ginásios (fui lá durante três meses e depois fiquei farto), em cima das quais nós corremos, corremos, mas nunca saímos do mesmo lugar.
O problema é que, por vezes, sinto que a passadeira corre a uma rotação que as minhas pernas não conseguem acompanhar.

terça-feira, junho 28, 2005

O convite

Se tivesse uma casa própria, em que de mim dependesse a sua manutenção, arrumação e pagamento da renda, embelezá-la-ia com especial atenção, sempre que alguma visita "especial" fosse minha hóspede.
Seriam casos de visitas formais, pouco naturais. Provavelmente não agiria com a naturalidade quotidiana, preocupar-me-ia em colocar a minha "máscara" mais bonita e agradável, trataria o convidado com cerimónia, e no que me fosse possível, respeitaria todas as regras de etiqueta e de boa educação.


O meu amigo vem-me visitar, combinámos ver "a bola" cá em casa. Comprei aperitivos e bebidas, para o "jogo não ficar seco demais".
O meu quarto, a sala, a cozinha, estariam como sempre estão quando estou sozinho em casa, meio arrumados, ele não é de cerimónia, é meu amigo...
Seria exactamente como sou. Uma noite muito bem passada a rir, contar histórias, discutir futebol, de vez em quando um arroto aqui ou acolá, mesmo que não tivéssemos guardanpos não faria mal, limpava-se a boca com a toalha da mesa.
Este seria um grande encontro, verdadeiro, sincero, creio que seria o típico serão passado com um grande amigo. Em suma, este meu amigo é que seria a visita verdadeiramente especial.



Gostaria de passar serões assim com Deus, mas creio que muitas vezes trato-O como sendo a primeira pessoa. Creio que Deus gosta muito de entrar na nossa casa desarrumada para ver "a bola" connosco.

Publicidade enganosa

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que de o seu Único Filho, para que, todo aquele que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3:16

Sempre que leio publicidade que oferece "mundos e fundos", repleta de asteriscos e notas de rodapé com letras minúsculas, penso como o santo ao lidar com a oferta demasiadamente generosa.

O amor de Deus, por nós, não tem asteriscos nem notas de rodapé, está tudo muito claro e em letras legíveis na Sua Palavra.

segunda-feira, junho 27, 2005

Nisto sou liberal

Quero promover a liberdade de expressão, mas isso tem os seus preços...
Ao decidir permitir que me comentassem os posts, ao mesmo tempo decidi não apagá-los, também para isto existe um preço elevado a se pagar...
É que tenho recebido cada comentário, cada um melhor do que o outro.
Até já me convidaram para visitar um blogue "gay". Devem achar devem...
Meninas, todas essas minhas fãs que andam à solta pelo mundo desistam, já tenho uma dona.
Tudo isto para dizer que, todas as escolhas que tomamos têm um preço, e eu estou disposto a pagar o preço da escolha que fiz, a saber, sofrer os comentários mais ridículos que podem existir.




Mesmo assim, um dia qualquer farto-me, e "vai tudo pó camandro", como já dizia o outro, acabo com os comentários e pronto.

Pronto-a-vestir

Duas crianças, de escolaridade pré-primária brincam.
- Eu também tenho uma saia dessas, (pausa) está no meu guarda-fatos.
A outra menina permanece calada face à interjeição do emissor.
Continua a iniciadora da conversa:
-Também tenho destas saias em verde, cor-de-rosa, amarelo, e tu não tens.

Deste cedo, o sexo oposto compara as indumentárias de cada qual.
Não me admiro, portanto, da forte simbiose que existe entre elas e as lojas de pronto a vestir em idade adulta.

domingo, junho 26, 2005

A forca



Cristo foi enforcado, e para cumprimento desse castigo usou a corda que me estava destinada.
O castigo era meu.

quinta-feira, junho 23, 2005

Blogue da 95 teses actualizado

Podem continuar a escrever as vossas opiniões, quanto às mudanças que a nossa vida deveria tomar, nos "coments" deste blogue.
Fico muito agradecido pela vossa participação.

Volto Domingo.
Já há muito tempo que não fazia uma pausa assim.

"The show must go on..."

Bem, meus amigos, desta vez é na Figueira da Foz.
Antes, vou aos gelados na Emanha, depois...




