"E ele lhe disse: Tem bom ânimo , filha, a tua fé te salvou; vai em paz."
Lucas 8: 48
O que ela queria ser curada, depois de todo o sofrimento passado.
Quanto mais anonimamente possível, melhor. Não que esse fosse o seu mais íntimo desejo, mas porque era assim que as gentes da altura exigiam. Ela era desagradável e incómoda à comunidade.
O anonimato era, por isso, imposto.
Ela o que queria mesmo era intimidade. Queria-se sentar e conversar com Jesus, ser ouvida, ser tratada como pessoa.
Mas age em função do que lhe é imposto.
O toque não é ignorado, e Jesus não cede à sociedade.
Chama-a de filha e conversa com ela. A intimidade nunca é rejeitada pelo Senhor.
"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento...Amarás o teu próximo como a ti mesmo." Jesus Cristo
sexta-feira, janeiro 11, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
O dia de descanso
Sim, continuo a ler Eugene Peterson (a coisa está para durar)...
Ele fala do dia de descanso.
Não, não é do (chamado na gíria) "dia do Senhor", referindo-se ao Domingo. Os outros dias serão de quem? Duas considerações:
1- Todos os dias são do Senhor.
2- O "dia do Senhor" refere-se, muitas vezes, à segunda vinda de Jesus.
... O dia de descanso. É talvez o mandamento mais desobedecido nas nossas igrejas.
Antes era forçado pelos fariseus, hoje é diluido pelos nossos trabalhos. Ambos pecam.
A paragem é importante, está no mesmo patamar do monoteísmo, do homicídio, do adultério, e do roubo.
A paragem serve para vermos Deus, para , como a criança que tenta acompanhar o passo do pai, andarmos ao ritmo do Senhor. Do nosso pai.
Confesso... tenho andado descompassado.
Ele fala do dia de descanso.
Não, não é do (chamado na gíria) "dia do Senhor", referindo-se ao Domingo. Os outros dias serão de quem? Duas considerações:
1- Todos os dias são do Senhor.
2- O "dia do Senhor" refere-se, muitas vezes, à segunda vinda de Jesus.
... O dia de descanso. É talvez o mandamento mais desobedecido nas nossas igrejas.
Antes era forçado pelos fariseus, hoje é diluido pelos nossos trabalhos. Ambos pecam.
A paragem é importante, está no mesmo patamar do monoteísmo, do homicídio, do adultério, e do roubo.
A paragem serve para vermos Deus, para , como a criança que tenta acompanhar o passo do pai, andarmos ao ritmo do Senhor. Do nosso pai.
Confesso... tenho andado descompassado.
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Tenham lá paciência para ler os dois capítulos e o post que desta vez é grandinho...
Jeremias 28 - 29
"Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilónia."
28: 2
"Assim diz o Senhor dos Exércitos... Edificai casas e habitai nelas; plantai pomares e comei o seu fruto."
29: 4-5
Podia, facilmente, falar de como é comum usarmos o "assim diz o Senhor" para nosso proveito. Profetas de bolso, há-os com grande abundância... Mas não o vou fazer.
O Senhor tem uma mensagem pouco esperada para o seu povo exilado. Pouco esperada para quem vê Deus apenas como aquele tem o dever de nos fazer as vontades, de dar-nos coisas boas e fazer-nos sentir confortáveis.
Este povo, fora de casa, o que menos queria era continuar longe do lar. O falso profeta, aproveita o ensejo e granjeia ouvintes ao prometer libertação.
"No fundo, Deus é um deus de lógica... para quê perguntar, ou parar para ouvir? O senso comum diz-nos o que queremos e o que queremos terá que ser o que Deus quer... Que mais quererá Deus senão libertar-nos." - raciocina o popular pregador.
O Evangelho significa boas notícias, mas não propriamente notícias confortáveis, ou então o "bom" de que trata não terá que ser necessariamente o nosso esperado "bom". O evangelho não serve para cumprir caprichos de ninguém, nem para fazer as vontadinhas a meninos nenhuns.
O falso profeta acabou por morrer tristemente.
Porquê? Porque não a libertação?
O exílio era castigo. Castigo pela infidelidade, pelo esquecimento, pelo pecado. Um castigo tem propriedades pedagógicas, só é útil se nos ensina alguma coisa.
O povo, pelos vistos, já tinha esquecido a razão de estar ali.
O povo, como uma criança qualquer fechada no seu quarto de castigo, já só pensava na sua miséria, e no "agora", e que o "agora" doía, e era isso que interessava para eles. Amuava. Nem lhes passava pala mente a razão de estarem ali.
Deus decidiu não os libertar. A vara tem que tocar no lombo para ensinar alguma coisa. E a vara ainda estava a caminho do povo. Mas não só... Deus quiz ensinar outra coisa ao povo.
Onde Deus quer que vivamos não é onde não estamos, não é onde supostamente deveríamos estar se isto ou aquilo não tivesse acontecedo. Deus quer que vivamos onde estamos.
Onde estamos é a terra prometida
"Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilónia."
28: 2
"Assim diz o Senhor dos Exércitos... Edificai casas e habitai nelas; plantai pomares e comei o seu fruto."
29: 4-5
Podia, facilmente, falar de como é comum usarmos o "assim diz o Senhor" para nosso proveito. Profetas de bolso, há-os com grande abundância... Mas não o vou fazer.
O Senhor tem uma mensagem pouco esperada para o seu povo exilado. Pouco esperada para quem vê Deus apenas como aquele tem o dever de nos fazer as vontades, de dar-nos coisas boas e fazer-nos sentir confortáveis.
Este povo, fora de casa, o que menos queria era continuar longe do lar. O falso profeta, aproveita o ensejo e granjeia ouvintes ao prometer libertação.
"No fundo, Deus é um deus de lógica... para quê perguntar, ou parar para ouvir? O senso comum diz-nos o que queremos e o que queremos terá que ser o que Deus quer... Que mais quererá Deus senão libertar-nos." - raciocina o popular pregador.
O Evangelho significa boas notícias, mas não propriamente notícias confortáveis, ou então o "bom" de que trata não terá que ser necessariamente o nosso esperado "bom". O evangelho não serve para cumprir caprichos de ninguém, nem para fazer as vontadinhas a meninos nenhuns.
O falso profeta acabou por morrer tristemente.
Porquê? Porque não a libertação?
O exílio era castigo. Castigo pela infidelidade, pelo esquecimento, pelo pecado. Um castigo tem propriedades pedagógicas, só é útil se nos ensina alguma coisa.
O povo, pelos vistos, já tinha esquecido a razão de estar ali.
O povo, como uma criança qualquer fechada no seu quarto de castigo, já só pensava na sua miséria, e no "agora", e que o "agora" doía, e era isso que interessava para eles. Amuava. Nem lhes passava pala mente a razão de estarem ali.
Deus decidiu não os libertar. A vara tem que tocar no lombo para ensinar alguma coisa. E a vara ainda estava a caminho do povo. Mas não só... Deus quiz ensinar outra coisa ao povo.
Onde Deus quer que vivamos não é onde não estamos, não é onde supostamente deveríamos estar se isto ou aquilo não tivesse acontecedo. Deus quer que vivamos onde estamos.
Onde estamos é a terra prometida
quinta-feira, janeiro 03, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Um post pessoal
Senhor, dá-me a Tua paixão pelo ser humano...
Mais paixão pelas almas, tal que me obrigue a fazer tudo, a todas as alturas, de todas as formas e com tudo o que tenho, para levar outros a Ti!
Dá-me a Tua visão, o Teu plano, o caminho que queres que percorra, por onde é, e capacita-me a caminhá-lo.
Ajuda-me a morrer... morrer para as minhas "belíssimas" ideias, ajuda-me a deixar a minha vontade e a agarrar a Tua.
E fazer, não, mais ainda (fazer é pouco...), a Ser quem Tu queres que seja.
Dá-me persistência para buscar a santidade, para me levantar sempre que caio, para aprender mais depressa com os meus erros, para ser mais puro, para detestar mais o pecado.
Eu peço-te por mais sensibilidade ao pecado, a satanás, ao que não é Teu, eu quero resistir mal apareçam... até antes de aparecerem.
Eu peço-te tudo, porque a obra é Tua, só Tu podes fazer o barro ganhar vida... mas o barro sou eu.
E há, de certeza, uma parte substancial desta caminhada, que decidiste nem sei porquê, pôr nas nossas mãos.
Uns dizem que é "Temor-do-Senhor", eu digo também, dar os passos, permanecer, buscar, obedecer...
Aí não tenho direito, nem darias se o fizesse, de pedir que ajas por mim. Aí.. tenho de assumir compromissos.
