quinta-feira, julho 11, 2019

Depressão e Graça, Wilson Porte Jr.

A questão moderna das doenças de alma como alvos de tratamento pastoral ou não, é parte do que Porte Jr. trata neste livro.
Ouço, com muita frequência, vozes crítica a um aconselhamento pastoral, ou tratamento espiritual de assuntos como doenças do foro psíquico. “O pastor deve ficar no seu lugar e deixar os psicólogos tratar dos seus”.
Concordo em tese com esta afirmação. O problema reside no que delineamos como os problemas referentes aos pastoes e os problemas referentes aos psicólogos. Concordo que tal como uma pessoa que tem uma gripe, precisa de se tratar medicinalmente, uma pessoa com uma doença do foro psíquico, deve ser tratada nessa área.
O que muitas vezes observo é exatamente o contrário. Os psicólogos tentam administrar tratamento em assuntos que não lhes dizem respeito. Coloca-se toda a “doença de alma” no mesmo “saco” e pressupõe-se que toda ela deve ser tratada psicologicamente.
Quando a disfunção é física e mental, assim deve ser tratada, mas também tem que se ter em conta que muita doença “mental” é, no fundo espiritual. Qualquer tratamento, meramente psicológico será apenas um paliativo, que mascara ou encobre um problema que ficará sempre por curar.
Creio que teremos que crescer, em ambos os sectores, psicologia e pastorado, em sensibilidade para perceber com mais rigor o que é o quê.
Ambos são de extrema importância, mas ambos são tremendamente destrutivos quando invadem o campo de ação do outro.

Dito de oura forma, é extremamente importante que uma pessoa que sofra de depressão seja tratada por médicos, ou profissionais da área, no entanto, nunca devemos escamotear que há muita dieça que é resultado de pecado, e que arrependimento e oração são primordiais nestes casos.
Para além destes pormenores, há palavra de esperança para todos os que são filhos de Deus.
Deus está sempre connosco. É impressionante como o sentimento de solidão é uma constante na depressão. Mesmo nesse fase aguda, temos que nunca esquecer que Deus está sempre presente.
Deus cuida de nós. Somos criados por Deus, Deus conhece todo o nosso interior, Deus sabe o que o nosso mais íntimo necessita. O resultado é que Deus te o que verdadeiramente precisamos. Ele cuida da nossa alma da forma mais profunda possível.
Nãoo temo em nós capacidade suficiente para ultrapassarmos sozinhos a depressão. Aliás este é o fator que vai definir se Deus vai cuidar de nós ou se nós iremos tentar vencer com a nossa força. Aquele que é filho de Deus tem sempre maior fonte de poder, amor e sabedoria à distancia de uma oração. Num mundo ideal, o cristão nunca entraria em pânico. O pânico impede-os de desfrutarmos da ação de Deus na nossa vida.
A Bíblia está releta de casos de servos de Deus que revelaram sintomas e sinais de grande tristeza e depressão. Em todos eles Deus agiu cuidando, em parte deles a solução passava por tratamento físico, em outra parte por arrependimento, oração e comunhão com Deus.
O que quero dizer com isto é que Deus é imprescindível para a verdadeira cura de todas ass depressões, no entanto, muitasa delas requerem tratamento médico.
A boa notícia é que a presença de Deus que o discípulos, no ministério de Jesus sentiram, é exatamente a presença que sentimos hoje. O Espírito, Consolador, vem enviado por Jesus, e em substituição equiparada a Jesus, porque trata-se do Espírito do próprio Cristo.
Outra boa notíccia de graça é que a mensagem e as Palavras que nos devem animar e restaurar, continuam em ação nos nossos dias. Aliás, é para isso mesmo que o Espírito Santo vem às nossas vidas. Para nos lembrar das Palavras de Cristo.
A conclusão a que chegamos é que se existe alguma falha no que diz respeito à cura divina, tem a ver com uma falha nossa de não buscarmos a Deus como deveríamos, e não de Deus não agir como prometeu na Sua Palavra.

sábado, julho 06, 2019

Esta minha mania de ler vários livros e tentar integrá-los numa conclusão apenas…


Somos pessoas imperfeitas, pais imperfeitos, pastores imperfeitos, trabalhadores imperfeitos.

Esta é a clara convicção com que fico depois de ler três livros juntos. Um acerca de ministério pastoral, outro acerca de criação de filhos e outro acerca de teologia do trabalho. A saber, “Pastor Imperfeito”, Zack Eswine; “O Evangelho no Trabalho”, Sebastian Traeger & Greg Gilbert; “Pastoreando o Coração da Criança”, Ted Tripp.

Nada do que temos é um fim em si mesmo, aliás, tudo o que temos, apenas ganha significado se percebermos que acima de tudo está Deus. Deus é o nosso patrão no trabalho, Deus é aquele que apontamos para que os nossos filhos conheçam e amem e no ministério pastoral procuramos caminhar à velocidade de Deus, morrendo cada dia para que seja Deus a fazer o que tem de ser feito.

A grande tentação nestas áreas é a de vivermos centrados em nós. Trabalhar em função da carreira idolatrando-a ou sendo indulgente, educar filhos para manipular o comportamento a fim de sermos louvados ou pastorear para a grandeza e para o louvor dos homens.

A educação é um trabalho lento, contínuo, invisível e muito trabalhoso. O nosso alvo é atingir o coração da criança, não apenas condicionar o seu comportamento. O ministério pastoral sofre da grande tentação da impaciência, da busca desenfreada por uma agenda preenchida e por “fazer grandes coisas para Deus”. No entanto, é no silêncio, junto dos que ninguém conhece, fazendo um trabalho de contemplação, esperando pela ação de Deus que se move o pastor. Pode ser que Deus faça algo grandioso até aos nossos olhos, aí acompanhemo-lo. Mas a grande lição é que o pastor não foi chamado para buscar e viver em função de coisas rápidas e grandes. Ele é chamado para cuidar de pessoas nos lugares onde mais precisam.

O pastor não pode estar em todo o lugar, não consegue curar todas doenças e não consegue lutar todas as batalhas.

O trabalho “secular” (com secular refiro-me ao que todos nós entendemos, erradamente, como trabalhos que não são religiosos), é ministério. Não menos que o pastoral ou o missionário. O trabalho é santo, é mandamento de Deus para dominar a terra.

O filho de Deus não faz separação entre secular e pagão. Deus é o Senhor de tudo. Logo, servindo com os olhos postos no grande Senhor, todos somos ministros de Deus.

Sendo pastor, sendo trabalhador “secular, sendo pai, servimos todos ao mesmo Deus. Deus é o denominador comum em todas as áreas, para Ele vivemos.