É ocasião para dizer: "Nunca mais é sábado..."

quarta-feira, junho 22, 2005

Dependência

O infante deslumbra-se com a criação de Deus, brinca com ela, quando lida com a criação humana, chora por vezes.
A comprovação de qualidade da obra humana está na sua boa ou má relação com a criação Divina.
Será que os pássaros lá poisam? Será que os sinais do tempo se fazem notar?

Duas ideias centrais:
- O homem é visto sempre em relação ao “Ente Superior”.
- Como somos, querendo ou não, tão dependentes da Tua criação? A qual não controlamos, porque é Tua, logo, somos invariavelmente dependentes de Ti.

Um documento final

Tenho planeado fazer um documento pessoal que reflicta a minha filosofia de vida e de serviço. Será, como devem compreender, um documento sempre inacabado.


O que mais me desagrada nos livros de Teologia Sistemática é terem uma contracapa.

terça-feira, junho 21, 2005

Ênfases

No canto congregacional, somos levados por alguns compositores a cantar.
Dizemos que damos tudo, que todo o nosso ser é d’Ele, que “vamos fazer e acontecer”, tornamo-nos instantaneamente cristãos perfeitos.
Como posso cantar isso, se sei que não sou assim?
Se fosse eu o compositor e sendo sincero comigo mesmo, escreveria alguma coisa assim:

Não te dou tudo, porque não consigo.
Nem sempre penso em Ti.
Tomo decisões, sem antes Te pedir orientação.
Acontece, porque muitas vezes deixo-me cair, e não me levanto como deveria
Queria dar-Te tudo e nunca ficar aquém do que mereces, mas não consigo…
Tem misericórdia de mim!


Prefiro exaltar o nome de Deus, em oposição à minha miséria.
Prefiro pôr Deus em destaque, em vez das minhas obras.

A discussão

Não poucas vezes, Deus argumenta comigo, busca o meu arrependimento.
Invariavelmente, Ele ganha a discussão, mas quando termina parece que sai de perto de mim.
- Porque é que estás a sair, Senhor?
- Porque precisas de decidir…

segunda-feira, junho 20, 2005

Uma proposta que pode pegar ou não pegar...

Proponho-vos uma viagem no tempo, mas também um esforço crítico.
Inspirado nas noventa e cinco teses de Lutero, criei um novo blogue, esse blogue será alimentado por vós, se assim o desejarem.
Passo a explicar, consultem o blogue de que falo e escrevam uma tese na opção dos "coments". Essa tese poderá ser uma frase, uma ideia, ou o que quiserem, mas que seja algo em que creiam que seria necessária mudança, tanto na igreja (instituição), quanto em cada cristão individual.
O meu objectivo é ir publicando os comentários nesse blogue, e quando (ou se) atingirmos as noventa e cinco teses, publicá-las aqui.
Talvez isto nos possa ajudar a pôr no “papel” o que já pensamos há muito tempo.
Contribuam com a vossa opinião, por obséquio.

O blogue das 95 teses.

Este blogue continuará com a saúde que sempre vos habituou...

domingo, junho 19, 2005

Um fim de semana muito especial


Alguns dos meus colegas. Companheiros de lutas, amigos de trabalho, alguns sofreram-me durante todos os quatro anos. Para esses, Deus terá com certeza um galardão especial.
De certo que sentirei a vossa falta...



Horas depois, no mesmo dia, aconteceu.
"... E assim, acontece..."

sábado, junho 18, 2005

Weekend´s Fotolog VI


fotos isma flog 046
Originally uploaded by ismacouto.
Um dos meus professores.
Profeta, servo de Deus e grande amigo.
Na primeira aula que tive com ele, perguntou:
"Qual é a vossa paixão?"
Confesso que fiquei a pensar nessa pergunta até hoje.

À falta de melhor

Meus amigos, os conselhos da ala direita deste Blogue mantêm-se.
Leiam avidamente a Bíblia (apesar de lá não existir o ícone).
As imagens servem apenas para adornar o blogue, não são a sua substância, aliás, quem faz de ícones a substância, incorre no mesmo mal que este blog, só que com consequências mais gravosas.

