Leonard Cohen - "Hallelujah"
"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento...Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Jesus Cristo
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Natal...
As multidões já tinham ido para as suas terras e já havia lugar para dormirmos. Tínhamos que ficar porque o bébé era pequeno...
Estranhos entram no nosso quarto com ofertas... Quem é esta gente?
"São ofertas para o Menino..." Como é que conhecem o menino?
Maria ficava sempre muito calada e eu também não sabia muito bem o que dizer...
O anjo ia-nos orientando.
Estranhos entram no nosso quarto com ofertas... Quem é esta gente?
"São ofertas para o Menino..." Como é que conhecem o menino?
Maria ficava sempre muito calada e eu também não sabia muito bem o que dizer...
O anjo ia-nos orientando.
Ofertas
Há uns dois anos atrás, não na época Natalícia, oferecemos à matraiarca, com parte do dinheiro de uma pequena herança, uma televisão e uma assinatura do programa básico da televisão por cabo.
"Eu não preciso disso... gosto muita da minha RTP1 e da dos Açores... não era preciso nada disso..." tentava argumentar ela.
Tudo verdades, mas a mudança não vem apenas pela necessidade, também pelo prazer. No primeiro ano rendeu-se às novelas dos outros canais e apaixonou-se pela Tv Globo, que era acessível ao programa pago na altura.
"Agora, a record é boa, mas não é a mesma coisa, perdi o meu "Caldeirão do Huck"" (que pronunciava como se se tratasse do super-herói verde)...
A globo parou de dar... agora querem dinheiro extra...
Houve, nessa altura, a internacionalização de gostos. Passou a ver os "talkshows" da "Oprah" e do "Dr Phil". Eu quase que a imaginava confortável no meio do histerismo provocado naqueles espectadores.
Este ano vamos oferecer-lhe um Telemóvel. Ela diz que não precisa, mesmo sabendo que são inúmeras as vezes em que tentamos contactá-la sem lhe encontrar paradeiro.
"A mãe não precisa?... A ver vamos."
"Eu não preciso disso... gosto muita da minha RTP1 e da dos Açores... não era preciso nada disso..." tentava argumentar ela.
Tudo verdades, mas a mudança não vem apenas pela necessidade, também pelo prazer. No primeiro ano rendeu-se às novelas dos outros canais e apaixonou-se pela Tv Globo, que era acessível ao programa pago na altura.
"Agora, a record é boa, mas não é a mesma coisa, perdi o meu "Caldeirão do Huck"" (que pronunciava como se se tratasse do super-herói verde)...
A globo parou de dar... agora querem dinheiro extra...
Houve, nessa altura, a internacionalização de gostos. Passou a ver os "talkshows" da "Oprah" e do "Dr Phil". Eu quase que a imaginava confortável no meio do histerismo provocado naqueles espectadores.
Este ano vamos oferecer-lhe um Telemóvel. Ela diz que não precisa, mesmo sabendo que são inúmeras as vezes em que tentamos contactá-la sem lhe encontrar paradeiro.
"A mãe não precisa?... A ver vamos."
domingo, dezembro 16, 2007
sexta-feira, dezembro 14, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Natal...
... e continuou... Ele não só seria o Salvador, mas era, de facto, Deus entre nós.
A minha boca não parava de abrir mais.
Não fosse a presença do anjo durante este tempo todo, e eu nem saberia o que fazer.
O Senhor estava mesmo a tomar conta disto tudo a toda a altura.
E este era apenas o nosso primeiro filho...
A minha boca não parava de abrir mais.
Não fosse a presença do anjo durante este tempo todo, e eu nem saberia o que fazer.
O Senhor estava mesmo a tomar conta disto tudo a toda a altura.
E este era apenas o nosso primeiro filho...
terça-feira, dezembro 11, 2007
É tão mau que dá a volta e fica bom, já dizia o meu amigo Samuel Úria...
O título não se refere á obra de que vos vou falar... Seria eu anátema se achasse que Jorge Amado precisava da tamanha volta para ser bom.
Pois bem, estou a ler um livro dele. Muita gíria Brasileira usa ele, e muita é a gíria Brasileira.
Não fossem os anos de convívio com missionários seus conterrâneos cá, cumprindo o mandato divino, e eu pouco percebia do que estava escrito.
Há bens que em exagero se tornam males, e há males que vêm por bem.
