quinta-feira, dezembro 13, 2007

Meus hinos predilectos, especial Natal... II

Uma canção de Natal... Relient K

Natal...

... e continuou... Ele não só seria o Salvador, mas era, de facto, Deus entre nós.
A minha boca não parava de abrir mais.
Não fosse a presença do anjo durante este tempo todo, e eu nem saberia o que fazer.
O Senhor estava mesmo a tomar conta disto tudo a toda a altura.

E este era apenas o nosso primeiro filho...

terça-feira, dezembro 11, 2007

É tão mau que dá a volta e fica bom, já dizia o meu amigo Samuel Úria...

O título não se refere á obra de que vos vou falar... Seria eu anátema se achasse que Jorge Amado precisava da tamanha volta para ser bom.

Pois bem, estou a ler um livro dele. Muita gíria Brasileira usa ele, e muita é a gíria Brasileira.

Não fossem os anos de convívio com missionários seus conterrâneos cá, cumprindo o mandato divino, e eu pouco percebia do que estava escrito.


Há bens que em exagero se tornam males, e há males que vêm por bem.

P.S. - Eram eles e as novelas da Globo, mas, as últimas, na altura, eram fruto proibido da árvore de Satã.

Natal...

Um clarão, que vim a descobrir, posteriormente, que era um anjo (gente importante), falou comigo...
Disse-me que eu não devia desconfiar, nem deixá-la. Sinto-me um bocado mais tranquilo.
Depois ele disse uma coisa que eu ainda hoje não percebo muito bem...
Ele disse que o bébé ia ser o Salvador.
Salvador de quê? De quem? Ou será isso só o nome dele?

Porquê nós para fazermos isto?

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Recomeço

" Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito da Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho, e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.
Deleitar-se-á no temor do Senhor;"

Isaías 11:1-3a

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Rasca

Quem me dera saber escrever...
Quem me dera saber escrever ao ponto de falar com propriedade do botequim, quando vou lá ver a "bola".
Seria, agora que estou entusiasmado com ele, alguma coisa tipo Hemingway... Um Hemingway rasca, mas bem escrito.
Já não existiriam os telegramas entre personagens, nem cartas do correio lentas que aumentam a espera mas também o gozo de as receber (essas são abundantes em Hemingway). Não haveriam as viagens de comboio, longas e demoradas, nem as esperas de semanas seguidas em puro ócio e em esplandadas requintadas.
Escreveria, apenas, sobre os noventa e poucos minutos que duraria o jogo e o pagamento das contas ao proprietário do estabelecimento. Nada de falar da vida de um e de outro.
Não haveriam herdeiros ricos, nem escritores boémios com a conta bancária sempre bem "recheada". No botequim andam construtores civís, seguranças nocturnos, funcionários públicos... pessoas que todos os dias têm que labutar para ganhar o pão que rapidamente transformam nos vícios da perdição.
Não há obviamente o rum nem o champanhe, nem o cachimbos. Vinho a martelo e cigarros baratos são os grandes protaginstas aqui. Seria tudo muito mais cru...
É uma vida perdida, uma espiral descendente que começa com o fim do trabalho remunerado e termina no outro dia de manhã.
No próximo fim de semana haverá "bola" outra vez...


P.S. - A diferença em mim é que antes também gastava o meu dinheiro nos meus vícios.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Uma dor...

Este domingo passado, um irmã partilhou a dor de uma jovem que estava perdida na toxicodependência.

A jovem viveu a infância nos bancos da igreja, brincámos juntos, e ainda me lembro da mãe dela (com quem ainda sou muito amigo), que vivia em dificuldades, mas que convidadava a "canalha" toda para ir lá brincar... juntos escorregávamos com cartões de papelão pela rampa do quartel, íamos ver os senhores a jogar ténis ou então íamos para a prainha dar uns mergulhos.
Ela, a filha, perdeu-se pela influência de amigos errados... sempre atribuiu a culpa à igreja, que era muito tradicionalista e não a amava suficientemente (dizia ela)... a espiral foi-se fechando até que um dia as suas falsas desculpas tornaram-se problemas verdadeiros que se alimentam a si próprios. E ela foi engulida pela besta.

A irmã que partilhou era mãe...
A irmã que partilhou chorou copiosamente, partilhava a dor da irmã hospitaleira... e não foi a única a chorar, outras mães também choraram.
Eu senti a dor e o pesar, mas não chorei... Não sou mãe.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Na América

... é relativamente fácil entrar lá. Eu próprio passei um ano a trabalhar com adolescentes americanos, e do que precisei foi apenas de um cartão, disponível a todos, pela quantia de trinta euros anuais.
Mais difícil é comprar onde eles compram. Aquilo é bocadinho da América, sim, porque o povo que menos se adapta ao mundo são os americanos. Para onde quer que vão levam a casa, as lojas, as igrejas e até os carros. Tudo está lá.
O difícil é comprar lá, e como o povo de cá gostaria de comprar lá...
Cá, os americanos ainda são os bons da história, o sonho ainda existe e existe ainda mais com o câmbio como está.

