sexta-feira, outubro 07, 2005

Homilética

Quando o pregador é a única pessoa do salão entusiasmada com o que se está a dizer, é mau sinal...

quinta-feira, outubro 06, 2005

Mais uma história da minha infância.

A minha mui querida mãe, desde criança (já lá vão uns bons anos) tinha o gosto de me ver a mim e ao meu irmão vestidos de igual. Ainda hoje, ela de vez em quando desabafa que, ficávamos muito bonitos juntos. Há coisas que nunca mudam. Parece-me que, se ela recuperasse o poder no que toca à indumentária, voltaríamos a usar "roupinhas" iguais os dois...

Acontece que, essa situação agradava-me muito. Sou o irmão mais novo, logo, admirador do outro rebento da família. Gostava de ser como ele, mas isso já é outra história que não sei se contarei neste espaço.
Por isso, roupas iguais, andarmos idênticos diante de toda a cidadania era algo que me agradava de sobremaneira.
Tínhamos dois fatos de "cowboy", um para cada um, de ganga e nas calças tinham estampados uns desenhos que, só vendo outra vez aquela fotografia em que estamos todos "lampeiros" ao lado do tanque do jardim municipal, é que poderia descrevê-los (aos desenhos, bem entendido.).
Vivíamos felizes, até que um dia, o meu irmão decidiu rebelar-se contra o estado das coisas. Não queria usar a mesma roupa que eu, e conseguiu.
Via eu o meu irmão e decidi que também não queria usar a mesma roupa que ele. Era "foleiro", dizia.

Estava, nada mais nada menos do que, a ser igual ao meu irmão outra vez, a imitá-lo.

Curioso que, podemos mudar de comportamento exterior e continuar com o mesmo coração.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Preparação

"Hoje não posso dirigir o louvor porque não me sinto espiritualmente preparado."
Jovem bem intencionado

Ao dizermos isto, partimos do princípio de que existem alturas em que estamos verdadeiramente preparados para tal acção. Nunca estamos, nunca somos aceitaveis. É pela graça que somos aceites e por Cristo que somos declarados justos.
Por isso, reconcilia-te com Deus e faz a obra...
Depois, "...vai e não peques mais..."

Devemo-nos preparar e esmerar porque amamos a Deus, não para sermos aceites por Ele.

Ofensas

Os meus verdadeiros amigos são os únicos que têm o privilégio de me poder chamar de "urso" ,"palhaço", "gago, "super-rato" ou mesmo de "cabeça-no-ar", sem que eu interprete isso como uma ofensa.
Por serem meus amigos, é exactamente ao contrário que tal nomenclatura funciona.
Vindo de um verdadeiro amigo, vejo isso como um elogio, porque é uma brincadeira, logo, trata-se de uma prova de intimidade.

terça-feira, outubro 04, 2005

"Cada macaco no seu galho"

"Quando chegaram à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e a segurou, porque os bois tropeçaram. Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá. e Deus o feriu ali por esta irreverência; e morreu ali junto à arca de Deus."
II Samuel 6: 6-7

A Arca, por alguns anos, havia ficado em casa de Uzá, por esses todos anos, Uzá tinha convivido de perto com tal objecto sacro, de tal forma que, provavelmente, começou a ver nele um objecto como outro qualquer.

A familiaridade extrema com a presença de Deus leva-nos por vezes a não perceber a diferença que existe entre criador e criatura. Hoje não morrem pessoas por esse engano, não sei porquê, mas sei que, que se morressem, talvez eu também já tivesse caído inerte.

Nomes

Sempre tive um problema estrutural com a memorização de nomes, por outro lado, nunca esqueço uma cara.
Frequentemente vejo-me a falar com pessoas conhecidas que nem me lembro do nome que os seus pais lhe deram. É constrangedor, porque não tenho coragem pra a meio da conversa perguntar o nome ás pessoa. Principalmente quando a conversa já vai adiantada, e cada minuto de conversa que passa parece que piora a inserção de tal questão no diálogo.

