quinta-feira, maio 10, 2007

A decepção

O andré é um miúdo de 9 anos que aprende Violoncelo no conservatório onde estudo e que já ganhou dois festivais de música. O miúdo vai longe, portanto, se se portar bem.

Por uma razão ou outra, ele tem-me em grande estima, trata-me como, "o meu amigo Ismael". No outro dia vínhamos os dois a sair do conservatório:
- Vais para casa? - pergunta ele.
- Vou.
- Então quero ver o teu carro. - Afirmou-o com muito entusiasmo. - Ah! é um FIAT. - O entusiasmo tinha-se ido.

Quando ele descobrir que toca mil vezes melhor violoncelo do que eu o contrabaixo, o mundo dele sofre um descalabro.

sexta-feira, maio 04, 2007

Publicidade

Existe que a tendência em pensar que muito é melhor.
Recebo, há mais de um ano, correio electrónico, com muita abastança, de um indivíduo que, algures na minha história, devo ter cometido o erro de lhe ceder a minha morada.
Trato a abundância da mesma forma como trato a insignificância, com desdém.
Todas semanas selecciono dezenas de mensagens deste indivíduo para as apagar, sem sequer as ler.
Se fosse uma só, lia-a.

"O que é demais é como o que é de menos."

Gratuito

Houve um ano qualquer em que se enfatizou muito o voluntariado.
Todo o projecto que não tivesse voluntariado era descartado como pouco humanista.
Eu próprio, por mão de gente amiga, nesse ano, tomei conhecimento de um projecto e envolvi-me.
De resto, sempre trabalhei na minha adolescência e juventude, tal como todo o bom Evangélico, voluntariamente nos ministérios da igreja.


Se esse ano fosse este, eu seria o rei dos voluntários.
Toco contrabaixo, sou pintor(de casas, não de quadros), agricultor, professor e aspirante a conselheiro de jovens.
Tudo de graça. Sinto -me um verdadeiro humanista, mas o que me fazia falta era um trabalhinho remunerado.

quinta-feira, maio 03, 2007

Da experiência... vem o atirar areia para os olhos, diria um demónio.

A tentação sempre há de ser nada mais do que um jogo de argumentação, mas também nunca o será verdadeiramente.

"O problema com a argumentação é que transpõe toda a luta para o terreno do próprio Inimigo."
C.S. Lewis, Vorazmente Teu

quinta-feira, abril 26, 2007

Outra experiência...

O que calhava era escrever um post polémico.
Depois era só fazê-lo render dias de escrita.
Não tenho coragem, nem sei fazê-lo com a classe que os que os fazem o fazem, por isso, fico-me pela escrita medíocre e intermitente.

A minha experiência

Não deu certo.

sexta-feira, abril 20, 2007

A preocupação das estatísticas!

Vou fazer uma experiência:

- Coca Cola

- Manchester United

- Ferrari

- Bill Gates

- Flôr Caveira

nota: O Google faz maravilhas

A pergunta do pecador

Quando me arrependo, será que me perdoas mesmo e apagas mesmo de vez o meu pecado?

quarta-feira, abril 11, 2007

O que foi que os manteve?

Para andarem todos os dias, a toda a hora, com Ele, alguma outra coisa nEle deveria ter lhes feito muito sentido.
Como é que se reage a uma pessoa que diz que vai morrer e ressuscitar três dias depois? Não admira que quando isso aconteceu, de facto, parecia uma completa novidade.
Curiosamente, o subrenatural da fé, concedida, veio da promessa incompreendida quando cumprida.

terça-feira, abril 10, 2007

Descobri que tenho a mesma tendência que o meu tio tinha, quando aceitei um aparelho de musculação em segunda mão.

Era o tio Bernardino. Sei que, algures na história deste blogue já vos falei dele.
Ele era carpinteiro e tinha uma tendência compulsiva de guardar qualquer objecto que encontrasse no caminho sob o argumento de que "pode ser que venha a ser preciso."
Nunca eram precisos.
Resultado, a "tenda" dele estava pejada de objectos ferrujentos e inúteis, que, no fundo, só serviam para que eu e o meu irmão, ainda infantes, desarrumassem tudo e ele arrumasse de seguida.

Antes de mudar, indignado, de canal para a SIC...

Até a minha mãe comentou:
"Os amarelos estão a dominar o jogo!"

quarta-feira, abril 04, 2007

Na Quarta - Feira...

" Estava pois perto a festa dos asmos, chamada a Páscoa. E os principais dos sacerdotes, e os escribas, andavam procurando como o matariam; porque temiam o povo.
Entrou porém Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze; E foi, e falou com os principais dos sacerdotes, e com os capitães, de como lho entregaria; Os quais se alegraram, e convieram em lhe dar dinheiro. E ele concordou, e buscava oportunidade para lho entregar sem alvoroço."
Lucas 22: 1-6

terça-feira, abril 03, 2007

Salmo 100

Celebra-O...
Serve-O...
Reconhece-O...
Busca-O...
Porque o Senhor é bom eternamente.

Neemias 9

O distanciamento provocado pela história, faz-nos perceber que, afinal, Deus sempre esteve presente.
O resultado é a nossa devoção.

segunda-feira, abril 02, 2007

A cruz

Sinto-me compulsionado a expressar uma imagem que tenho da cruz.
Imagino Cristo a agarrar a cruz com toda a Sua força. A sua humanidade é a força que serve de atrito. Antes de ser crucificado, Ele já tinha morrido havia muito tempo.
A natureza carnal faz um esforço inglório.
Naquela cruz, creio, Ele via muito mais do que a madeira tosca ou mesmo os pregos.
Ele já tinha morrido havia muito tempo.
Ele agarrava-se à cruz com a força que antes tinha orado ao Pai dizendo "... e os que me deste, ninguém os arrebatará da minha mão."
Mais do que madeira, tenho a certeza de que Ele via ali cada um dos seus.

Um senhor...

Andava à chuva com tal tranquilidade e serenidade que, sem guarda-chuva, nem parecia que se molhava.

Não existem decisões certas ou erradas por si só, existem, antes, decisões assumidas ou não. Uma decisão bem intencionada, mas não assumida torna-se, no futuro, uma decisão errada. Importa que estejamos dispostos a ir "para a chuva", se a decisão assim nos levar, e então aí, andarmos como o tal senhor de que vos falei acima.

quinta-feira, março 29, 2007

O pragmatismo

A eficácia nem sempre é o meu critério maioritário, em termos de importância, para decidir em relação a algo.

Depois, não te queixes...

Páscoa

Está a abrir a caça ao coelho.

quarta-feira, março 28, 2007

Já alguém deve de ter dito isto, mas nunca o li. Não é uma citação.

Só serei algo, no futuro, que já sou hoje.

Tens um ego do tamanho do mundo...

Raramente sou comentado. Em reacção, penso, imediatamente, que leram o post (quando um existe) e não o acharam minimamente interessante passando logo para outro blogue como se nada tivessem lido entretanto.
Um amigo, que também sofre do mesmo problema, está certo que a falta de opiniões deve-se à elevação da sua escrita tornando-se ela mesma incompreendida pelo leitor.