Comprometo-me a amar
Comprometo-me a ver
Comprometo-me a buscar.
Mais paixão pelas almas, tal que me obrigue a fazer tudo, a todas as alturas, de todas as formas e com tudo o que tenho, para levar outros a Ti!
Dá-me a Tua visão, o Teu plano, o caminho que queres que percorra, por onde é, e capacita-me a caminhá-lo.
Ajuda-me a morrer... morrer para as minhas "belíssimas" ideias, ajuda-me a deixar a minha vontade e a agarrar a Tua.
E fazer, não, mais ainda (fazer é pouco...), a Ser quem Tu queres que seja.
Dá-me persistência para buscar a santidade, para me levantar sempre que caio, para aprender mais depressa com os meus erros, para ser mais puro, para detestar mais o pecado.
Eu peço-te por mais sensibilidade ao pecado, a satanás, ao que não é Teu, eu quero resistir mal apareçam... até antes de aparecerem.
Eu peço-te tudo, porque a obra é Tua, só Tu podes fazer o barro ganhar vida... mas o barro sou eu.
E há, de certeza, uma parte substancial desta caminhada, que decidiste nem sei porquê, pôr nas nossas mãos.
Uns dizem que é "Temor-do-Senhor", eu digo também, dar os passos, permanecer, buscar, obedecer...
Aí não tenho direito, nem darias se o fizesse, de pedir que ajas por mim. Aí.. tenho de assumir compromissos.
Comprometo-me a amar
Comprometo-me a ver
Comprometo-me a buscar.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
A fiesta
"As coisas que aconteceram só podiam ter acontrecido durante um fiesta. Tudo de tornou inteiramente irreal; e parecia que nada poderia ter consequências. Até parecia deslocado pensar em consequências, durante a fiesta. Durante a fiesta tínha-se a sensação, mesmo quando havia sossego, de que era preciso berrar para ser ouvido. Acerca de qualquer acto, a sensação era a mesma. Era uma fiesta e durava setes dias."
Ernest Hemingway "O sol nasce sempre"
Tudo maior, tudo gritado, mais riso, folguedo, mais choro e pranto.
O choque vem quando descobrimos que, afinal, era tudo real... afinal tudo tinha consequências.
Ernest Hemingway "O sol nasce sempre"
Tudo maior, tudo gritado, mais riso, folguedo, mais choro e pranto.
O choque vem quando descobrimos que, afinal, era tudo real... afinal tudo tinha consequências.
quinta-feira, dezembro 27, 2007
Vida e morte
"Do solo fez o Senhor brotar toda a sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal. (...) ...mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás."
Génesis 2: 9, 17
Duas árvores, uma perto da outra, uma, a da vida, outra, a que traria a morte...
Perto uma da outra....
Será que eram parecidas?
Génesis 2: 9, 17
Duas árvores, uma perto da outra, uma, a da vida, outra, a que traria a morte...
Perto uma da outra....
Será que eram parecidas?
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Foco
A recompensa do ministério (quando uso esta palavra refiro-me à vida de serviço a Deus que, obviamente, é destianda a todas as pessoas) não é quando vemos os fiéis a crescer na fé, nem tão pouco o é quando aquela alma, isolada, perdida se converte.
A recompensa é a honra de servir ao Rei dos reis, Deus altíssimo, criador dos céus e das terra, Alfa e Omega.
A recompensa é servi-Lo sem recompensa.
Creio até que, por lógica simples, apresentarmos outro tipo de justificação à nossa diaconia é uma diminuição, indirecta (e até dou o benefício da dúvida de ser inconsciente, por ignorância e com boa intenção), do Deus a quem servimos.
A recompensa é a honra de servir ao Rei dos reis, Deus altíssimo, criador dos céus e das terra, Alfa e Omega.
A recompensa é servi-Lo sem recompensa.
Creio até que, por lógica simples, apresentarmos outro tipo de justificação à nossa diaconia é uma diminuição, indirecta (e até dou o benefício da dúvida de ser inconsciente, por ignorância e com boa intenção), do Deus a quem servimos.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
De volta com a errata...
Decidi, com o consentimento de mais ninguém, que esta rubrica, indesejável, só aparecerá quando o erro for tão clamoroso que nem a edição do post inteiro cure a minha queda e crescente má reputação como escritor(antes fosse) ou coisa que o valha.
Uma coisa é escrever com erros que acontecem ocasionalmente, ou com uma distracção, ou com uma tecla mal pressionada. Com a pressa lá fica o erro para a história, ou apagado horas depois.
Blogues não são para pessoas com pressa, dizem-me com razão.
Pois desta vez cometi o erro mais grave, o anátema, o pecado mortal. Escrevi mal o título do livro que leio por hora. Erro que, amavelmente, o meu querido amigo Tiago Oliveira (encontrá-lo-ão algures por aqui) fez questão de me admoestar com a sensibilidade que lhe é reconhecida.
Pior... não só me enganei no título do livro que estou a ler, mas fi-lo por duas vezes. não só duas vezes, mas duas vezes seguidas.
Vão buscar o poste, amarrem-no e queimem o herege...
Onde se lê "O Cristo genético", deve-se ler o "Cristo genérico".
Uma coisa é escrever com erros que acontecem ocasionalmente, ou com uma distracção, ou com uma tecla mal pressionada. Com a pressa lá fica o erro para a história, ou apagado horas depois.
Blogues não são para pessoas com pressa, dizem-me com razão.
Pois desta vez cometi o erro mais grave, o anátema, o pecado mortal. Escrevi mal o título do livro que leio por hora. Erro que, amavelmente, o meu querido amigo Tiago Oliveira (encontrá-lo-ão algures por aqui) fez questão de me admoestar com a sensibilidade que lhe é reconhecida.
Pior... não só me enganei no título do livro que estou a ler, mas fi-lo por duas vezes. não só duas vezes, mas duas vezes seguidas.
Vão buscar o poste, amarrem-no e queimem o herege...
Onde se lê "O Cristo genético", deve-se ler o "Cristo genérico".
Trindade
"Descobrimos sob a imagem da Trindade, que não conhecemos Deus ao defini-lo, mas ao sermos amados por Ele e ao correspondermos a esse amor."
Eugene Peterson "A maldição do Cristo genético"
Eugene Peterson "A maldição do Cristo genético"
Revelação
Comecei a ler o último livro de Eugene Peterson, "A maldição do Cristo genético". Confesso que já tinha suadades de ler um livro dele.
Deus usa tudo para se revelar nós. Começando na criação, passando por um livro e, na sua forma mais sublime, Cristo descido à terra, Emanuel.
Mesmo assim, na eternidade, seremos surpreendidos com que que virmos eternamente.
Deus usa tudo para se revelar nós. Começando na criação, passando por um livro e, na sua forma mais sublime, Cristo descido à terra, Emanuel.
Mesmo assim, na eternidade, seremos surpreendidos com que que virmos eternamente.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Rasgou as vestes
"Este é o testemunho de João, quando os Judeus mandaram de Jerusalém Sacerdotes e Levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?
E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo."
João 1: 19-20
A posição mais perigosa do mundo...
Perto da glória, da exaltação. Honra indevida, bem entendido, mas quem saberia?
No entanto ele confessou, e tal como Paulo e Barnabé rasgaram as suas vestes, face à provável, perversa, mas também saborosa adoração de homens, João desceu à sua condição, também ragou as suas vestes.
"Sou homem... não sou o Cristo."
E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo."
João 1: 19-20
A posição mais perigosa do mundo...
Perto da glória, da exaltação. Honra indevida, bem entendido, mas quem saberia?
No entanto ele confessou, e tal como Paulo e Barnabé rasgaram as suas vestes, face à provável, perversa, mas também saborosa adoração de homens, João desceu à sua condição, também ragou as suas vestes.
"Sou homem... não sou o Cristo."
terça-feira, dezembro 18, 2007
Pecado original
Um colega meu "apanhou uma corrente de ar" e, graças à inoportuna situação, contraiu uma paralisia facial.
O resultado prático dessa situação, para além dele ficar em casa, foi que eu fiz turnos extras durante duas semanas. Durante duas semanas trabalhei dexasseis horas como quem trabalha oito.
Diga-se de passagem que, a probabilidade da minha atenção estar a 50 por cento nas últimas seis horas de cada dia era ínfima...
Eva, porque é que ouviste a serpente?
O resultado prático dessa situação, para além dele ficar em casa, foi que eu fiz turnos extras durante duas semanas. Durante duas semanas trabalhei dexasseis horas como quem trabalha oito.
