sexta-feira, janeiro 16, 2015

Domesticar línguas

Já Tiago diz, na sua epístola, que a língua, apesar de pequena, é capaz de grandes coisas.
Aqui, lembro o que li de C.S. Lewis em "Cristianismo puro e simples". Não vou citar, porque não me lembro com exactidão, nem tenho o livro comigo. Mas ele dizia que, a quantidade de bem ou mal que alguém pode fazer a outrém, é equiparada com o poder que possui.
Por exemplo, um animal não consegue trazer um bem ao mundo que o afete globlamente, mas também não um mal. Subindo na "escada"... Talvez uma pessoa normal, povo ou classe média, possa fazer mais ainda, tudo se torna mais claro quando comparamos a influência que esta pessoa tem com a influência que um governante de uma potência mundial tem. Pode fazer muito bem, mas também muito mal.
Assim é a língua. é capaz das melhores coisas, mas também das piores. É difícil de controlar, até por adultos e pessoas tementes ao Senhor, quanto mais por crianças.

Joel Beeke continua, na sua senda à minha vida, de ensinar a ser pai.
Primeiro temos nós que controlar a nossa língua, para depois ensinarmos os outros. Recorrentemente exigimos dos nossos pequeninos um controle que nem nós temos.
A outra coisa que sai como consequêcia disto, tal como vimos no capítulo passado, é que o meu exemplo ensina mais do que quaisquer palavras.
Finalmente, ensinar os nossos filhos a usar a língua da forma mais correta possível. Para falar de Jesus e do Seu amor.
Se queremos filhos que falem bem temos que ser pais que falem melhor. O desafio é primeiro para nós.  

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Lucas 11

Este capítulo é bom e grande demais para falar dele todo em apenas um post. Vou falar de uma parte apenas.
O capítulo é grande e bom demais porque o Senhor Jesus fala da oração como sendo a respiração espiritual para o filho de Deus. Devemos pedir e o Pai dar-nos-há o Espírito Santo.
Este capítulo fala sobre o sinal do profeta Jonas. Fala também sobre um convite para uma refeição e um convidado pouco ortodoxo nas suas palavras para quem o convidou.

Fala de espíritos demoníacos.
Quando lemos: Lucas 11: 26,
"Então leva consigo outros sete espíritos piores do que ele; e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro." (devem ler o contexto em que isto é dito.), percebemos que não basta pararmos com algum comportamento pecaminoso, nem basta "arrumarmos a casa" para que sejamos verdadeiramente limpos.
Há decisões que são apenas "lavagens de cara". Pensamos que isso é conversão, mas não é. Obviamente, cada um sabe de si e Deus de todos, mas devemos perceber que, muita "apostasia", como nos fala a Palavra, é exactamente porque (também como nos conta Jesus) o terreno em que caiu a semente não era bom e chegou a dar fruto, ou seja não chegou a acontecer conversão.
O maior drama é que, se apenas "lavarmos a cara", pensando que estamos a seguir a Deus, não estamos.
Quando menos esperarmos, se não buscarmos conversão verdadeira, o demónio volta e volta mais forte, e ficamos piores do que quando estávamos quando a nossa vida estava em "pantanas" o que nos levou pedir socorro a Deus.
Infelizmente,não aproveitámos para deixar Deus entrar, quisemos fazer as coisas pela metade. O resultado é que nada foi feito.

Ensinar a ouvir

Continuo a ler o livro de Joel Beeke “Parenting by God's promisses” e desta vez, ele fala sobre a arte de ouvir.
Ouvir é um exercício de humildade. O que faz com que, as dificuldades naturais que temos em sermos bons ouvintes, apenas provam o quão orgulhosos somos.
Coisas como, ouvir já a pensar na resposta, ouvir pensando apenas na nossa situação ou problema são evidencias clara disto mesmo.

Não fugindo do propósito do capítulo, que é ensinar esta arte aos nossos filhos, fica claro que, primeiro temos nós que apreendê-la. Partindo logo para a segunda lição deste processo, percebemos, por isso, que ensinaremos a ouvir aos nossos filhos de formos exemplo para eles neste assunto.

Acima de tudo, ouvir é importante porque a Bíblia diz, e depois porque abraçamos a Bíblia ouvindo-a.

Finalmente, para além de sermos modelos no que toca a ouvir, há uma série de comportamentos de respeito que devemos aos nossos filhos. Tais como, olhar nos olhos, ouvir com atenção o que eles dizem, para o que fazemos para comunicar.

