domingo, junho 08, 2008

Numa freguesia terceirense que se chama São Brás,

... em tempos que não era freguesia ainda, era apenas localidade. Um padre, o homem mais influente da região, liga para o presidente da junta de freguesia mais próxima:

- Senhor presidente, há um burro morto à porta de minha casa. Será que podia fazer alguma coisa para me resolver este problema?
- Mas o Senhor padre é quem trata dos funerais aí, não estou certo? - Satirizava o político
- Sim, é verdade, mas como é de costume, avisamos primeiro os familiares do falecido.

segunda-feira, junho 02, 2008

"A vida do caracol, é uma vida arrastada..."

A minha fisionomia (criada pela minha impensada alimentação) obriga-me a carregar uma barriga que mais se parece com uma casa do que com qualquer outra coisa.

Sempre que vou a casa do meu irmão tenho que me carregar com loiças lavadas, que outrora tinham comida oferecida pela minha mãe.

Não há uma única vez em que saia de casa para fazer uma só coisa, e todas elas implicam livros, pastas, ou intrumentos, carrego-me deles...

Para mais ajuda, sou estudante de contrabaixo. Sempre que dou um concerto, vejo-me na obrigação de anexar tamanho instrumento às minhas costas.


"...anda sempre com a casa às costas."

domingo, junho 01, 2008

Numa conversa com uma criança, a caminho de uma actividade Evangelística, no meu carro, na ilha Terceira...

... a minha família é toda internacional. A minha mãe é de S. Miguel, o meu pai é do Canadá, eu nasci no Continente e o meu irmão nasceu cá em Portugal.

segunda-feira, maio 26, 2008

Talvez venha a acreditar que a vida é um ciclo...

Mais uma grande competição em que a Selecção Portuguesa de futebol sénior é favorita, mais um novo treinador que diz que o Benfica é grandioso e blá blá blá, mais um ano em que se compram 20.000.000 de jogadores novos (todos juntos não valem um mais ou menos) para essa equipa grandiosa.


P.S. - A referência aos 20.000.000 jogadores era uma hipérbole.

quinta-feira, maio 22, 2008

O lema da vida de uma amiga minha

"Só quero que não me chateiem!"

Egoísta?
Talvez....
Mas auto-protector, de certeza, e tem uma qualidade que todos os lemas deviam ter: Simplicidade.
A referência é sobretudo humorística.

Ninguém é...

"What you see is what you get."

segunda-feira, maio 19, 2008

Gosto da cadência a que este blogue respira...

Porque sei que daqui a uns tempos há-de arfar com mais batimentos por minuto.


P.S.- Tal post mais só para encher chouriços, como imagino que diria o meu amigo Nuno.

quarta-feira, abril 16, 2008

És tão influenciável, Ismael...

Amigos meus iniciaram blogues fresquinhos. Fiz publicidade, pensada, de um deles recentemente.
Fico com vontade de voltar a escrever. Voltar à palavra, parar de "encher chouriços" com fotos, vídeos, musiquinhas.
Ou, às tantas, sento-me um bocado e isto passa...

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Capitão "Óbvio"

Não tenho escrito!
Não é uma crise, nem falta de assunto, nem questões filosóficas, nem ismos nenhuns psicológicos.
É mesmo falta de pachorra!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

A anónima

"E ele lhe disse: Tem bom ânimo , filha, a tua fé te salvou; vai em paz."
Lucas 8: 48

O que ela queria ser curada, depois de todo o sofrimento passado.
Quanto mais anonimamente possível, melhor. Não que esse fosse o seu mais íntimo desejo, mas porque era assim que as gentes da altura exigiam. Ela era desagradável e incómoda à comunidade.
O anonimato era, por isso, imposto.

Ela o que queria mesmo era intimidade. Queria-se sentar e conversar com Jesus, ser ouvida, ser tratada como pessoa.

Mas age em função do que lhe é imposto.
O toque não é ignorado, e Jesus não cede à sociedade.

Chama-a de filha e conversa com ela. A intimidade nunca é rejeitada pelo Senhor.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

O dia de descanso

Sim, continuo a ler Eugene Peterson (a coisa está para durar)...
Ele fala do dia de descanso.

Não, não é do (chamado na gíria) "dia do Senhor", referindo-se ao Domingo. Os outros dias serão de quem? Duas considerações:
1- Todos os dias são do Senhor.
2- O "dia do Senhor" refere-se, muitas vezes, à segunda vinda de Jesus.

... O dia de descanso. É talvez o mandamento mais desobedecido nas nossas igrejas.
Antes era forçado pelos fariseus, hoje é diluido pelos nossos trabalhos. Ambos pecam.

A paragem é importante, está no mesmo patamar do monoteísmo, do homicídio, do adultério, e do roubo.
A paragem serve para vermos Deus, para , como a criança que tenta acompanhar o passo do pai, andarmos ao ritmo do Senhor. Do nosso pai.


Confesso... tenho andado descompassado.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Tenham lá paciência para ler os dois capítulos e o post que desta vez é grandinho...

Jeremias 28 - 29

"Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilónia."
28: 2

"Assim diz o Senhor dos Exércitos... Edificai casas e habitai nelas; plantai pomares e comei o seu fruto."
29: 4-5

Podia, facilmente, falar de como é comum usarmos o "assim diz o Senhor" para nosso proveito. Profetas de bolso, há-os com grande abundância... Mas não o vou fazer.

O Senhor tem uma mensagem pouco esperada para o seu povo exilado. Pouco esperada para quem vê Deus apenas como aquele tem o dever de nos fazer as vontades, de dar-nos coisas boas e fazer-nos sentir confortáveis.

Este povo, fora de casa, o que menos queria era continuar longe do lar. O falso profeta, aproveita o ensejo e granjeia ouvintes ao prometer libertação.
"No fundo, Deus é um deus de lógica... para quê perguntar, ou parar para ouvir? O senso comum diz-nos o que queremos e o que queremos terá que ser o que Deus quer... Que mais quererá Deus senão libertar-nos." - raciocina o popular pregador.

O Evangelho significa boas notícias, mas não propriamente notícias confortáveis, ou então o "bom" de que trata não terá que ser necessariamente o nosso esperado "bom". O evangelho não serve para cumprir caprichos de ninguém, nem para fazer as vontadinhas a meninos nenhuns.

O falso profeta acabou por morrer tristemente.

Porquê? Porque não a libertação?
O exílio era castigo. Castigo pela infidelidade, pelo esquecimento, pelo pecado. Um castigo tem propriedades pedagógicas, só é útil se nos ensina alguma coisa.
O povo, pelos vistos, já tinha esquecido a razão de estar ali.
O povo, como uma criança qualquer fechada no seu quarto de castigo, já só pensava na sua miséria, e no "agora", e que o "agora" doía, e era isso que interessava para eles. Amuava. Nem lhes passava pala mente a razão de estarem ali.

Deus decidiu não os libertar. A vara tem que tocar no lombo para ensinar alguma coisa. E a vara ainda estava a caminho do povo. Mas não só... Deus quiz ensinar outra coisa ao povo.

Onde Deus quer que vivamos não é onde não estamos, não é onde supostamente deveríamos estar se isto ou aquilo não tivesse acontecedo. Deus quer que vivamos onde estamos.

Onde estamos é a terra prometida