Diga-se de passagem que, a probabilidade da minha atenção estar a 50 por cento nas últimas seis horas de cada dia era ínfima...
Eva, porque é que ouviste a serpente?
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Natal...
As multidões já tinham ido para as suas terras e já havia lugar para dormirmos. Tínhamos que ficar porque o bébé era pequeno...
Estranhos entram no nosso quarto com ofertas... Quem é esta gente?
"São ofertas para o Menino..." Como é que conhecem o menino?
Maria ficava sempre muito calada e eu também não sabia muito bem o que dizer...
O anjo ia-nos orientando.
Estranhos entram no nosso quarto com ofertas... Quem é esta gente?
"São ofertas para o Menino..." Como é que conhecem o menino?
Maria ficava sempre muito calada e eu também não sabia muito bem o que dizer...
O anjo ia-nos orientando.
Ofertas
Há uns dois anos atrás, não na época Natalícia, oferecemos à matraiarca, com parte do dinheiro de uma pequena herança, uma televisão e uma assinatura do programa básico da televisão por cabo.
"Eu não preciso disso... gosto muita da minha RTP1 e da dos Açores... não era preciso nada disso..." tentava argumentar ela.
Tudo verdades, mas a mudança não vem apenas pela necessidade, também pelo prazer. No primeiro ano rendeu-se às novelas dos outros canais e apaixonou-se pela Tv Globo, que era acessível ao programa pago na altura.
"Agora, a record é boa, mas não é a mesma coisa, perdi o meu "Caldeirão do Huck"" (que pronunciava como se se tratasse do super-herói verde)...
A globo parou de dar... agora querem dinheiro extra...
Houve, nessa altura, a internacionalização de gostos. Passou a ver os "talkshows" da "Oprah" e do "Dr Phil". Eu quase que a imaginava confortável no meio do histerismo provocado naqueles espectadores.
Este ano vamos oferecer-lhe um Telemóvel. Ela diz que não precisa, mesmo sabendo que são inúmeras as vezes em que tentamos contactá-la sem lhe encontrar paradeiro.
"A mãe não precisa?... A ver vamos."
"Eu não preciso disso... gosto muita da minha RTP1 e da dos Açores... não era preciso nada disso..." tentava argumentar ela.
Tudo verdades, mas a mudança não vem apenas pela necessidade, também pelo prazer. No primeiro ano rendeu-se às novelas dos outros canais e apaixonou-se pela Tv Globo, que era acessível ao programa pago na altura.
"Agora, a record é boa, mas não é a mesma coisa, perdi o meu "Caldeirão do Huck"" (que pronunciava como se se tratasse do super-herói verde)...
A globo parou de dar... agora querem dinheiro extra...
Houve, nessa altura, a internacionalização de gostos. Passou a ver os "talkshows" da "Oprah" e do "Dr Phil". Eu quase que a imaginava confortável no meio do histerismo provocado naqueles espectadores.
Este ano vamos oferecer-lhe um Telemóvel. Ela diz que não precisa, mesmo sabendo que são inúmeras as vezes em que tentamos contactá-la sem lhe encontrar paradeiro.
"A mãe não precisa?... A ver vamos."
domingo, dezembro 16, 2007
sexta-feira, dezembro 14, 2007
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Natal...
... e continuou... Ele não só seria o Salvador, mas era, de facto, Deus entre nós.
A minha boca não parava de abrir mais.
Não fosse a presença do anjo durante este tempo todo, e eu nem saberia o que fazer.
O Senhor estava mesmo a tomar conta disto tudo a toda a altura.
E este era apenas o nosso primeiro filho...
A minha boca não parava de abrir mais.
Não fosse a presença do anjo durante este tempo todo, e eu nem saberia o que fazer.
O Senhor estava mesmo a tomar conta disto tudo a toda a altura.
E este era apenas o nosso primeiro filho...
terça-feira, dezembro 11, 2007
É tão mau que dá a volta e fica bom, já dizia o meu amigo Samuel Úria...
O título não se refere á obra de que vos vou falar... Seria eu anátema se achasse que Jorge Amado precisava da tamanha volta para ser bom.
Pois bem, estou a ler um livro dele. Muita gíria Brasileira usa ele, e muita é a gíria Brasileira.
Não fossem os anos de convívio com missionários seus conterrâneos cá, cumprindo o mandato divino, e eu pouco percebia do que estava escrito.
Há bens que em exagero se tornam males, e há males que vêm por bem.
P.S. - Eram eles e as novelas da Globo, mas, as últimas, na altura, eram fruto proibido da árvore de Satã.
Pois bem, estou a ler um livro dele. Muita gíria Brasileira usa ele, e muita é a gíria Brasileira.
Não fossem os anos de convívio com missionários seus conterrâneos cá, cumprindo o mandato divino, e eu pouco percebia do que estava escrito.
Há bens que em exagero se tornam males, e há males que vêm por bem.
P.S. - Eram eles e as novelas da Globo, mas, as últimas, na altura, eram fruto proibido da árvore de Satã.
Natal...
Um clarão, que vim a descobrir, posteriormente, que era um anjo (gente importante), falou comigo...
Disse-me que eu não devia desconfiar, nem deixá-la. Sinto-me um bocado mais tranquilo.
Depois ele disse uma coisa que eu ainda hoje não percebo muito bem...
Ele disse que o bébé ia ser o Salvador.
Salvador de quê? De quem? Ou será isso só o nome dele?
Porquê nós para fazermos isto?
Disse-me que eu não devia desconfiar, nem deixá-la. Sinto-me um bocado mais tranquilo.
Depois ele disse uma coisa que eu ainda hoje não percebo muito bem...
Ele disse que o bébé ia ser o Salvador.
Salvador de quê? De quem? Ou será isso só o nome dele?
Porquê nós para fazermos isto?
segunda-feira, dezembro 10, 2007
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Recomeço
" Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito da Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho, e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.
Deleitar-se-á no temor do Senhor;"
Isaías 11:1-3a
Deleitar-se-á no temor do Senhor;"
Isaías 11:1-3a
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Rasca
Quem me dera saber escrever...
Quem me dera saber escrever ao ponto de falar com propriedade do botequim, quando vou lá ver a "bola".
Seria, agora que estou entusiasmado com ele, alguma coisa tipo Hemingway... Um Hemingway rasca, mas bem escrito.
Já não existiriam os telegramas entre personagens, nem cartas do correio lentas que aumentam a espera mas também o gozo de as receber (essas são abundantes em Hemingway). Não haveriam as viagens de comboio, longas e demoradas, nem as esperas de semanas seguidas em puro ócio e em esplandadas requintadas.
Escreveria, apenas, sobre os noventa e poucos minutos que duraria o jogo e o pagamento das contas ao proprietário do estabelecimento. Nada de falar da vida de um e de outro.
Não haveriam herdeiros ricos, nem escritores boémios com a conta bancária sempre bem "recheada". No botequim andam construtores civís, seguranças nocturnos, funcionários públicos... pessoas que todos os dias têm que labutar para ganhar o pão que rapidamente transformam nos vícios da perdição.
Não há obviamente o rum nem o champanhe, nem o cachimbos. Vinho a martelo e cigarros baratos são os grandes protaginstas aqui. Seria tudo muito mais cru...
É uma vida perdida, uma espiral descendente que começa com o fim do trabalho remunerado e termina no outro dia de manhã.
No próximo fim de semana haverá "bola" outra vez...
P.S. - A diferença em mim é que antes também gastava o meu dinheiro nos meus vícios.
Quem me dera saber escrever ao ponto de falar com propriedade do botequim, quando vou lá ver a "bola".
Seria, agora que estou entusiasmado com ele, alguma coisa tipo Hemingway... Um Hemingway rasca, mas bem escrito.
Já não existiriam os telegramas entre personagens, nem cartas do correio lentas que aumentam a espera mas também o gozo de as receber (essas são abundantes em Hemingway). Não haveriam as viagens de comboio, longas e demoradas, nem as esperas de semanas seguidas em puro ócio e em esplandadas requintadas.
Escreveria, apenas, sobre os noventa e poucos minutos que duraria o jogo e o pagamento das contas ao proprietário do estabelecimento. Nada de falar da vida de um e de outro.
Não haveriam herdeiros ricos, nem escritores boémios com a conta bancária sempre bem "recheada". No botequim andam construtores civís, seguranças nocturnos, funcionários públicos... pessoas que todos os dias têm que labutar para ganhar o pão que rapidamente transformam nos vícios da perdição.
Não há obviamente o rum nem o champanhe, nem o cachimbos. Vinho a martelo e cigarros baratos são os grandes protaginstas aqui. Seria tudo muito mais cru...