P.S. - Eram eles e as novelas da Globo, mas, as últimas, na altura, eram fruto proibido da árvore de Satã.
Pois bem, estou a ler um livro dele. Muita gíria Brasileira usa ele, e muita é a gíria Brasileira.
Não fossem os anos de convívio com missionários seus conterrâneos cá, cumprindo o mandato divino, e eu pouco percebia do que estava escrito.
Há bens que em exagero se tornam males, e há males que vêm por bem.
P.S. - Eram eles e as novelas da Globo, mas, as últimas, na altura, eram fruto proibido da árvore de Satã.
Natal...
Um clarão, que vim a descobrir, posteriormente, que era um anjo (gente importante), falou comigo...
Disse-me que eu não devia desconfiar, nem deixá-la. Sinto-me um bocado mais tranquilo.
Depois ele disse uma coisa que eu ainda hoje não percebo muito bem...
Ele disse que o bébé ia ser o Salvador.
Salvador de quê? De quem? Ou será isso só o nome dele?
Porquê nós para fazermos isto?
Disse-me que eu não devia desconfiar, nem deixá-la. Sinto-me um bocado mais tranquilo.
Depois ele disse uma coisa que eu ainda hoje não percebo muito bem...
Ele disse que o bébé ia ser o Salvador.
Salvador de quê? De quem? Ou será isso só o nome dele?
Porquê nós para fazermos isto?
segunda-feira, dezembro 10, 2007
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Recomeço
" Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito da Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho, e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.
Deleitar-se-á no temor do Senhor;"
Isaías 11:1-3a
Deleitar-se-á no temor do Senhor;"
Isaías 11:1-3a
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Rasca
Quem me dera saber escrever...
Quem me dera saber escrever ao ponto de falar com propriedade do botequim, quando vou lá ver a "bola".
Seria, agora que estou entusiasmado com ele, alguma coisa tipo Hemingway... Um Hemingway rasca, mas bem escrito.
Já não existiriam os telegramas entre personagens, nem cartas do correio lentas que aumentam a espera mas também o gozo de as receber (essas são abundantes em Hemingway). Não haveriam as viagens de comboio, longas e demoradas, nem as esperas de semanas seguidas em puro ócio e em esplandadas requintadas.
Escreveria, apenas, sobre os noventa e poucos minutos que duraria o jogo e o pagamento das contas ao proprietário do estabelecimento. Nada de falar da vida de um e de outro.
Não haveriam herdeiros ricos, nem escritores boémios com a conta bancária sempre bem "recheada". No botequim andam construtores civís, seguranças nocturnos, funcionários públicos... pessoas que todos os dias têm que labutar para ganhar o pão que rapidamente transformam nos vícios da perdição.
Não há obviamente o rum nem o champanhe, nem o cachimbos. Vinho a martelo e cigarros baratos são os grandes protaginstas aqui. Seria tudo muito mais cru...
É uma vida perdida, uma espiral descendente que começa com o fim do trabalho remunerado e termina no outro dia de manhã.
No próximo fim de semana haverá "bola" outra vez...
P.S. - A diferença em mim é que antes também gastava o meu dinheiro nos meus vícios.
Quem me dera saber escrever ao ponto de falar com propriedade do botequim, quando vou lá ver a "bola".
Seria, agora que estou entusiasmado com ele, alguma coisa tipo Hemingway... Um Hemingway rasca, mas bem escrito.
Já não existiriam os telegramas entre personagens, nem cartas do correio lentas que aumentam a espera mas também o gozo de as receber (essas são abundantes em Hemingway). Não haveriam as viagens de comboio, longas e demoradas, nem as esperas de semanas seguidas em puro ócio e em esplandadas requintadas.
Escreveria, apenas, sobre os noventa e poucos minutos que duraria o jogo e o pagamento das contas ao proprietário do estabelecimento. Nada de falar da vida de um e de outro.
Não haveriam herdeiros ricos, nem escritores boémios com a conta bancária sempre bem "recheada". No botequim andam construtores civís, seguranças nocturnos, funcionários públicos... pessoas que todos os dias têm que labutar para ganhar o pão que rapidamente transformam nos vícios da perdição.
Não há obviamente o rum nem o champanhe, nem o cachimbos. Vinho a martelo e cigarros baratos são os grandes protaginstas aqui. Seria tudo muito mais cru...