Casulo

Já passaram quatro anos, e parece que foi ontem que cheguei cá ao "contenente", dos Açores, para fazer o seminário.
Gostava de pôr fotos de colegas meus, mas o sapo parece que está com a paradinha...
O Senhor ensina a paciência.
Dizem os entendidos, que este "fim", não é nada mais do que um começo, só sei que agora é que acho que estava preparado para começar a estudar Teologia. Talvez esta seja uma prerrogativa falsa. Para teologia, nunca estamos preparados, é sempre uma graça de Deus.
Creio que em muitas coisas a vida é assim, depois de as fazermos é que nos sentimos preparados para elas, mas creio também profundamente, que aí é que reside grande parte da beleza da vida. São as supresas que ela tem preparadas para nós
A capacitação para fazer o que não estamos em princípio para tal preparados.

sexta-feira, junho 17, 2005

Pronto

Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias
Já estou de férias

Sobrenatural

Kierkegaard diz que a experiência religiosa é resultado de um desprendimento da nossa necessidade da possibilidade, para nos entregarmos a Deus, "O salto". Acto impossível para o homem, mas a Deus tudo é possível.

Para C.S. Lewis, a grande questão que temos que responder é se cremos no sobrenatural ou não.

A nossa insistência em querer explicar a fé pela razão, vai contra a sua essência. Diria que não temos fé na nossa compreensão da fé.

Desligo

Não gosto de “conversar” com uma pessoa que nunca se cala. Não gostaria de ser Deus a ter lidar com a nossa devoção, litúrgica, é que só falamos…
Desligaria rapidamente.
Silêncio.

quinta-feira, junho 16, 2005

A minha tendência teológica

Não consigo pôr o html sem que os links desçam, por isso digo-vos a minha tendência e acabou-se!
Dizem eles que sou Evangelical Holiness/Wesleyan.

You scored as Evangelical Holiness/Wesleyan. You are an evangelical in the Wesleyan tradition. You believe that God's grace enables you to choose to believe in him, even though you yourself are totally depraved. The gift of the Holy Spirit gives you assurance of your salvation, and he also enables you to live the life of obedience to which God has called us. You are influenced heavly by John Wesley and the Methodists.


What's your theological worldview?
created with QuizFarm.com

O aprendiz

só está satisfeito quando percebe a aprovação do seu mestre.

Culto

A histeria ou êxtase irracional acompanhada da exorcização do nosso senso, como reacção comum ao nosso encontro com Deus, que se reflecte em perdas de consciência e exercícios poliglotas extemporâneos, significa que Deus não é compatível com o ser humano. Daí as reacções ao corpo “desconhecido”.
Antes, Creio que o homem em relacionamento com Deus, no seu encontro com Ele encontra a sua verdadeira humanidade, porque Deus é perfeitamente compatível com o “software” do ser humano.

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.”
Romanos 12:2

"...E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente."
I Coríntios 12:31b

quarta-feira, junho 15, 2005

Para não esquecer

Organizem-se em grupos de jovens, grupos de amigos formais, informais, com o pessoal dos copos, da bola, até da ganza, organizem-se, vão buscar pessoas aos valados, às sarjetas, os que querem e os que não querem, idosos, mancebos, donzelas, graúdos, meninos, meninas, façam o que quiserem, mas saibam que o grande sábado é já este que se aproxima.
E como diz o cântico: "...se tu dormires, outro virá e a tua coroa, ele herdará..."



É impressão minha ou este post "tá bué" (só que pior) publicidade da Optimus?

Somos como focas...

à espera da sardinha depois da sua exibição, quando esperamos a recompensa sempre fazemos o bem que devemos.

Não me identifico com ele, mas...

Não venho fazer uma crítica, apenas o que me parece ser uma constatação, se a minha percepção estiver correcta.
Com a vida e influência de Álvaro Cunhal percebo que não é apenas o conteúdo da mensagem que conta, mas muito importante é também a lealdade incondicional e essa mensagem.
Ora, ele ensinou-nos muito nesse aspecto. Temos conteúdo, falta-nos às vezes o resto.
Fosse eu assim com o Evangelho...

terça-feira, junho 14, 2005

Santos populares II

Ia-me esquecendo do momento alto da noite.
A vitória da marcha de Alfama. Tirámos fotos aos padrinhos, Baião e Cinha.
Viva o meu amigo Almirante
"Padrinho, importa-se que tiremos uma foto? e se for com a madrinha também?"

"pronto já tá!"

Santos populares

Fui aos santos populares domingo.
Três coisas ficaram marcadas na minha mente nessa noite popular:
-A insistente menção da plebe, que se encontrava aos magotes, ao arrastão de carcavelos "Aí vem o arrastão."
- O canto da música celebrizada por Herman José, "...és tão boa, és tão boa..."
- Em vez do bailarico que salvaria definitivamente a noite, só se ouviam nas tascas a música da moda.