É uma vida perdida, uma espiral descendente que começa com o fim do trabalho remunerado e termina no outro dia de manhã.
No próximo fim de semana haverá "bola" outra vez...
P.S. - A diferença em mim é que antes também gastava o meu dinheiro nos meus vícios.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Uma dor...
Este domingo passado, um irmã partilhou a dor de uma jovem que estava perdida na toxicodependência.
A jovem viveu a infância nos bancos da igreja, brincámos juntos, e ainda me lembro da mãe dela (com quem ainda sou muito amigo), que vivia em dificuldades, mas que convidadava a "canalha" toda para ir lá brincar... juntos escorregávamos com cartões de papelão pela rampa do quartel, íamos ver os senhores a jogar ténis ou então íamos para a prainha dar uns mergulhos.
Ela, a filha, perdeu-se pela influência de amigos errados... sempre atribuiu a culpa à igreja, que era muito tradicionalista e não a amava suficientemente (dizia ela)... a espiral foi-se fechando até que um dia as suas falsas desculpas tornaram-se problemas verdadeiros que se alimentam a si próprios. E ela foi engulida pela besta.
A irmã que partilhou era mãe...
A irmã que partilhou chorou copiosamente, partilhava a dor da irmã hospitaleira... e não foi a única a chorar, outras mães também choraram.
Eu senti a dor e o pesar, mas não chorei... Não sou mãe.
A jovem viveu a infância nos bancos da igreja, brincámos juntos, e ainda me lembro da mãe dela (com quem ainda sou muito amigo), que vivia em dificuldades, mas que convidadava a "canalha" toda para ir lá brincar... juntos escorregávamos com cartões de papelão pela rampa do quartel, íamos ver os senhores a jogar ténis ou então íamos para a prainha dar uns mergulhos.
Ela, a filha, perdeu-se pela influência de amigos errados... sempre atribuiu a culpa à igreja, que era muito tradicionalista e não a amava suficientemente (dizia ela)... a espiral foi-se fechando até que um dia as suas falsas desculpas tornaram-se problemas verdadeiros que se alimentam a si próprios. E ela foi engulida pela besta.
A irmã que partilhou era mãe...
A irmã que partilhou chorou copiosamente, partilhava a dor da irmã hospitaleira... e não foi a única a chorar, outras mães também choraram.
Eu senti a dor e o pesar, mas não chorei... Não sou mãe.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Na América
... é relativamente fácil entrar lá. Eu próprio passei um ano a trabalhar com adolescentes americanos, e do que precisei foi apenas de um cartão, disponível a todos, pela quantia de trinta euros anuais.
Mais difícil é comprar onde eles compram. Aquilo é bocadinho da América, sim, porque o povo que menos se adapta ao mundo são os americanos. Para onde quer que vão levam a casa, as lojas, as igrejas e até os carros. Tudo está lá.
O difícil é comprar lá, e como o povo de cá gostaria de comprar lá...
Cá, os americanos ainda são os bons da história, o sonho ainda existe e existe ainda mais com o câmbio como está.
Acontece que, e é isto que vos queria contar, a função pública tem uma ou duas vezes por ano a oportunidade de ir comprar ao BX (a loja ambicionada).
Por um dia tornam-se emigrantes, por um dia podem "rechear" a casa com muitas coisas americanas.
Ontem a minha mãe foi com as suas colegas.
Hoje, de manhã acordei e quando ia fazer o meu café...
- Olha, faz deste que é americano, deve ser melhor - e continuou - não queres ver os "edredons" que a mãe comprou para as miúdas?
Ele era chocolates, manteiga de amendoím, molhos para saladas e outros que tais. Quase comecei a falar americano. O café era bom e as colchas eram muito bonitas. Eu também gosto da América, gosto, até certo ponto, do "plástico" deles.
Depois sentei-me, parti o queijo da ilha, que temos, para comer o pequeno-almoço e suspirei de alívio... "afinal ainda sou açoreano."
Mais difícil é comprar onde eles compram. Aquilo é bocadinho da América, sim, porque o povo que menos se adapta ao mundo são os americanos. Para onde quer que vão levam a casa, as lojas, as igrejas e até os carros. Tudo está lá.
O difícil é comprar lá, e como o povo de cá gostaria de comprar lá...
Cá, os americanos ainda são os bons da história, o sonho ainda existe e existe ainda mais com o câmbio como está.
Acontece que, e é isto que vos queria contar, a função pública tem uma ou duas vezes por ano a oportunidade de ir comprar ao BX (a loja ambicionada).
Por um dia tornam-se emigrantes, por um dia podem "rechear" a casa com muitas coisas americanas.
Ontem a minha mãe foi com as suas colegas.
Hoje, de manhã acordei e quando ia fazer o meu café...
- Olha, faz deste que é americano, deve ser melhor - e continuou - não queres ver os "edredons" que a mãe comprou para as miúdas?
Ele era chocolates, manteiga de amendoím, molhos para saladas e outros que tais. Quase comecei a falar americano. O café era bom e as colchas eram muito bonitas. Eu também gosto da América, gosto, até certo ponto, do "plástico" deles.
Depois sentei-me, parti o queijo da ilha, que temos, para comer o pequeno-almoço e suspirei de alívio... "afinal ainda sou açoreano."
terça-feira, novembro 27, 2007
Em relação ao lal livro de Hemingway que li e que disse que vos falaria mais tarde.
Li-o em dois dias, nunca tinha acontecido em tão pouco tempo. Há muito que queria ler um livro de Hemingway, e já tenho outro livro cá em casa para ler quando acabar o que estou a ler agora.
A mulher estravagante faz propostas indecentes e, como qualquer mulher, muda de ideias depois de perceber o que tinha feito.
A tragédia, quer nos ensinar Hemingway, trouxe mais clarividência ao homem desejado pelas duas beldades. O pecado fê-lo ver mais, mas não propriamente ver melhor.
A mulher estravagante faz propostas indecentes e, como qualquer mulher, muda de ideias depois de perceber o que tinha feito.
A tragédia, quer nos ensinar Hemingway, trouxe mais clarividência ao homem desejado pelas duas beldades. O pecado fê-lo ver mais, mas não propriamente ver melhor.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Existência
"Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis;"
Romanos 1:20
A natureza...
Parece-me pouco para ser "claramente" a relvelação de alguma coisa.
Parece-me que, uma coisa que a natureza não tem é, clareza para transmitir uma mensagem muito específica em relação a algo. Posso estar enganado, como quase sempre estou...
Mas também já vi o oposto. Grandes sinais, milagres, promessas cumpridas a serem explicadas racionalmente sem a menor referência à existência Divina.
Logo, o factor para o reconecimento está no interior. Se o grande e óbvio pode ser ignorado, o mais comum, apesar de espectacular se observado, também o será.
A criação é, portanto, razão mais do que clara e suficiente para conhecermos Deus. E não há desculpa...
Romanos 1:20
A natureza...
Parece-me pouco para ser "claramente" a relvelação de alguma coisa.
Parece-me que, uma coisa que a natureza não tem é, clareza para transmitir uma mensagem muito específica em relação a algo. Posso estar enganado, como quase sempre estou...
Mas também já vi o oposto. Grandes sinais, milagres, promessas cumpridas a serem explicadas racionalmente sem a menor referência à existência Divina.
Logo, o factor para o reconecimento está no interior. Se o grande e óbvio pode ser ignorado, o mais comum, apesar de espectacular se observado, também o será.
A criação é, portanto, razão mais do que clara e suficiente para conhecermos Deus. E não há desculpa...
terça-feira, novembro 20, 2007
A moda que me abriu os olhos.
Desconfio muito que tenham sido eles a começar a moda...
Mas foram estes meus dois amigos que a meus olhos, porque foram os primeros que vi a fazerem-nos, inventaram a moda da louca exposição do calçado pessoal ao mundo virtual.
Eles mostraram todas suas compras de calçado, mas sempre aproveitando para mostrar que tinham sido grandes compras, verdadeiras barganhas.
Uns ténis de cor (azul bébé, cor de rosa...) que ninguém compraria mas que custaram 5 euros ganham logo o epíteto de ténis da moda!
Vou-me render desta vez à moda, que agora admiro e que me fez aprender a olhar de forma diferente para os ténis.
Os botins... Tios meus emigrantes ofereceram-mes estes botins.
Usei-os pela primeira vez ontem no meu trabalho e senti que, agora sim... Agora posso ser um segurança digno.
segunda-feira, novembro 19, 2007
Preso por ter... preso por não ter...