É uma vida perdida, uma espiral descendente que começa com o fim do trabalho remunerado e termina no outro dia de manhã.
No próximo fim de semana haverá "bola" outra vez...
P.S. - A diferença em mim é que antes também gastava o meu dinheiro nos meus vícios.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Uma dor...
Este domingo passado, um irmã partilhou a dor de uma jovem que estava perdida na toxicodependência.
A jovem viveu a infância nos bancos da igreja, brincámos juntos, e ainda me lembro da mãe dela (com quem ainda sou muito amigo), que vivia em dificuldades, mas que convidadava a "canalha" toda para ir lá brincar... juntos escorregávamos com cartões de papelão pela rampa do quartel, íamos ver os senhores a jogar ténis ou então íamos para a prainha dar uns mergulhos.
Ela, a filha, perdeu-se pela influência de amigos errados... sempre atribuiu a culpa à igreja, que era muito tradicionalista e não a amava suficientemente (dizia ela)... a espiral foi-se fechando até que um dia as suas falsas desculpas tornaram-se problemas verdadeiros que se alimentam a si próprios. E ela foi engulida pela besta.
A irmã que partilhou era mãe...
A irmã que partilhou chorou copiosamente, partilhava a dor da irmã hospitaleira... e não foi a única a chorar, outras mães também choraram.
Eu senti a dor e o pesar, mas não chorei... Não sou mãe.
A jovem viveu a infância nos bancos da igreja, brincámos juntos, e ainda me lembro da mãe dela (com quem ainda sou muito amigo), que vivia em dificuldades, mas que convidadava a "canalha" toda para ir lá brincar... juntos escorregávamos com cartões de papelão pela rampa do quartel, íamos ver os senhores a jogar ténis ou então íamos para a prainha dar uns mergulhos.
Ela, a filha, perdeu-se pela influência de amigos errados... sempre atribuiu a culpa à igreja, que era muito tradicionalista e não a amava suficientemente (dizia ela)... a espiral foi-se fechando até que um dia as suas falsas desculpas tornaram-se problemas verdadeiros que se alimentam a si próprios. E ela foi engulida pela besta.
A irmã que partilhou era mãe...
A irmã que partilhou chorou copiosamente, partilhava a dor da irmã hospitaleira... e não foi a única a chorar, outras mães também choraram.
Eu senti a dor e o pesar, mas não chorei... Não sou mãe.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Na América
... é relativamente fácil entrar lá. Eu próprio passei um ano a trabalhar com adolescentes americanos, e do que precisei foi apenas de um cartão, disponível a todos, pela quantia de trinta euros anuais.
Mais difícil é comprar onde eles compram. Aquilo é bocadinho da América, sim, porque o povo que menos se adapta ao mundo são os americanos. Para onde quer que vão levam a casa, as lojas, as igrejas e até os carros. Tudo está lá.
O difícil é comprar lá, e como o povo de cá gostaria de comprar lá...
Cá, os americanos ainda são os bons da história, o sonho ainda existe e existe ainda mais com o câmbio como está.
Acontece que, e é isto que vos queria contar, a função pública tem uma ou duas vezes por ano a oportunidade de ir comprar ao BX (a loja ambicionada).
Por um dia tornam-se emigrantes, por um dia podem "rechear" a casa com muitas coisas americanas.
Ontem a minha mãe foi com as suas colegas.
Hoje, de manhã acordei e quando ia fazer o meu café...
- Olha, faz deste que é americano, deve ser melhor - e continuou - não queres ver os "edredons" que a mãe comprou para as miúdas?
Ele era chocolates, manteiga de amendoím, molhos para saladas e outros que tais. Quase comecei a falar americano. O café era bom e as colchas eram muito bonitas. Eu também gosto da América, gosto, até certo ponto, do "plástico" deles.
Depois sentei-me, parti o queijo da ilha, que temos, para comer o pequeno-almoço e suspirei de alívio... "afinal ainda sou açoreano."
Mais difícil é comprar onde eles compram. Aquilo é bocadinho da América, sim, porque o povo que menos se adapta ao mundo são os americanos. Para onde quer que vão levam a casa, as lojas, as igrejas e até os carros. Tudo está lá.
O difícil é comprar lá, e como o povo de cá gostaria de comprar lá...
Cá, os americanos ainda são os bons da história, o sonho ainda existe e existe ainda mais com o câmbio como está.