Enquanto lia este capítulo, num café, ouvia, sem ser de propósito, um pai que se queixava da personalidade da sua filha. “não sei a quem é que ela foi buscar aquele génio...” Custa-nos admitir, mas a resposta a esta indagação é a que menos queremos ouvir, e não queremos ouvir, porque não reconhecemos quem somos e as nossas fraquezas.
Os nosso filhos terão grande tendência de ser o que gostamos se lhes ensinarmos o que gostamos e a forma santa de vive. Nada disto vem naturalmente, vem tudo com esforço, tempo e afinco.

sábado, janeiro 10, 2015

Ensinar

Piedade

De todas as coisas que estamos, como pais, altamente motivados a ensinar aos nossos filhos, com certeza que, piedade não é a mais naturalmente lembrada.
Piedade, soa-nos a ultrapassado, soa a tempo de enfado e sem qualquer atração.

No entanto, se piedade é, "o desenvolvimento de um atitude de mente e alma correta em relação a Deus" como diz Calvino, deixem-me dizer que o ser enfadante ou pouco atrativo, de nada interessa.

Esta é parte da tese de Joel Beeke, A piedade é um valor em si mesmo. Se os pais forem fiéis e ensinarem, com zelo, o que é mesmo importante aos filhos, a seu tempo, Deus dará o fruto pela fidelidade.
Filhos piedosos e tementes ao Senhor.

Mas Beeke ensina que se formos relacionais (por oposição a palestrantes) na partilha destas verdades, a piedade será algo que entrará no coração da criança com grande entusiasmo.
Se, no ensino, cantarmos, conversarmos, deixarmos que sejam feitas perguntas e participações, este pode ser um caminho útil, mas também agradável.

Confissão:

Eu não tenho ensinado piedade aos meus filhos. Sinto-me altamente desafiado a iniciar este caminho.

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Parenting by God's promisses

Joel Beeke ensina que os nossos filhos têm que ter a certeza de que, mesmo quando são castigados, o são amorosamente. O conselho de que, o castigo deve ser dado num quarto privado, havendo explicação da sua razão, sem raiva, promovendo o relacionamento posterior e terminando com oração, parece-me muito bem, apesar de desafiante.
O afinco do ensino Bíblico tem que estar presente.
Ele cita o puritano Richard Baxter "Faz com que o cerne do teu esforço na sua educação seja em mostrar a santidade a eles como sendo algo da maior importância, honrável, lucrativo,agradável, delicioso e um bom estado de vida."
Que alvo tremendo para se ter na educação dos filhos.

Joel Beeke enfatiza por todo o livro que mesmo sendo os melhores pais, mesmo que cumpramos todos os requisitos, só Deus pode mudar os corações e transformar os nossos filhos em filhos de Deus.

Tenhamos fé em Deus, fazendo o nosso melhor para cumprir o mandato que o Senhor nos deu.

Filhos de Abraão

"Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua;"
Génesis 15: 13a

Somos, portanto, semente de Abraão.

Lucas 9

Herodes pensava que uma decapitação era suficiente para interromper qualquer tipo de movimento que incomodasse a sua ímpia rotina de vida, que tinha sido, há tão pouco tempo, reconquistada. Enganou-se.

Em relação a todas as comunidades que se chamam cristãs e que são satânicas, há uma vontade, em mim, carnal, de banir tudo, de ser juíz, de impedir todos de fazer o que fazem. Não sei como, mas lá que há essa vontade, há.
Jesus ensina que quem é contra Ele, faça o que fizer, será sempre contra Ele e, quem é por Ele, faça o que fizer, será sempre por Ele. Parece que o que Jesus está a dizer é que ninguém precisa provar nada, nem demonstrar, porque o que é, é.
Deixa-os lá estar, apenas faz o teu trabalho, disse-me o Senhor.

quarta-feira, janeiro 08, 2014

Três coisas

Primeiro: Já não escrevo há muito tempo. Isso faz-me mal a mim e a vós bem.
Segundo: Luto com a constante tentação de fazer apenas o mínimos expectáveis.
Terceiro: O culto, mundano, da personalidade tem feito voltar os "heróis humanos" que fazem tudo bem e são dotados em inúmeras áreas. Pensando bem, muito disso é "fogo de vista", mas lá atraente é. Tenho que mortificar a minha mente neste desejo (obviamente, fico-me mesmo pelo mero desejo) também.

segunda-feira, junho 03, 2013

Uma questão que me assalta



À medida que leio um livro acerca de oração, sou incomodado, constantemente, por uma questão acerca da vida cristã.
Porque é que vivo como devo viver? O que é que faz com que eu deva ser obediente? O que é que me leva a ser alguém de oração? O que é que me motiva a ter fé, vontade de estar com Deus, fazer boas obras?