O "Emo", o tal que me tinha confessado a sua revolta pelos comentários de outros no autocarro, sente-se marginalizado porque, desta vez, ninguém repara nele quando entra no café.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Noutro livro inteligente...
- Deus criou um mundo previsível, observável e compreensível. Este é um grande bem.
- O mal enquanto oportunidade para fazer o bem é algo bom, tendo em conta que o que Deus nos concede de bom, não se resume a bons sentimentos ou sensações de prazer. Ele dá-nos possibilidade de ter responsabilidade, de influenciar o correr da história e de crescer. Se são possibilidades, são também escolhas. Este é também um grande bem.
Richard Swinburne, "Será que Deus existe?"
- O mal enquanto oportunidade para fazer o bem é algo bom, tendo em conta que o que Deus nos concede de bom, não se resume a bons sentimentos ou sensações de prazer. Ele dá-nos possibilidade de ter responsabilidade, de influenciar o correr da história e de crescer. Se são possibilidades, são também escolhas. Este é também um grande bem.
Richard Swinburne, "Será que Deus existe?"
Quando for tarde demais...
"A sua prata lançarão pelas ruas, e o seu ouro será como imundícia; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar do dia do Senhor."
Ezequiel 7: 19a
...e tudo darias para que o tempo voltasse atrás... Mas não volta.
Ezequiel 7: 19a
...e tudo darias para que o tempo voltasse atrás... Mas não volta.
"O dia do Senhor..."
"Nunca tinha trabalhado nem sentido o temor de Deus. Sabia menos de Deus do que do trabalho. Já tinha visto o trabalho, a ser feito por homens no recreio, com ancinhos e pás, durante seis dias por semana. Mas Deus só existia ao domingo."
Natal pensava consigo enquanto ainda estava no orfanado e ia ser adoptado por um pai austero e "temente a Deus".
William Faulkner, "Luz em Agosto"
Natal pensava consigo enquanto ainda estava no orfanado e ia ser adoptado por um pai austero e "temente a Deus".
William Faulkner, "Luz em Agosto"
quarta-feira, novembro 14, 2007
A página 161
"Compraste estes livros todos para não os leres..."
O comentário da minha mãe foi como um desafio, comecei a ler os livros que comprei numa daquelas promoções que os jornais diários oferecem.
Já li Hemingway, em dois dias (recorde), mas disso falar-vos-hei num outro dia.
Agora estou a ler William Falkner "Luz em Agosto".
Isto quem não é inteligente lê livros inteligentes para ver se dá para disfarçar...
Avó, página 161... cá vai:
"Há lugares no mundo onde um homem pode entrar, mas onde um rapaz, mesmo um jovem da tua idade, não pode. Aquele é um desses lugares. Talvez nem nunca lá devesses ter entrado. Mas é bom que vejas estas coisas, para saberes aquilo que deves evitar, de que deves fugir. Talvez até tenha sido bom que o tivesse visitado na minha companhia, para eu te poder explicar e alertar para os perigos. Além disso, a comida lá é barata."
Passo a "bola" para um amigo meu e fico-me por aqui.
O comentário da minha mãe foi como um desafio, comecei a ler os livros que comprei numa daquelas promoções que os jornais diários oferecem.
Já li Hemingway, em dois dias (recorde), mas disso falar-vos-hei num outro dia.
Agora estou a ler William Falkner "Luz em Agosto".
Isto quem não é inteligente lê livros inteligentes para ver se dá para disfarçar...
Avó, página 161... cá vai:
"Há lugares no mundo onde um homem pode entrar, mas onde um rapaz, mesmo um jovem da tua idade, não pode. Aquele é um desses lugares. Talvez nem nunca lá devesses ter entrado. Mas é bom que vejas estas coisas, para saberes aquilo que deves evitar, de que deves fugir. Talvez até tenha sido bom que o tivesse visitado na minha companhia, para eu te poder explicar e alertar para os perigos. Além disso, a comida lá é barata."
Passo a "bola" para um amigo meu e fico-me por aqui.
terça-feira, novembro 13, 2007
Vinho a copo
Numa antiga revista "Visão", de Março do presente ano, encontrei, na revista cultural dentro dela, um artigo sobre uma nova moda excêntrica que já está desenvolvida na Europa e a ganhar forma em Portugal.
"Vinho a copo", com direito a uma descrição cheia de modismos e estrangeirismos, o que ainda torna a novidade mais extravagante.
Pelos vistos, somos pioneiros em alguma coisa...
No boteco do "Palheta", o vinho é vendido ao copo. "Meia bola" é meio copo de vinho Malaquias, uma bola, é um copo cheio do elixir.
Com alguns modismos e um ambiente escuro, tudo se torna mais requintado.
"Vinho a copo", com direito a uma descrição cheia de modismos e estrangeirismos, o que ainda torna a novidade mais extravagante.
Pelos vistos, somos pioneiros em alguma coisa...
No boteco do "Palheta", o vinho é vendido ao copo. "Meia bola" é meio copo de vinho Malaquias, uma bola, é um copo cheio do elixir.
Com alguns modismos e um ambiente escuro, tudo se torna mais requintado.
sábado, novembro 10, 2007
Traumas
Ontem ajudei um ébrio a chegar a casa...
Estava deitado na estrada de barriga para cima, mas numa pose como que se estivesse a contemplar o firmamento. Perguntei-lhe: O senhor está bem? - não - respondeu prontamente ele e agarrou-se à minha mão.
O caminho até casa era curto mas foi ziguezagueado mesmo estando agarrado a mim.
Ele não cheirava álcool, cheirava bem.
Os seus olhos estava bem abertos.
Era simpático.
Não senti raiva nem lembranças de uma infância passada com um pai ébrio.
Estava deitado na estrada de barriga para cima, mas numa pose como que se estivesse a contemplar o firmamento. Perguntei-lhe: O senhor está bem? - não - respondeu prontamente ele e agarrou-se à minha mão.
O caminho até casa era curto mas foi ziguezagueado mesmo estando agarrado a mim.
Ele não cheirava álcool, cheirava bem.
Os seus olhos estava bem abertos.
Era simpático.
Não senti raiva nem lembranças de uma infância passada com um pai ébrio.
Preguiça
“A minha graça te basta…”
A frase é usada fora de contexto e é álibi para a preguiça. A graça de Deus tocava num Paulo suado do trabalho.
A frase é usada fora de contexto e é álibi para a preguiça. A graça de Deus tocava num Paulo suado do trabalho.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Meus hinos predilectos ( já nem sei qual é o número romano que ponho aqui)
Faltava esta...
The Water Boys - "The hole of the moon"
The Water Boys - "The hole of the moon"
Sentido da vida
São inúmeras as histórias de cristãos que morrem de doenças terminais e de não-cristãos que ultrapassam estas mesmas doenças.
quinta-feira, novembro 08, 2007
sexta-feira, outubro 05, 2007
quarta-feira, setembro 12, 2007
E é assim este blogue...
Ora está com vida em abundância, mas pouco permanente, ou, do nada, morre.
Nem esperneia. Ele virá outra vez, da mesma forma como o vistes ir.
Nem esperneia. Ele virá outra vez, da mesma forma como o vistes ir.
terça-feira, setembro 04, 2007
A auto estima
Não tem tanto a ver com quem de facto sou, mas mais com a forma como lido com quem penso que sou.
Muito a aprender, portanto.
Muito a aprender, portanto.
segunda-feira, setembro 03, 2007
A acusação
"Então respondeu Satanás ao Senhor e disse: Porventura, teme Jó a Deus debalde? Porventura, não o cercaste tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de suas mãos abençoaste e o seu gado está aumentado na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema de ti na tua face."
Job 1: 9-11
Satanás é um bufo, queixinhas, acusador. No caso bíblico mentia, mas sei de vezes em que lhe dou razão.
O que lhe dirá de Deus quando confirmo a palavra do maligno?
Job 1: 9-11
Satanás é um bufo, queixinhas, acusador. No caso bíblico mentia, mas sei de vezes em que lhe dou razão.
O que lhe dirá de Deus quando confirmo a palavra do maligno?
sábado, setembro 01, 2007
A esposa
Quem lê o Velho Testamento percebe que o povo de Deus, se fosse uma esposa, era uma daquelas que andam sempre na rua com trajes menores.
Será que mudou alguma coisa?
Grande milagre acontecerá para sermos a noiva de Cristo...
"... Tão grande amor, maravilhoso amor..."
Será que mudou alguma coisa?
Grande milagre acontecerá para sermos a noiva de Cristo...
"... Tão grande amor, maravilhoso amor..."
Efeito espelho
"Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim."