O povo Vétero-Testamentário, pelos vistos, também tinha o mesmo problema. resolveram a situação de uma forma muito simples. Davam nomes às pessoas que caracterizavam o que elas eram.
Se fosse hoje, por exemplo, seria: "Intelectual Cavaco", "Bonito Sousa", "Nunca-me-chateio-com-nada Úria", "Resmungão Soares" et cetera.

Assim, seria muito mais fácil lembrar os nomes de cada um.
Ninguém se esquecia de nomes no tempo do Antigo Testamento.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Uma hora com a CDU

De início, a desconfiança natural do cidadão em relação ao político, "...se chegarem atrasados, como os outros, vamos embora." Chegaram pontualmente às dezassete horas.

Depois das apresentações, ele começou a falar. Falava calmamente, explorando a história e as "estórias" passadas, como gostam de diferenciar os nossos amigos Brasileiros.
Pouco permitiu a intervenção de outros, enquanto falava...

Respondendo à típica questão das necessidades da igreja, não se agarrou a favores nem a "ajudinhas" aqui nem ali, falou de educação e de espaços para entretenimento e formação cívica. Por esta altura, começa-se a empolgar e mais ainda quando sabe que existem possibilidades, ainda que remotas, de virem a ser poder ("FIAT na virgem..."). Inicia uma verdadeira explosão de ideias, era ele o político e juro que, por momentos, o vi a sonhar em mudar de carreira. Mas não, é pastor de almas...
Para finalizar a reunião, lá saíram mais umas histórias que, aparentemente, são insignificantes, mas foram muito úteis para o ensejo.

Voltou à pele de pastor de almas, ousou e conseguiu, no fim orámos com a comitiva da CDU.

Rejubilou quando estávamos sozinhos e depois conversámos mais um pouco.

sábado, outubro 01, 2005

O "boss" da União Bíblica



André Mota. "Ainda não viu a luz", pois não é Baptista, mas é bom rapaz. Disse-o em tom jocoso... não se ofendam, porque não vale a pena.
Este senhor, por muito mancebo que pareça, já é secretário geral da União Bíblica. Mais um dos grandes homens de Deus que promovem e ensinam a Bíblia.

P.S. Gosto muito do efeito que a sua camisa faz. A camisa é xadrês miudinho, mas fica com um estampado muito original, graças à ilusão óptica que produz.

sexta-feira, setembro 30, 2005

Blogue Ungerground, outra vez...

O meu amigo Nuno está ligeiramente indignado com a minha pessoa, por ter falhado no cumprimento do presumível acordo de cavalheiros no que toca à menção das fontes. Quero desde já e em público oferecer-lhe as minhas mais sinceras desculpas, por obséquio. Mas isso passa...

Quero, também, realçar um pormenor nos vários comentários que ele me dirigiu, os quais podem ler no post baixo "poucos mas bons".
Ele faz menção de que esta não é uma ideia original, para depois de uma pequena provocação minha, me enviar o link para o seu blogue (querias era mais visitas...), "as provas estão aqui, culpado, culpado..."
Ainda não falei do que queria realçar. De facto, é apenas um pequeno pormenor, depois desta argumentação toda, termina o comentário com um, usual no mundo cibernético, "lol". Interpreto a palavra como uma prova de que de facto ele não estava indignado.

Por outras palavras: "Olha que eu nem estou zangado, vês como me consigo rir numa situação destas?"
"Demonstra a tua irritação...", parafraseando o antigo carteirista (Já viste, Nuno? As fontes, não me esqueci...) que agora e antes se faz representar no Deusa do lar.

Um pequeno conto, de estilo infantil, que poderia começar com, "Era uma vez..." e que significa o que cada um quiser

Haviam dois povos rivais. Era uma guerra que já tinha séculos. Não se falavam, mas havia um certo burburinho de uma batalha final.
Niguém entrava nem saia até que tudo estivesse pronto, até que todos estivessem preparados.
Soou a trombeta e a declaração de guerra veio por um dos rivais, o mais antigo deles.
Diziam que antes eram um só povo, mas algures na história uns sepraram-se dos outros, formando assim, dois povos rivais.