Vejo claramente que duas pessoas podem exibir o mesmo comportamento de “bom cristão”, e nem por isso, ambos estarem em paz com Deus.

Os meios não nos levam ao fim.
A oração não é uma forma de eu conseguir algo.
A obediência não me torna mais espiritual.
A confiança não me faz aproximar de Deus.

Primeiro, Deus oferece-nos o fim. Deus, em Cristo, justifica-nos, anulando o poder do pecado obre nós. Esta acção de Deus sobre nós permite a nossa comunhão com Deus. Tudo isto é oferecido por Deus a nós. Depois, a oração, a fé, a confiança, a obediência, e outras boas obras são, acto de adoração e gratidão pelo que Deus nos fez. Mas creio que o ensino Bíblico vai ainda mais longe, nenhuma destas obras ou disciplinas, ou relacionamentos com Deus (como as quiserem chamar), são obra nossa. Deus age em nós levando-nos a crescer em cada uma delas.

Sendo assim, a oração acontece porque Deus colocou em mim um desejo de O conhecer e, por isso, busco-O. A obediência acontece porque Deus colocou em mim um amor tal por Ele que o meu maior anseio é obedecer e fazer a Sua vontade.
A pergunta que surge imediatamente, então, é, “porque é que uns oram mais do que outros, uns são mais obedientes do que outros?”

Creio que a reposta pode ser dada, pelo menos, de duas formas:
Em primeiro lugar, acredito que muitos membros de igrejas que reputamos por serem salvos, porque certo dia levantaram a mão a um apelo, não são salvos. Muita gente nas igrejas é religiosa, aficionada, interessada, curiosa, mas não convertida. Em segundo lugar, é ensino Bíblico que é possível crescermos na fé e no compromisso com o Senhor. Se é possível crescer, entende-se que hajam uns mais “infantis” do que outros.
A grande questão que tenho em relação a estes casos, é que parece que a largíssima maioria da membresia das igrejas é espiritualmente infantil, e não faz nada em relação a isso.
A questão, como tinha dito anteriormente é: Será que o cristão, realmente convertido, não quer crescer?

quinta-feira, maio 09, 2013

Estabilidade

Cheguei à ilha do Faial, Açores há, pouco mais de, três meses. Mudámos a nossa vida, porque decidimos aceitar um convite para pastorear a Igreja Baptista da Horta, a única cidade da ilha.
Nestes três meses, já muita coisa aconteceu, entre elas, duas mudanças de casa.
Para quem me conhece, sabe que, mudanças é do que menos gosto. Sinto-me completamente "fora de água" quando vivo aquelas semanas de transição, perco qualquer rotina que tenha construído, pareço perdido, desconfortável, "na lua", etc.
O meu anseio é conseguir uma rotina que englobe fazer exercício, estudar, pastorear, tempo com a família, e descanso, de forma regular. A isto chamo de estabilidade.

Receio que esteja a depender demais deste meu anseio, em vez de fazer o que tem que ser feito em qualquer circunstância.
Receio que esteja a pôr a minha estabilidade nas circunstâncias, em vez de no Senhor.
Receio que, na minha linha de profissão, servindo ao Deus que sirvo, e vivendo a vida que vivo, estabilidade, como a defini anteriormente, seja uma ilusão.

sexta-feira, abril 19, 2013

O Apóstolo

"Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus: a vós graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo,"
Efésios 1: 1-2



Uma introdução a uma carta é sempre algo revelador. Ali vemos se a pessoas têm intimidade, que tipo de pessoa é que escreve, que tipo de pessoa recebe, se são familiares, se são familiares que se dão bem, se é uma relação “politicamente correta apenas, etc.
Quando há grande familiaridade, basta um “querido fulano” para se começar a carta. Não são necessárias palavras “caras”, nem formatações específicas, nem carimbos, nem outras coisas assim, para que se valide a carta.
Quando não a há, então, são outros os procedimentos. Até existem minutas para servirem de orientação na composição dessas cartas. A formatação, os termos, os prefixos, os sufixos, são todos imprescindíveis e sem eles a carta, poderá nem ser lida.
Nesta introdução vemos muito do que Paulo é. Vemos não o só o que Paulo é mas também vemos o que Paulo é em relação aos leitores da sua carta. Também vemos, nesta introdução, o que é que a igreja deve ser. E finalmente, vemos, nesta introdução, que sentimentos devemos ter para com os outros.