Salmo 51:2-3
Encarar o pecado, vê-lo como se de um espelho se tratasse, faz-nos ver a nossa miséria. Diria que caímos quando esquecemos a aparência do nosso pecado.
Salmo 51:2-3
Encarar o pecado, vê-lo como se de um espelho se tratasse, faz-nos ver a nossa miséria. Diria que caímos quando esquecemos a aparência do nosso pecado.
quarta-feira, agosto 29, 2007
Só carne e ossos?
Então o que é que nos faz chorar, rir, sonhar, apaixonar, odiar, amar, perseguir objectivos, olhar para cima à procura de auxílio, ter medo, dar-nos em prol de outros?
Bifurcação
Temos que escolher entre viver de acordo com a nossa perspectiva, facilitando a vida, mas afastando-nos de Deus ou morrer e conhecê-lO.
Morrendo é que viveremos verdadeiramente.
Morrendo é que viveremos verdadeiramente.
terça-feira, agosto 28, 2007
O Deus que procura II
" E, vendo o Senhor que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.
E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que estás é terra santa."
Êxodo 3: 4-5
E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que estás é terra santa."
Êxodo 3: 4-5
Consciência
“E os homens de Ai feriram deles trinta e seis, e seguiram-nos desde a porta até Sebarim, e feriram-nos nas descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água.”
Josué 7:5
De um exército de dois mil, morrem trinta e seis e foge o resto de medo?
O peso do pecado na consciência, faz-nos ver os problemas sempre maiores do que eles são.
Josué 7:5
De um exército de dois mil, morrem trinta e seis e foge o resto de medo?
O peso do pecado na consciência, faz-nos ver os problemas sempre maiores do que eles são.
segunda-feira, agosto 27, 2007
O Deus que procura
"E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus a Abraão: Onde estás?"
Génesis 3:8-9
A história do Homem em dois versículos.
Génesis 3:8-9
A história do Homem em dois versículos.
Dá glória a Deus não ao capeta
“…O Senhor o deu o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”
Job 1:21b
Vermos a dádiva de Deus na catástrofe pode ser o factor para transformar a maldição em bênção
Job 1:21b
Vermos a dádiva de Deus na catástrofe pode ser o factor para transformar a maldição em bênção
sábado, agosto 25, 2007
sexta-feira, agosto 24, 2007
Evangelização
…Eu e a minha serviremos ao Senhor…
Josué não insiste para que o povo sirva ao Senhor, antes, decidiu com convicção para si e deixou o povo escolher.
Como faz falta à liderança perceberem que os liderados têm capacidade e a responsabilidade de decidir, bem ou mal. Creio que se trata de uma questão de controle.
Josué não insiste para que o povo sirva ao Senhor, antes, decidiu com convicção para si e deixou o povo escolher.
Como faz falta à liderança perceberem que os liderados têm capacidade e a responsabilidade de decidir, bem ou mal. Creio que se trata de uma questão de controle.
Minuto verde
Parece fácil mas é difícil manter um blogue com escrita diária regular. Ainda mais difícil é mantê-lo com qualidade. Eu nunca consegui nenhum dos dois. Mas existem por aí verdadeiros heróis que atingem a façanha.
Mesmo esses, têm dias em que escrevem só para não deixar de escrever.
Faz-me lembrar a rubrica “Minuto Verde” que a Quercus tem no “Bom Dia Portugal” da RTP 1. Há dias atrás falaram de focas…
Pois é, temos mesmo que aprender a lidar com focas, elas andam por aí aos “pontapés”.
Mesmo esses, têm dias em que escrevem só para não deixar de escrever.
Faz-me lembrar a rubrica “Minuto Verde” que a Quercus tem no “Bom Dia Portugal” da RTP 1. Há dias atrás falaram de focas…
Pois é, temos mesmo que aprender a lidar com focas, elas andam por aí aos “pontapés”.
quinta-feira, agosto 23, 2007
...não tens bracinhos, não comes bolachinhas...
O Baptismo Católico pago nas Filipinas não pode ser suportado por grande parte da população indígena.
Grande parte dessa população é católica, como gostamos de dizer, "praticante".
O Baptismo, na doutrina católica, é uma sacramento, quem não o faz não é salvo.
Grande parte dessa população é católica, como gostamos de dizer, "praticante".
O Baptismo, na doutrina católica, é uma sacramento, quem não o faz não é salvo.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Ontem de manhã nas notícias...
Duas que me chamaram a atenção:
- O adepto benfiquista em relação ao Fernando Santos: "O Fernando Santos não presta. Não sabe mandar em homens, vê-os a correr e não ralha com eles! Não presta."
- O vício da moda é o trabalho.
Ora aí está um que nunca me há-de tocar.
- O adepto benfiquista em relação ao Fernando Santos: "O Fernando Santos não presta. Não sabe mandar em homens, vê-os a correr e não ralha com eles! Não presta."
- O vício da moda é o trabalho.
Ora aí está um que nunca me há-de tocar.
Descobri hoje que a cadela se chama "Boneca"
"Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna." João 6: 69
A portaria onde estou a trabalhar agora, tem uma cadela. Não foi comprada nem adquirida pela empresa. Deveria ser um cadela abandonada, rafeira, e que, sem uma melhor solução, apareceu por aqui um dia, e por aqui ficou. Encontrou comida e a felicidade.
Desde o primeiro dia que trabalho, que ela, mesmo sem me conhecer, acompanha-me nas rondas que faço tal como fosse o meu animal de estimação. Parece que ela foi feita para seguir...
Fiel, obediente, talvez esta seja a sua forma de retribuir, a sua única forma...
Deus deu-nos mais do que restos e comida que não queria. Ele deu-nos vida quando nós andávamos, tal como ela, perdidos e abandonados.
Há algo nesta cadela que me ensina muito em relação ao meu relacionamento com Deus.
Desde o primeiro dia que trabalho, que ela, mesmo sem me conhecer, acompanha-me nas rondas que faço tal como fosse o meu animal de estimação. Parece que ela foi feita para seguir...
Fiel, obediente, talvez esta seja a sua forma de retribuir, a sua única forma...
Deus deu-nos mais do que restos e comida que não queria. Ele deu-nos vida quando nós andávamos, tal como ela, perdidos e abandonados.
Há algo nesta cadela que me ensina muito em relação ao meu relacionamento com Deus.
terça-feira, agosto 21, 2007
A minha mãe nos Estados Unidos da América
Verdade
"Então, disse Josué a Acã: Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor, Deus de Israel, e faze confissão perante Ele; e declara-me agora o que fizeste."
Josué 7:19
A verdade é mais do descrever acuradamente os factos como aconteceram. Há um significado muito mais profundo na verdade.
A verdade é dar glória a Deus.
Josué 7:19
A verdade é mais do descrever acuradamente os factos como aconteceram. Há um significado muito mais profundo na verdade.
A verdade é dar glória a Deus.
segunda-feira, agosto 20, 2007
Salto malandro
Um má interpretação da graça de Deus leva-nos a pedir a solução para os nossos problemas sem nos predispormos a palmilhar o caminho que leva a essa solução.
O caminho da obediência e da submissão.
É sempre mais fácil pedir, "Senhor salva-me da minha miséria... cura-me... ajuda-me...", mas continuamos com os mesmos erros de sempre. E achamos que Deus vai-nos fazer parar de agir de certa forma sem a nossa intervenção.
Deus nunca fêz tal coisa. Deus nunca agiu em vez do homem, em algo que ele mesmo podia fazer...
Tenho a sensação que Deus preferiria que parássemos com estes choradinhos todos e começássemos a percorrer o caminho.
Então, uma vez no caminho, dependemos dEle para permanecer.
O caminho da obediência e da submissão.
É sempre mais fácil pedir, "Senhor salva-me da minha miséria... cura-me... ajuda-me...", mas continuamos com os mesmos erros de sempre. E achamos que Deus vai-nos fazer parar de agir de certa forma sem a nossa intervenção.
Deus nunca fêz tal coisa. Deus nunca agiu em vez do homem, em algo que ele mesmo podia fazer...
Tenho a sensação que Deus preferiria que parássemos com estes choradinhos todos e começássemos a percorrer o caminho.
Então, uma vez no caminho, dependemos dEle para permanecer.
domingo, agosto 19, 2007
sábado, agosto 18, 2007
Coisas que nunca deviam acabar. nem no céu.
Churrascos em parques naturais com amigos e um jogo da bola!
Cidades de refúgio
"Nossas igrejas precisam parar de ser santuários nacionais e ser mais como um barzinho de bairro, parar de ser catedrais inacessíveis e ser mais como hospitais bem procurados, lugares onde as pessoas levam o seu sofrimento, e não monumentos para serem admirados: lugares onde se possam curar feridas."