Acontece que, e é isto que vos queria contar, a função pública tem uma ou duas vezes por ano a oportunidade de ir comprar ao BX (a loja ambicionada).
Por um dia tornam-se emigrantes, por um dia podem "rechear" a casa com muitas coisas americanas.
Ontem a minha mãe foi com as suas colegas.
Hoje, de manhã acordei e quando ia fazer o meu café...
- Olha, faz deste que é americano, deve ser melhor - e continuou - não queres ver os "edredons" que a mãe comprou para as miúdas?
Ele era chocolates, manteiga de amendoím, molhos para saladas e outros que tais. Quase comecei a falar americano. O café era bom e as colchas eram muito bonitas. Eu também gosto da América, gosto, até certo ponto, do "plástico" deles.
Depois sentei-me, parti o queijo da ilha, que temos, para comer o pequeno-almoço e suspirei de alívio... "afinal ainda sou açoreano."
terça-feira, novembro 27, 2007
Em relação ao lal livro de Hemingway que li e que disse que vos falaria mais tarde.
Li-o em dois dias, nunca tinha acontecido em tão pouco tempo. Há muito que queria ler um livro de Hemingway, e já tenho outro livro cá em casa para ler quando acabar o que estou a ler agora.
A mulher estravagante faz propostas indecentes e, como qualquer mulher, muda de ideias depois de perceber o que tinha feito.
A tragédia, quer nos ensinar Hemingway, trouxe mais clarividência ao homem desejado pelas duas beldades. O pecado fê-lo ver mais, mas não propriamente ver melhor.
A mulher estravagante faz propostas indecentes e, como qualquer mulher, muda de ideias depois de perceber o que tinha feito.
A tragédia, quer nos ensinar Hemingway, trouxe mais clarividência ao homem desejado pelas duas beldades. O pecado fê-lo ver mais, mas não propriamente ver melhor.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Existência
"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;"
Romanos 1:20
A natureza...
Parece-me pouco para ser "claramente" a relvelação de alguma coisa.
Parece-me que, uma coisa que a natureza não tem é, clareza para transmitir uma mensagem muito específica em relação a algo. Posso estar enganado, como quase sempre estou...
Mas também já vi o oposto. Grandes sinais, milagres, promessas cumpridas a serem explicadas racionalmente sem a menor referência à existência Divina.
Logo, o factor para o reconecimento está no interior. Se o grande e óbvio pode ser ignorado, o mais comum, apesar de espectacular se observado, também o será.
A criação é, portanto, razão mais do que clara e suficiente para conhecermos Deus. E não há desculpa...
Romanos 1:20
A natureza...
Parece-me pouco para ser "claramente" a relvelação de alguma coisa.
Parece-me que, uma coisa que a natureza não tem é, clareza para transmitir uma mensagem muito específica em relação a algo. Posso estar enganado, como quase sempre estou...
Mas também já vi o oposto. Grandes sinais, milagres, promessas cumpridas a serem explicadas racionalmente sem a menor referência à existência Divina.
Logo, o factor para o reconecimento está no interior. Se o grande e óbvio pode ser ignorado, o mais comum, apesar de espectacular se observado, também o será.
A criação é, portanto, razão mais do que clara e suficiente para conhecermos Deus. E não há desculpa...
terça-feira, novembro 20, 2007
A moda que me abriu os olhos.
Desconfio muito que tenham sido eles a começar a moda...
Mas foram estes meus dois amigos que a meus olhos, porque foram os primeros que vi a fazerem-nos, inventaram a moda da louca exposição do calçado pessoal ao mundo virtual.
Eles mostraram todas suas compras de calçado, mas sempre aproveitando para mostrar que tinham sido grandes compras, verdadeiras barganhas.
Uns ténis de cor (azul bébé, cor de rosa...) que ninguém compraria mas que custaram 5 euros ganham logo o epíteto de ténis da moda!
Vou-me render desta vez à moda, que agora admiro e que me fez aprender a olhar de forma diferente para os ténis.
Os botins... Tios meus emigrantes ofereceram-mes estes botins.
Usei-os pela primeira vez ontem no meu trabalho e senti que, agora sim... Agora posso ser um segurança digno.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Preso por ter... preso por não ter...

O "Emo", o tal que me tinha confessado a sua revolta pelos comentários de outros no autocarro, sente-se marginalizado porque, desta vez, ninguém repara nele quando entra no café.
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