No dia da batalha final todos tinham a certeza da vitória, só um ficaria de pé, mas todos sabiam que ganhariam.
Batalha violenta, sangrenta, corporal (nada de "botõezinhos" com mísseis ou aparelhos telecomendados), cada um tocava no seu inimigo e olhavam-se nos olhos directamente. Durou dias seguidos até ficarem poucos, desses poucos restaram dois, que pela fadiga não se conseguiram matar um ao outro. Sentaram-se, de espada em punho,sujos de sangue e ali ficaram por algum tempo.
Quando a fadiga passou um pouco não se levantaram, quiseram continuar sentados.
De repente, o que em séculos nunca tinha acontecido aconteceu. Um ganhou coragem e dirigiu a palavra ao outro:
-Porque é que vocês estão a lutar?
-Porque somos Cristãos e é a nossa responsabilidade defender a fé dos que a vituperam.
-Nós também

Viva o Sami, voltaste!

Aqui

quinta-feira, setembro 29, 2005

"Bocas Soltas"

“ Pai nosso, que estás nos céus,
Santificado seja o Teu nome.
Venha o Teu reino.
Seja feita a tua vontade,
Tanto na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Perdoa as nossas dívidas,
Assim como nós perdoamos aos nossas devedores.
E não nos induzas à tentação,
Mas livra-nos do mal".

A oração modelo, ensinada pelo Senhor Jesus é mais curta em palavras do que noventa por cento das orações que já ouvi.
De facto, o meu amigo Tiago tem razão. O Crente é uma "boca solta".

Mensagens de Ezequiel II

“E a terra do Egipto se tornará assolação e deserto; e saberão que Eu sou o Senhor, porque disseste: O rio é meu e eu o fiz.”
Ezequiel 29: 9

Quando queremos tomar possessão de bens que pensamos serem nossos, também assumimos o controle sobre eles.
Em coerência, nunca poderemos culpar Deus por algo que lhes tenha acontecido.
Se queremos o controle, Deus o dá.

quarta-feira, setembro 28, 2005

Sentido de humor

“O último a rir é o que não percebeu a piada.”
Provérbio popular Português adaptado

Mensagens de Ezequiel

O Senhor não tem problemas em “comprar” guerras contra outros impérios que existam.
Agradar-me-ia, se ao menos não fosse a mim que Ele pedisse para informar as nações da Sua ira.

terça-feira, setembro 27, 2005

Motivos...

Será que valeu a pena, por dinheiro, roubar casas a pessoas, mandá-las evacuar o seu berço para, depois, o verem arder sem nada poderem fazer?

Poucos mas bons...

O meu consolo é que as minorias sempre estiveram associadas ao conceito “underground”.
Posso dizer que tenho um blogue “underground”.

segunda-feira, setembro 26, 2005

As borbulhas da criação

O sofrimento foi a reacção da criação ao pecado, tal como as borbulhas são a reacção da pele a uma inflamação nela inflingida.
Deus usou essa mesma solução para pagar o preço do pecado.
Sofrimento inflingido a Um, para que, por Ele, conseguíssemos o antibiótico para tal enfermidade.

Condições

"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra."
II Crónicas 7:14

Gostaria apenas de realçar, fortemente, o condicional da afirmação do Senhor.

domingo, setembro 25, 2005

Ainda hei-de ter uma banda assim...



A banda popular, de cariz local, que tem como missão animar festas de bairro, tem sido um dos meus sonhos de jovem.
Imagino-me com uma careca brilhante, bigode generoso, cachucho e a "unhaca" no dedo mindinho, brilhantina (indispensável) no cabelo que resta, óculos escuros "Ray Ban", fio de oiro visível por causa da abertura da camisa ser quase até ao estômago. A roupa seria, invariavelmente, camisa, calça de ganga e sapatinho Italiano. Finalmente, gostaria de ter uma carrinha assim, mesmo assim.


P.S. Notem o selo de garantia de qualidade e em todos os pormenores escritos. Era mesmo isto que eu queria, repito. Muito bom!