Charles R. Swindoll, Vivendo sem máscaras.
O mais caricato é que nós com os nossos edifícios alugados, sem o glamour norte amreicano, e com uma aparente distância de sermos acusados deste comentário, somos também alvos dele.
O querer ser catedral não é físico, o não ser um lugar de refúgio não tem nada a ver com o tamanho do edifício. Tem tudo a ver com o nosso coração.
Charles R. Swindoll, Vivendo sem máscaras.
O mais caricato é que nós com os nossos edifícios alugados, sem o glamour norte amreicano, e com uma aparente distância de sermos acusados deste comentário, somos também alvos dele.
O querer ser catedral não é físico, o não ser um lugar de refúgio não tem nada a ver com o tamanho do edifício. Tem tudo a ver com o nosso coração.
sexta-feira, agosto 17, 2007
Luto
A irmã Fernanda está com o Senhor.
Os meus pêsames à família e a oração de conforto da parte do Senhor às vossas vidas!
Louvo a Deus pela vida da sua Filha.
Os meus pêsames à família e a oração de conforto da parte do Senhor às vossas vidas!
Louvo a Deus pela vida da sua Filha.
O bigode outra vez
Nunca estive bem convicto.
Pensava: "Era interessante, mas não sei se me ia ficar bem! Um biogode? É tipo quem vai para uma tourada de corda. Tem-se um certo receio mas "chamamos" pela nossa virilidade e, logo parece que estamos com muita vontade para ir desafiar a besta. Estamos mas não estamos. "
É muito complicada esta minha questão do bigode... Eu sou muito complicado.
Mas rematando esta conversa, que sinto que não me está a levar a lado nenhum...
Tinha dito que ia deixar o bigode crescer. Então deixei a pêra, para disfarçar. Ontem, quando ia cortar a pêra para deixar o bigode apenas, correu mal e ficou o bigode torto.
Fiquei contente... não tenho bigode.
Com toda esta indecisão, percebo que para se ter um biogode é preciso um certo estofo de Campeão. Não o tenho.
Pensava: "Era interessante, mas não sei se me ia ficar bem! Um biogode? É tipo quem vai para uma tourada de corda. Tem-se um certo receio mas "chamamos" pela nossa virilidade e, logo parece que estamos com muita vontade para ir desafiar a besta. Estamos mas não estamos. "
É muito complicada esta minha questão do bigode... Eu sou muito complicado.
Mas rematando esta conversa, que sinto que não me está a levar a lado nenhum...
Tinha dito que ia deixar o bigode crescer. Então deixei a pêra, para disfarçar. Ontem, quando ia cortar a pêra para deixar o bigode apenas, correu mal e ficou o bigode torto.
Fiquei contente... não tenho bigode.
Com toda esta indecisão, percebo que para se ter um biogode é preciso um certo estofo de Campeão. Não o tenho.
quinta-feira, agosto 16, 2007
Em mês de férias da blogosfera e porque comprámos um leitor de DVD, vejo filmes em casa.

Um fez-se de morto e depois escondeu-se numa gruta até ser encontrado pelas tropas norte americanas e ter sido feito prisioneiro de guerra.
Outro lutou, arriscou a vida pelo país e pelos amigos, no fim foi reconhecido como um bom soldado. Era padeiro.
Ambos sobreviveram... terão conseguido ambos a mesma proeza?
o descanso do soldado
Tenho a contínua sensação que na vida, se for levada com sabedoria (o que nem sempre é o meu caso), há uma altura em que descansamos, gozamos o fruto do nosso esforço e lutas, os problemas ganham uma dimensão e uma influência muito menores.
Não estou a falar ainda do céu, tenho a sensação de que isso acontece mesmo durante esta vida!
No entanto, ultimamente, esta minha sensação tem-se desvanecido. Estou cada vez mais convencido de que a vida é uma batalha contínua, uma maratona, com já disse antes.
Esta impressão que tenho, e que parece um tipo de descanso do soldado antes do céu, é causada com certeza pela convivência com pessoas admiráveis como a minha mãe, ou também esta senhora e muitas outras pessoas que parece que já venceram e pronto.
Ensinem-me como é que o fazem.
Não estou a falar ainda do céu, tenho a sensação de que isso acontece mesmo durante esta vida!
No entanto, ultimamente, esta minha sensação tem-se desvanecido. Estou cada vez mais convencido de que a vida é uma batalha contínua, uma maratona, com já disse antes.
Esta impressão que tenho, e que parece um tipo de descanso do soldado antes do céu, é causada com certeza pela convivência com pessoas admiráveis como a minha mãe, ou também esta senhora e muitas outras pessoas que parece que já venceram e pronto.
Ensinem-me como é que o fazem.
Um novo fenómeno
Como quase sempre, é algo completamente desinteressante. Agora, sinto-me como na publicidade da prevenção rodoviária, eufórico...
Estou a aderir a todos os convites que me endereçam para criar uma conta em páginas pessoais tipo, myspace, hi5, etc.
Não sei bem explicar bem porquê, nem tem explicação, sou urso e pronto. Deve ser da ociosidade ou das horas que passo no "trabalho" sentado sem grande coisa para fazer.
"Devias era ler, Ismael"
Pois era.
Um amigo meu chama a isto de calhandrice. E eu sei que estás a ver isto!
Ainda falta começar a pôr fotos no flickr. Também tenho um.
Estou a aderir a todos os convites que me endereçam para criar uma conta em páginas pessoais tipo, myspace, hi5, etc.
Não sei bem explicar bem porquê, nem tem explicação, sou urso e pronto. Deve ser da ociosidade ou das horas que passo no "trabalho" sentado sem grande coisa para fazer.
"Devias era ler, Ismael"
Pois era.
Um amigo meu chama a isto de calhandrice. E eu sei que estás a ver isto!
Ainda falta começar a pôr fotos no flickr. Também tenho um.
quarta-feira, agosto 15, 2007
terça-feira, agosto 14, 2007
O escândalo do escandaloso
Somos todos pecadores, todos pessoas com um ou outro podre, com uma ou outra luta, com uma outra telha de vidro. Claro que uns escondem melhor do que outros, mas quando confrontados, todos, se formos honestos, admitimos o mesmo.
Fica claro, então, que estamos todos no mesmo barco, e neste barco não existem caves nem porões, como muitos por aí pensam.
Há um Capitão, e o resto são marinheiros.
Pergunto-me, então porque razão há-de haver sempre grande espanto entre nós quando, no meio de pecadores, um pecador assume que peca e que não está a lidar bem com isso?
Fica claro, então, que estamos todos no mesmo barco, e neste barco não existem caves nem porões, como muitos por aí pensam.
Há um Capitão, e o resto são marinheiros.
Pergunto-me, então porque razão há-de haver sempre grande espanto entre nós quando, no meio de pecadores, um pecador assume que peca e que não está a lidar bem com isso?
domingo, agosto 12, 2007
Há coisas que nunca mudam...
Continuam a ser os motores de pesquisa, com assuntos que não têm muito a ver com o meu blogue, que alimentam grande parte das visitas deste maravilhoso sítio na internet.
A diferença é que agora são menos os intencionais.
A diferença é que agora são menos os intencionais.
sábado, agosto 11, 2007
Obediência
"I was in the central highlands in Vietnam when someone remarked about how christians suffer there. One vietnamese remarked:
-Suffering is not the worst thing that can happen to us. Disobedience to God is the worst thing."
Tom white, in Jesus Freaks, Dc Talk and the voice of Martyrs
-Suffering is not the worst thing that can happen to us. Disobedience to God is the worst thing."
Tom white, in Jesus Freaks, Dc Talk and the voice of Martyrs
sexta-feira, agosto 10, 2007
O meu colega
Esta conversa teve outro conteúdo, obsceno. Até o podia usar, mas não quero.
Prefiro mudar as palavras torpes por palavras técnicas. Mesmo assim, creio que haverão alguns corações escandalizados.
"You can deal with it."
O meu colega (guarda como eu), já está neste ofício há anos e por isso já tem guerras e frustrações com esse tempo de existência.
A conversar comigo, o caloiro que ainda vê tudo com bons olhos, desabafou o seguinte:
"...Aqueles pénis, deviam ir para o pénis, querem me enganar os filhos de uma prostituta. Há dias atrás falei com o José e disse-lhe que não valiam as desculpas porque quanto mais se mexe nas fezes, e peço perdão pela palavra, pior cheira..."
Impressionante, o cota levou uns minutos a falar em orgãos sexuais e prostitutas, depois, vindo do nada, ganha consciência e quando fala da defecação pede perdão e fica delicado de repente.