Paulo chamava-se apóstolo. Apóstolo significa “enviado”. Aliás, noutras cartas, para Paulo, é importante argumentar claramente acerca da sua autoridade apostólica.
Isto significa que Paulo era alguém enviado por outrem. Não tinha sido a sua vontade que o tinha levado até ali, antes, ele tinha sido mandado para ir.
Mas não é o apostolado de Paulo que me chama atenção. Porque podemos alegar que não somos apóstolos, há até quem creia que os apóstolos foram só os que viveram no Novo Testamento, os que viram, pessoalmente, o Senhor Jesus.
O que me chama atenção, mais do que saber que Paulo abdica da sua própria vontade para conduzir a sua vida, é a pessoa a quem ele entregou este caminho.
O que fazemos, onde trabalhamos, onde vivemos é a vontade de quem?
O que Paulo nos diz é que, ele era quem era, porque Deus quis que ele fosse quem fosse. Ele tinha abdicado da sua vontade, para a entregar a Deus.
Nós alegamos as mais variadas razões para sermos como somos. Alegamos a nossa personalidade, traumas, doenças, culpa dos pais, educação, terra onde vivemos, etc.
Mas raramente dizemos que somos assim porque Deus quis.
Aprendemos com Paulo a sermos o que Deus quer que sejamos. Aprendemos a matar a nossa vontade e os nossos planos para que sejam os planos de Deus a vingar. A nossa opinião é posta em segundo plano para que seja a do Senhor a vingar.

quinta-feira, abril 11, 2013

A autoridade



"Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos,  mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras. A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, na caridade e na santificação. "
I Timóteo 2:9-15


Existe, constantemente, uma reacção negativa, por parte de alguns que não crêem na liderança do homem no lar e também dos que crêem que a consagração ao pastorado feminino é da vontade de Deus (poderão ser pessoas que crêem em ambos ou que apenas crêem em um destes items), que – ia dizendo – o ensino accerca da liderança do homem é um ensino de inferioridade para a mulher.

Creio que não existe inferência mais equivocada possível. Aliás, esta conclusão só pode ter quem ou tem uma ideia errada acerca da imagem de Deus, ou acerca da liderança como está ensinada na Bíblia.

Obviamente, não serei extensivo na apresentação de textos Bíblicos, porque muitos se repetem na mesma ideia, e porque não quero tornar este artigo grande demais.

Em Génesis 1 lemos acerca da criação do homem e da mulher. No versículo 27 lemos que ambos foram criados à imagem de Deus. Logo, ambos são, desde a criação, portadores da imagem de Deus. Ambos têm a mesma importância, ambos devem reflectir o Senhor Deus, de alguma forma, no plano que cada um recebeu do Criador.
Este último ponto é de grande importância.
Imagem de Deus (que portamos) não significa só que temos espírito, razão, nem que somos dominadores da terra, mas também significa que, no homem, na mulher e na relação entre eles, deve-se reflectir o próprio Deus.
Deus é comunidade. Pai, Filho e Espírito. O Pai enviou o Filho e o Filho obedeceu ao Pai (Mateus 10:40, João 3:16, João 4: 34), Jesus enviou o Espírito e o Espírito fala do que Jesus ensinou (João 14:16, 26). Estes textos falam de parte do relacionamento que existe na Trindade.
Foi à imagem deste Deus que fomos criados. Curiosamente uma marca da imagem de Deus no homem é a família, o sermos seres relacionais e a igreja, que por sua vez é o corpo de Cristo.
De que forma é a Trindade tem alguma implicação na forma como vivemos a vida?
A vida deve ser uma imagem da Trindade.
Por isso entende-se a liderança na família e a liderança na igreja.
O ensino Bíblico acerca da liderança vem na sua génese da Trindade.
Apesar de haver, como nos indicaram os textos Bíblicos acima, liderança e submissão na Trindade, não há, porque a Bíblia não ensina assim, superioridade nem inferioridade de nenhuma daquelas pessoas.
Logo, a liderança Bíblica não é uma posição de superioridade, antes, é uma função. Mas sejamos claros, ela existe e é claramente ensinada pela Palavra.

Por vezes a falha de interpretação vem com a má leitura da crítica que Jesus faz em Mateus 20: 25. Note-se que ele não está a abolir a liderança, antes está a definir essa mesma liderança. Quando diz: “entre vós não será assim.” Não está a dizer que não haverá líder, mas que a liderança entre nós não será com é no mundo.
Cremos que deve haver liderança na igreja e que essa liderança deve exercer autoridade, mas é o Senhor quem tem autoridade (Mateus 7: 29; 9: 6; Marcos 13:34; Romanos 13:1-3). A autoridade, então, é delegada por Deus ao líder/ Pastor/ Bispo/ Presbítero (escolham a denominação que mais voz apraz).