Acontece que, e é isto que vos queria contar, a função pública tem uma ou duas vezes por ano a oportunidade de ir comprar ao BX (a loja ambicionada).
Por um dia tornam-se emigrantes, por um dia podem "rechear" a casa com muitas coisas americanas.
Ontem a minha mãe foi com as suas colegas.
Hoje, de manhã acordei e quando ia fazer o meu café...
- Olha, faz deste que é americano, deve ser melhor - e continuou - não queres ver os "edredons" que a mãe comprou para as miúdas?
Ele era chocolates, manteiga de amendoím, molhos para saladas e outros que tais. Quase comecei a falar americano. O café era bom e as colchas eram muito bonitas. Eu também gosto da América, gosto, até certo ponto, do "plástico" deles.
Depois sentei-me, parti o queijo da ilha, que temos, para comer o pequeno-almoço e suspirei de alívio... "afinal ainda sou açoreano."

terça-feira, novembro 27, 2007

Em relação ao lal livro de Hemingway que li e que disse que vos falaria mais tarde.

Li-o em dois dias, nunca tinha acontecido em tão pouco tempo. Há muito que queria ler um livro de Hemingway, e já tenho outro livro cá em casa para ler quando acabar o que estou a ler agora.

A mulher estravagante faz propostas indecentes e, como qualquer mulher, muda de ideias depois de perceber o que tinha feito.

A tragédia, quer nos ensinar Hemingway, trouxe mais clarividência ao homem desejado pelas duas beldades. O pecado fê-lo ver mais, mas não propriamente ver melhor.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Existência

"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;"
Romanos 1:20

A natureza...
Parece-me pouco para ser "claramente" a relvelação de alguma coisa.
Parece-me que, uma coisa que a natureza não tem é, clareza para transmitir uma mensagem muito específica em relação a algo. Posso estar enganado, como quase sempre estou...

Mas também já vi o oposto. Grandes sinais, milagres, promessas cumpridas a serem explicadas racionalmente sem a menor referência à existência Divina.

Logo, o factor para o reconecimento está no interior. Se o grande e óbvio pode ser ignorado, o mais comum, apesar de espectacular se observado, também o será.

A criação é, portanto, razão mais do que clara e suficiente para conhecermos Deus. E não há desculpa...

terça-feira, novembro 20, 2007

A moda que me abriu os olhos.


Desconfio muito que tenham sido eles a começar a moda...

Mas foram estes meus dois amigos que a meus olhos, porque foram os primeros que vi a fazerem-nos, inventaram a moda da louca exposição do calçado pessoal ao mundo virtual.


Eles mostraram todas suas compras de calçado, mas sempre aproveitando para mostrar que tinham sido grandes compras, verdadeiras barganhas.

Uns ténis de cor (azul bébé, cor de rosa...) que ninguém compraria mas que custaram 5 euros ganham logo o epíteto de ténis da moda!


Vou-me render desta vez à moda, que agora admiro e que me fez aprender a olhar de forma diferente para os ténis.


Os botins... Tios meus emigrantes ofereceram-mes estes botins.

Usei-os pela primeira vez ontem no meu trabalho e senti que, agora sim... Agora posso ser um segurança digno.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Preso por ter... preso por não ter...


O "Emo", o tal que me tinha confessado a sua revolta pelos comentários de outros no autocarro, sente-se marginalizado porque, desta vez, ninguém repara nele quando entra no café.

Dimensões


"Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?"

Isaías 40: 18


sexta-feira, novembro 16, 2007

Noutro livro inteligente...

- Deus criou um mundo previsível, observável e compreensível. Este é um grande bem.

- O mal enquanto oportunidade para fazer o bem é algo bom, tendo em conta que o que Deus nos concede de bom, não se resume a bons sentimentos ou sensações de prazer. Ele dá-nos possibilidade de ter responsabilidade, de influenciar o correr da história e de crescer. Se são possibilidades, são também escolhas. Este é também um grande bem.

Richard Swinburne, "Será que Deus existe?"

Quando for tarde demais...

"A sua prata lançarão pelas ruas, e o seu ouro será como imundícia; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar do dia do Senhor."
Ezequiel 7: 19a

...e tudo darias para que o tempo voltasse atrás... Mas não volta.

"O dia do Senhor..."

"Nunca tinha trabalhado nem sentido o temor de Deus. Sabia menos de Deus do que do trabalho. Já tinha visto o trabalho, a ser feito por homens no recreio, com ancinhos e pás, durante seis dias por semana. Mas Deus só existia ao domingo."

Natal pensava consigo enquanto ainda estava no orfanado e ia ser adoptado por um pai austero e "temente a Deus".
William Faulkner, "Luz em Agosto"