Bipolaridade?
Prefiro mudar as palavras torpes por palavras técnicas. Mesmo assim, creio que haverão alguns corações escandalizados.
"You can deal with it."
O meu colega (guarda como eu), já está neste ofício há anos e por isso já tem guerras e frustrações com esse tempo de existência.
A conversar comigo, o caloiro que ainda vê tudo com bons olhos, desabafou o seguinte:
"...Aqueles pénis, deviam ir para o pénis, querem me enganar os filhos de uma prostituta. Há dias atrás falei com o José e disse-lhe que não valiam as desculpas porque quanto mais se mexe nas fezes, e peço perdão pela palavra, pior cheira..."
Impressionante, o cota levou uns minutos a falar em orgãos sexuais e prostitutas, depois, vindo do nada, ganha consciência e quando fala da defecação pede perdão e fica delicado de repente.
Bipolaridade?
quinta-feira, agosto 09, 2007
A curva
"... Pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia e à maldade para a maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça."
Romanos 6: 19
Sei que alguém disse que, a velocidade só interessa quando se vai na direcção certa (Estas tuas citações tiradas do bolso, Ismael...).
Para quem se converte, não perca a embalagem, mas mude de sentido.
Romanos 6: 19
Sei que alguém disse que, a velocidade só interessa quando se vai na direcção certa (Estas tuas citações tiradas do bolso, Ismael...).
Para quem se converte, não perca a embalagem, mas mude de sentido.
Morte
Quero deixar,
Quero abrir a mão,
Quero parar de sonhar,
de buscar
e de esperar.
Quero viver desinteressadamente e desprendidamente
Quero ter nada,
Quero querer nada,
Quero perder o interesse,
O entusiasmo pelas coisas.
Quero não ter expectativas,
Quero não andar atrás de nada,
E viver, quero viver, um dia de cada vez,
Dias normais, banais, pequenos,
Dias sem inquietações
Quero viver desinteressadamente e desprendidamente.
Quero abrir a mão,
Quero parar de sonhar,
de buscar
e de esperar.
Quero viver desinteressadamente e desprendidamente
Quero ter nada,
Quero querer nada,
Quero perder o interesse,
O entusiasmo pelas coisas.
Quero não ter expectativas,
Quero não andar atrás de nada,
E viver, quero viver, um dia de cada vez,
Dias normais, banais, pequenos,
Dias sem inquietações
Quero viver desinteressadamente e desprendidamente.
quarta-feira, agosto 08, 2007
Só mais uma coisinha...
Este rapaz sabe o que diz! Diz muito, o que é discutível no que toca a escrita de blogues, mas diz bem.
A minha vida
Quem sofre de males, haverá de lutar sempre contra eles.
Tenho aprendido que a vida é a tal maratona e que um lugar ao sol, mesmo só no céu.
O trabalho remunerado ajudou muito na forma como vivo e vejo a vida. Ajudou-me a ver as possibilidades e as perpectivas do futuro.
Para quem meteu os pés pelas mãos e nunca está garantido de que não voltará ao mesmo, ainda creio que Deus poderá usar este vaso. porque a glória não está no recipiente, mas no que o recipiente leva, já dizia Paulo.
Imagino-me a servir como comumente, mas erradamente, se diz, a tempo parcial. Imagino-me um "fazedor de tendas", que é como quem diz um guarda nocturno.
Os primeiros dois meses de ordenado foram para pôr em ordem um data de compromissos meus e para presentear-me a mim e aos meus com "regalos". Agora é poupar, as grandes compras ainda estão por vir, mas só daqui a meses.
Para finalizar, nada menos do que grande alegria enche a minha vida quando tenho sabido notícias de amigos e colegas meus que estão a fazer o que devem e a viver o seu sonho, melhor, o sonho de Deus. A mim, ainda é a espera que manda, essa é a minha missão agora.
P.S. - Espero não ter que usar a errata.
Tenho aprendido que a vida é a tal maratona e que um lugar ao sol, mesmo só no céu.
O trabalho remunerado ajudou muito na forma como vivo e vejo a vida. Ajudou-me a ver as possibilidades e as perpectivas do futuro.
Para quem meteu os pés pelas mãos e nunca está garantido de que não voltará ao mesmo, ainda creio que Deus poderá usar este vaso. porque a glória não está no recipiente, mas no que o recipiente leva, já dizia Paulo.
Imagino-me a servir como comumente, mas erradamente, se diz, a tempo parcial. Imagino-me um "fazedor de tendas", que é como quem diz um guarda nocturno.
Os primeiros dois meses de ordenado foram para pôr em ordem um data de compromissos meus e para presentear-me a mim e aos meus com "regalos". Agora é poupar, as grandes compras ainda estão por vir, mas só daqui a meses.
Para finalizar, nada menos do que grande alegria enche a minha vida quando tenho sabido notícias de amigos e colegas meus que estão a fazer o que devem e a viver o seu sonho, melhor, o sonho de Deus. A mim, ainda é a espera que manda, essa é a minha missão agora.
P.S. - Espero não ter que usar a errata.
Sem desculpas agora...
Já tenho internet, e tenho-a em qualquer lugar, a qualquer hora.
Agora só falta escrever alguma coisinha.
Amigo, só vem cá quem quer...
Agora só falta escrever alguma coisinha.
Amigo, só vem cá quem quer...
terça-feira, julho 31, 2007
Um dia qualquer...
Hei-de voltar a escrever com regularidade.
Hei-de voltar a dizer coisas com algum interesse.
Hei-de voltar com a obsessão pelas visitas do meu blogue.
Hei-de escrever, não só com regularidade, mas com abundância!
Paciência, fieis leitores!
Hei-de voltar a dizer coisas com algum interesse.
Hei-de voltar com a obsessão pelas visitas do meu blogue.
Hei-de escrever, não só com regularidade, mas com abundância!
Paciência, fieis leitores!
quarta-feira, julho 18, 2007
Ele avisou-vos!
O meu antigo colaborador, o tal do mosteiro, é que tinha razão.
Este rapaz começa agora mas, daqui a pouco, pára outra vez!
Bons velhos tempos em que tinha a internet na cave da minha moradia e todos os dias escrevia não um, mas dois posts.
A relevância destes, por outro lado, era discutível...mesmo assim, como diz o meu irmão:
"Já comemos toucinho com mais cabelo."
Este rapaz começa agora mas, daqui a pouco, pára outra vez!
Bons velhos tempos em que tinha a internet na cave da minha moradia e todos os dias escrevia não um, mas dois posts.
A relevância destes, por outro lado, era discutível...mesmo assim, como diz o meu irmão:
"Já comemos toucinho com mais cabelo."
terça-feira, junho 05, 2007
Errata
No post abaixo, deve se ler "erratas" em vez de Errastas.
P.S. Eu disse, não disse? Isto auto sustenta-se!
P.S. Eu disse, não disse? Isto auto sustenta-se!
terça-feira, maio 29, 2007
Errata
No post de terça Feira, 22 de Maio de 2007, deve-se ler "Uma questão", em vez de "Um questão".
Ora aqui está uma soberba alteração ao meu blogue! Antes editava as mensagens e fazia de conta que nada tinha acontecido e que escrevia sem erros nenhuns.
Mesmo assim, encontram-se mais erros, de vária ordem, na minha escrita que mais valia deixar tudo como estava.
Aliás, foi esta a minha discussão interna ao decidir esta alteração. Anulando, desde logo, a tolice de editar os posts, escreveria a frio e o que ficasse ficava ou então corrigiria os meus erros com uma errata.
O que me admira nesta questão é a capacidade que tive de, num post composto por um título e uma frase simples, conseguir fazer um erro de escrita que só agora foi notado.
Mais virão! Aposto que ainda vou fazer erratas de errastas e assim sucessivamente! Vai ser lindo vai...
Ora aqui está uma soberba alteração ao meu blogue! Antes editava as mensagens e fazia de conta que nada tinha acontecido e que escrevia sem erros nenhuns.
Mesmo assim, encontram-se mais erros, de vária ordem, na minha escrita que mais valia deixar tudo como estava.
Aliás, foi esta a minha discussão interna ao decidir esta alteração. Anulando, desde logo, a tolice de editar os posts, escreveria a frio e o que ficasse ficava ou então corrigiria os meus erros com uma errata.
O que me admira nesta questão é a capacidade que tive de, num post composto por um título e uma frase simples, conseguir fazer um erro de escrita que só agora foi notado.
Mais virão! Aposto que ainda vou fazer erratas de errastas e assim sucessivamente! Vai ser lindo vai...
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