De facto, há modas que já me escapam um bocado, mesmo assim, ri-me deles, não com eles.

Teoria da conspiração

A história ensina-nos que tendemos a perseguir, se tivermos sido perseguidos. Ora, a grande questão é que fomos perseguidos no passado e agora perseguimos.
Mas perseguimos quem?

Seria até elogioso que quem nos perseguisse (mas não disseste que perseguíamos? Perseguimos ou somos perseguidos? Decide-te rapaz…) fosse exterior à nossa crença, era sinal de que éramos relevantes, mas no entanto, quem nos persegue somos nós mesmos. Tentando amputar qualquer movimento, ou raciocínio, que saia dos “nossos” cânones criados pela história da nossa identidade.
Muita perseguição vem por ignorância etimológica.
O problema é que essa ignorância vem de quem menos se espera.
Onde estão os nossos tão apregoados valores da liberdade de consciência?

Quem semeia ventos...

"Não julgueis para que não sejais julgados."
Mateus 7:1

Se é julgamento que damos aos outros, é julgamento que recebemos.

segunda-feira, junho 13, 2005

Liberdade de escolha II

Somos muito, muito pouco Cristãos na nossa apologia do Evangelho.

Liberdade de escolha

“E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então vem e segue-me.”
Marcos 10: 21

O Jovem rico pergunta o que é que precisa fazer para ganhar o céu. Creio que a palavra “fazer” neste texto é de suma importância. Jesus respondeu à letra. Ele não conseguia fazer o que era necessário. Ninguém consegue fazer o que é necessário para ganhar o céu.
“Ele porém… retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.”
Jesus é só para quem o quer, ele nunca forçou ninguém a aceitá-lo. Por outro lado, Jesus também tinha uma capacidade incomparável de amar profundamente as pessoas. Ele, como mais ninguém conseguia aliar estas duas características.
Jesus, “não teve a compulsão de converter todo o mundo enquanto viveu ou de curar as pessoas que não estivessem prontas para a cura.”
Philip Yancey

domingo, junho 12, 2005

Maquilhagem

Ai que ele não se decide...
Rapaz, vou-te contar uma históriazinha...

Uma miúda estava-se a maquilhar, e o irmão chegou ao pé dela e disse:
- Ainda não percebeste que mesmo que te maquilhes muito continuas feia?

"Quando cai a noite na cidade..."



Queluz à noite, até tem os seus encantos...
Foi no quarto ano cá a morar que descobri este encanto. Queluz, "the city that never sleeps..."
De facto, à noite parece haver mais barulho do que de dia...
Espero que gostem.


Esta foi uma tentativa de artística...



sábado, junho 11, 2005

Weekend´s Fotolog V (Maternidade)

Dos poucos projectos musicais de verdadeiro interesse que se produziram no seio da comunidade Evangélica, grande parte deles nasceram nesta recôndita cave.



Lugar de cheiro extremamente característico, humidade no ar "praí" a uns 99% (creio que nos açores tenho um quarto parecido com este, não, não é o meu quarto, é o meu sótão. Já disse à minha mãe uma vez que o sótão era como o purgatório dos objectos, antes de irem para o lixo tinham que passar por ali).
Mas neste "sótão" é diferente; Bible Toons, Instituição, Comboio Fantasma, Ninivitas, Borbuletas e Borbulhas, et cetera, quem não os conheceu nunca saberá bem o que é a vida.
Tive a oportunidade de fazer parte de uma pequeníssima parte desta história.




Se o berço foi esta cave, o progenitor foi este senhor.



Aproveito o ensejo para vos aconselhar a consultarem este site e a orientarem-se com as datas dos grandes concertos que vão acontecer.
Vai ser um grande Verão.

sexta-feira, junho 10, 2005

Ping-pong

A pensar no descalabro da minha vida aparece, entretanto, o único aluno de uma turma de três alunos. Lembrou-se de uma piada:
O Joãozinho ia para a escola e estava muito atrasado. Quando chegou, disse à professora:
- Cheguei atrasado, porque fui assaltado a caminho da escola.
- Então Joãozinho? Estás bem? - disse preocupada - E o que foi que te roubaram?
- Roubaram-me os trabalhos de casa.





Não chegámos a ter aula. Fomos jogar ping-pong

Cegueira

O cego que ocasionalmente pede esmola na estação de comboio, a certa altura diz a alta voz:
“…a visão dos olhos não é o que conta mais, para Deus conta tudo…”