Se não houvesse liderança, ou se a liderança não usasse autoridade, como seria a igreja? Quem é que admoestava, disciplinava, ensinava? Toda a igreja? Crentes maduros e imaturos? Idóneos e néscios?
Não podemos crer na demagogia de uma igreja que tem toda a pretensa “maturidade” para tratar dos seus acefalamente, nem numa revelação comunitária dirigida a um corpo composto por membros espirituais, carnais e até perdidos. Nem nós, nem o Senhor acredita nisso. Por isso é que Ele designou a liderança à Sua igreja.

O ensino que temos, por outro lado, e como já se disse, é que a liderança não deve ser como é no mundo. A saber, imposta, forçada, autoritativa, sem ser exemplar.
Em I Tessalonicenses 3: 7-10 a autoridade era assumida por Paulo. Ele tinha autoridade, mas a diferença é o tipo de liderança que Deus quer que tenhamos. Uma liderança de exemplo.
Textos como, Tito 1:5- 11; Actos 20: 28- 31 e I Timóteo 5:17, não deixam qualquer margem de dúvida para que percebamos duas coisas.
Havia liderança na igreja e a liderança da igreja exercia autoridade. No entanto, não há sítio nenhum em que sejamos levados a crer que os líderes eram superiores aos restantes cristãos.

Em forma de conclusão, Deus designou liderança na família, e liderança na igreja. Ambas são imagens dEle próprio.
O homem é quem tem sobre os ombros esta função. O homem é o líder no lar (Efésios 5 22-31, Colossenses 3: 18- 19, I Pedro 3: 1-7). E como não poderia deixar de ser, porque é claro na Palavra (I Timóteo 2: 9-15, I Coríntios 14, Tito 2: 1-5), mas porque é um caminho lógico, o homem também tem esse ministério na igreja.

Nada disto, significa que o homem seja superior à mulher, quer sim dizer que é diferente da mulher.
E a diferença entre ambos é que, no fundo, é a razão disto tudo. Se fossem ambos iguais, porque é que Deus tinha criado homem e mulher? Só para procriação? Quais são as diferenças entre ambos?

quinta-feira, abril 04, 2013

Parece que no post anterior tive problemas no processamento do texto. As nossas mais sinceras desculpas.

O contexto



"Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras. A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão; salvar-se-á, todavia, dando à luz filhos, se permanecer com sobriedade na fé, no amor e na santificação."                       
I Timóteo 2: 9- 15

A mais comum interpretação a este texto é que ele era destinado a uma circunstância cultural específica. Ou seja, este ensino era destinado aquela igreja naquela altura, porque haviam falsas profetas, então, na igreja a mulher não deveria ensinar. Esta explicação parece-me fraca, apesar de ser confortável, e por vezes até bem defendida. Melhor do que eu, com certeza, defenderei a minha causa.
Primeiro problema 
Imaginemos, então que sim, este ensino era cultural e o critério era: se há falsos mestres mulheres, as mulheres não devem ensinar na igreja.Não seria de esperar que os homens também não ensinassem? Sempre houve falsos mestres, falsos profetas masculinos e nem por isso a Palavra, em alguma altura, se refere a que o homem não ensine.
Segundo problema
Continuando a "ir à bola" com a ideia de que é cultural...Estamos a dizer, então, que na nossa cultura não existem falsas profetizas, nem falsas professoras.                                                                                                           Estão a falar a sério?
Terceiro problema
Não creio que seja um ensino cultural. O contexto imediato do texto que citámos acima fala da oração de devemos a todas as classes de pessoas. A "reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade." O cristianismo estava "nas mãos" do povo, e facilmente poder-se-ia tornar uma crença elitista, excluindo os poderosos. 
Em alguns círculos, ainda hoje, existe uma tendência para marginalizar os mais ricos ou mais poderosos. A fé também é para os poderosos e ricos e autoridades, e por eles também devemos orar.
Não é este, no entanto, o ponto que quero salientar. 
O que quero é perguntar: qual foi o critério para dizer que até ao versículo 8 do capítulo 2 não é cultural e do versículo 9 em frente é cultural?
Entramos, assim num caminho muito perigoso quando interpretamos desta forma a Bíblia.
Não nego que a interpretação que proponho também não apresente dificuldades. Apresenta certamente. Mas toda a Bíblia é Bíblia, e toda ela a Palavra de Deus. Sendo pastor de uma igreja, que por diversas razões, ainda não vive plenamente em obediência a estas instruções, sinto temor para que, pelo poder do Espírito Santo, de forma mansa e com toda a igreja na compreensão do perfeito plano de Deus, possamos, dia-a-dia caminhar rumo ao que o Senhor tem designado para a Sua igreja.
Uma coisa é certa, não será por força, nem será por imposição. Deus fará o trabalho.
Finalmente, espero conseguir ir explanando outros aspectos do texto acima apresentado, para, desta forma, também eu contribuir para a discussão deste tema.

sexta-feira, março 29, 2013

O pagamento

Confesso que ainda não consegui voltar a escrever organizadamente. Até que ponto isso é fruto da nossa adaptação na nova terra, ou então pura preguiça, não sei.
Admiro, no entanto, aqueles que conseguem manter um ritmo constante de escrita.
Para uma pessoa como eu, tudo que é trabalho gradual, constante, vagaroso, "maratonoso", é um enorme desafio, mas ao mesmo tempo, um grande sonho a alcançar.
Não tenho conseguido...

Mas nesta época, não vos venho falar dos meus falhanços. Antes, quero tentar expressar o que Deus tem clareado na minha mente acerta da época que vivemos.

Nos meus tempos de jovem imberbe, sempre que pensava na crucificação, ficava num impasse.
Se Deus é o Senhor de tudo, Se Ele não tem que responder a ninguém e se Ele quer salvar a sua criação, porque é que teve que existir a cruz? Ainda maior a dificuldade quando se ensina que foi Ele próprio quem foi à cruz. Pensava nisso com temor... mas, ocasionalmente, parecia-me um "espectáculo" montado para mim (sendo que mim refere-se a Deus). Um acto que, na minha mente, não tinha obrigatoriedade de existir, e Deus fá-lo, porque, ensina-no a Bíblia, o preço do pecado tinha que ser pago. Mas quem exige esse preço é o próprio Deus.
É pouco provável que nestas linhas tenha conseguido exprimir o que, de facto, pairava no meu coração.

Deus começou a explicar-me o sentido da cruz. E eu passei a amá-lO mais.
A cruz foi essencial e imprescindível para a nossa reconciliação com o Senhor porque a nossa ofensa a Deus não foi uma ofensa metafórica. Quando a Bíblia ensina que "todos pecamos", Ela quer dizer que, todos traímos o Senhor, desobedecemos, afastámo-nos dEle e perdemos a comunhão com Ele.
Nada disto é linguagem figurativa, nada disto é "faz de conta". Ou seja há uma dívida real, palpável do homem para com Deus. Temos que levar o nosso pecado mais a sério.

A segunda lição que aprendi é que, Deus quer resolver este assunto.
"Então porque é que Ele não "passa por cima" disto tudo e fica resolvido?"
Pela mesma razão que qualquer coisa que é oferecida a alguém tem um custo. Mesmo que seja um rebuçado. Se eu ofereço um rebuçado a uma criança, o rebuçado não foi de graça... foi de graça para a criança, mas eu tive que pagá-lo.
Se assim é para coisas insignificantes, muito mais terá que ser para o que diz respeito à alma, à eternidade, ao relacionamento com Deus.
Para sermos perdoados por Deus, alguém tem que assumir a gravidade do nosso pecado. Primeiro, porque nós ofendemos, de facto, a Deus. E em segundo lugar porque Deus é justo, e a justiça de Deus tem que ser levada a sério.
Sendo assim, das duas uma, ou não somos perdoados e pagamos o castigo do nosso pecado, ou somos perdoados porque alguém pagou o castigo do nosso pecado. Mas no fim das contas, o castigo tem que ser pago por alguém.

Por isso é que a cruz teve que existir. Só pensa que não há razão para a cruz quem, ou não percebeu ainda a gravidade da ofensa que cometeu contra Jesus, ou então não sabe o que é justiça verdadeira.

O Evangelho entra aqui. Eu amo mais a Deus porque Deus me permitiu perceber o que vou dizer a seguir.
É que para pagar o preço do nosso pecado, que Deus exigia para que pudéssemos voltar a ter comunhão com Ele, foi o próprio Deus quem se ofereceu para resgatar o ofensor.

A cruz foi imprescindível, imerecida, mas também a razão pela qual cada vez mais amo o meu Senhor.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Não há meio termo...

R.C.Ryle vem contestar a ideia, comum, que há no seio de algumas igrejas, membros de igreja, interessados pelo Evangelho, etc..
A ideia é que existem três tipos de pessoas: não convertidos, convertidos e participantes de uma vida superior.
Em outras palavras, podemos dizer que, a ideia geral é que, entre os convertidos, se creia que existem convertidos pouco comprometidos e convertidos muito comprometidos com o Senhor.

"A Palavra de Deus apenas fala de duas categorias na humanidade. Fala dos vivos e dos mortos no pecado." 
R.C. Ryle

A falácia deste conceito é que somos levados a pensar que podemos ser cristãos sem entregar tudo a Deus. Não podemos!
É certo que nem todos são vocacionados para os mesmos ministérios, nem todos tocarão no mesmo número de pessoas, nem todos serão conhecidos, na história, como servos de Deus, e cada um tem a sua própria caminhada de santificação.
Mas nessa mesma caminhada, com o conhecimento que temos de Deus, temos que dar sempre tudo o que temos ao Senhor. O Espírito Santo que habita no verdadeiro cristão, impele-o a isso mesmo.
Podemos, quando muito, viver temporadas em pecado, longe do Senhor, mas voltaremos.
E durante essa temporada nunca teremos paz. Se temos, ou se nunca voltarmos, então é porque nunca fomos filhos de Deus.

quinta-feira, novembro 29, 2012

Ainda sobre a Graça...

Mas desta vez ligando-a um pouco mais com o pecado.
Ainda penso na forma como lidamos com a Graça de Deus.
Se por um lado ela é algo que nos é agradável, porque é uma oferta, porque não é algo que se tenha que conquistar, por outro lado, eu tenho em mim uma sede de conquista e de merecimento à qual a Graça de Deus é incompatível. J.I. Packer sublinha isto muito bem.
Aceitar a Graça é perceber a minha pecaminosidade, a minha miséria, é chegar à conclusão de que estou irremediavelmente condenado, sem luz ao fundo do túnel. Nesta situação, o pecador anseia por algo que o socorra, por uma luz ao fundo do túnel, por uma mão que o tire do lamaçal. Esse algo é a Graça de Deus.

Notem que, se o pecador não perceber a sua miséria, se pensar que até é uma boa pessoa, que está no bom caminho, que busca a Deus (Por vezes pensa que é só questão de tempos para O encontrar), a Graça de Deus não é desejada nem necessitada (ainda que não de forma assumida) porque não é necessária, pensa o sujeito.
Se acho que não me é necessária a Graça de Deus, então não a recebo, não sou agraciado por Deus, que faz com que, também, tampouco serei gracioso com as outras pessoas.

Creio que esta é uma das catástrofes do nosso tempo. Estamos cheios de pessoas religiosas que pensam que são "boas pessoas", mas que não se colocaram nas mãos de Deus para receberem da Sua Graça e Misericórdia. Logo são pessoas que, por não terem sido afectadas por tamanho perdão, também não perdoam, também não são graciosas nem misericordiosas, antes, tendem a ser altamente julgadoras da ética do próximo. Isto não é cristianismo, nem fé, nem igreja. Para sermos Igreja Cristã temos que ter sido pecadores miseráveis, sem remédio, e que, de forma sobrenatural, tenhamos sido atingidos pela imerecida Graça e misericórdia de Deus.

R.C. Ryle, por outro lado, ensina que, vemos desta forma a importância da Graça de Deus. Pela gravidade do nosso pecado. O hábito que temos de minorar a ofensa a Deus, quando pensamos que o tempo vai curar, que Deus não ficou assim tão ofendido, só tem um efeito: Rejeitarmos a Graça de Deus, porque não achamos que estamos assim em tão maus lençóis.

A contrição, o arrependimento, o choro pelo nosso pecado, são, por isso, as melhores coisas que Deus nos pode ter dado, porque são elas que nos levam à Sua maravilhosa Graça.   

terça-feira, novembro 27, 2012

Graça

Continuo a ler o livro que vos citei da última vez. Sou um leitor muito lento, pouco perspicaz, com má memória, mas com boa intenção (noto algum paternalismo de mim para mim). Este livro ainda vai render algumas semanas.
J .I. Packer vem falar do mau relacionamento que temos com a prática da Graça de Deus nas nossas vidas.
Eu julgaria, à primeira vista, que fosse ao contrário. Tudo o que nos aproxima a um relacionamento com Deus seria o favor que Ele nos concede. Receber esse favor é algo agradável...
Mas ele explica e eu passo a concordar.
Se nos atrai algum tipo de favor que Deus (devia escrever em minúsculas, já percebem porquê) tem para connosco, não é a Sua Graça. porque a Graça só é Graça se formos confrontados com o nosso pecado e a nossa miséria. Se não é a graça, então, também o favor que, pensamos, nos está a ser oferecido, não vem de Deus, vem, antes de deus (algum deus criado, idolo, para nosso prazer)

O nosso quase nulo relacionamento com a Graça de Deus é entendido porque pensamos de forma alta demais em relação a nós. São quatro as áreas que J. I. Packer sublinha:

1- "A maldade moral do homem."
Nós não somos bonzinhos. A realidade é que não prestamos para nada. somos maus.

2- "A justiça retribuidora de Deus."
Deus é justo e não "deixa passar" o pecado. Ele castiga, e repreende justamente quem peca. Logo, todos somos dignos de grave penalidade, o inferno.

3- "A impotência espiritual do homem."
O homem não pode fazer nada para alterar esta situação.

4- "A liberdade soberana de Deus."
Deus não tem obrigação nenhuma em fazer o que quer que seja por nós.

Perceber a Graça de Deus passa por perceber isto intimamente e depois entender que mesmo assim, miseráveis impotentes e perdidos, Deus decidiu salvar-nos.
"A Graça de Deus é o amor livremente demonstrado para com pecadores culpados, contrariamente ao seu mérito e, de facto, num verdadeiro desafio à sua falta de mérito."

sábado, novembro 24, 2012

Pôs-me a pensar...

Preciso recomeçar a escrever aqui. Tenho reparado que exteriorizar o que leio ajuda-me a aprender.
Motivo egoísta, portanto.
Mas também posso dizer que é para partilhar o que leio, abençoar outros e outras coisas assim. Creio que isso virá depois.

Citei num outro lugar J.I Packer quando diz: "Deus era feliz sem o homem, antes de o ter criado; teria continuado a ser feliz, se simplesmente destruísse o homem logo que este pecou; mas a verdade é que Ele dedicou o Seu amor a pecadores em partilular...".
Mas a citação não está completa, não sei se repararam nas reticências. 
Ele continua: "...e isto significa que por Sua própria e livre escolha, não conhecerá felicidade perfeita a absoluta, de novo, até que o tenha levado a todos o céu." "Deste modo Deus salva não só para Sua glória mas para Sua alegria." Lucas 15:10

Penso nestas afirmações porque parecem ser daquelas que, humanamente fazem sentido, mas não se coadunam com a natureza de Deus.

A primeira questão que me surge, não sendo ela parte do cerne do que estou a pensar é, quando ele fala em Deus levar todos ao céu, fala de quê? Quem são todos?
A Bíblia é clara em dizer que nem todos se salvam. Deus predestinou os que se hão de salvar, elegeu-os antes da fundação do mundo. 
Não podemos, por outro lado, advogar que Deus nunca terá alegria completa enquanto todos os pecadores não se salvarem, isso queria dizer que Deus seria incompletamente feliz por toda a eternidade. Creio sim, que Deus vai salvar todo aquele que predestinou e  com a salvação de cada pecador há grande alegria.

Creio que Deus não tem falta em aspecto nenhum de alegria. não há nada que esteja em falta na pessoa da Deus. Ele não precisa de complemento exterior, absolutamente nenhum para ter alegria perfeita. Por outro lado, Deus não é impassível nem indiferente à salvação do pecadores. Isso é o que lemos no texto bíblico mostrado acima, Lucas 15: 10. Ele salva o pecador, Ele tem grande gozo com a salvação de cada alma, por isso, também e compreende que o Seu gozo seja manifesto pela salvação dos pecadores.

Finalmente, Deus vive na eternidade. Creio que Ele já nos contempla glorificados. para ele a comsumação de todas as coisas já está à sua frente porque na eternidade não há tempo. Nem antes nem depois. por isso a Sua alegria é sempre constante e absoluta porque já está tudo consumando. desta forma também se percebe que "haja alegria no céus por cada pecador que e arrepende".

domingo, agosto 26, 2012

Casamento

Ainda estou a digerir alimento sólido dado pelo Dr. Russell Shedd acerca de integridade.

Mas, entretanto, continuo na agradável caminhada de leitura de alguns livros escritos por Timothy Keller.
Curiosamente, depois de comprar os quatro que comprei, descobri que me faltava comprar um quinto "The reason for God".

Falando de casamento, Tim Keller, argumenta que o casamento é uma imagem do Evangelho.

Esta é uma ideia que me tem apaixonado nos últimos tempos. Descobrir que Deus nos dá a oportunidade de tipificarmos, imitarmos, experimentarmos o evangelho não só pessoalmente, nem apenas comunitariamente, mas como que encenando-o, para que o compreendamos melhor, imitando passo a passo para que o valorizemos ainda mais, e fazendo-o, Deus decidiu que tudo isto acontecesse na vida familiar que é a vida mais intima entre humanos.
Glória a Deus!

Tim Keller diz: "The reason marriage is so painfull and yet so wonderfull is because it is a reflection of the Gospel, which is painfull and wonderfull at once."