Até agora, já vimos que a Igreja é expressa de duas formas. A primeira é a igreja universal, que é invisível. A Igreja, neste caso, será totalmente revelada apenas na eternidade. Ela é composta de todos os filhos de Deus em todos os tempos, em todos os lugares. A segunda forma que temos é a da igreja local, que é a expressão visível, da igreja universal, para o mundo e para o tempo em que vivemos. Ela é composta pelas pessoas que professaram a sua fé em Cristo e que se comprometeram umas com as outras, congregando num mesmo lugar e sendo membros da igreja nesse mesmo lugar.
Vimos também, na última vez que tratámos este assunto que, no ano
325 d.C. reuniu-se o concílio de Niceia para refletir na identidade da igreja.
Deste concílio, surgiram quatro aspetos que definem muito bem a igreja de Jesus
Cristo.
A igreja é Una, Santa, Católica e Apostólica. Todos estes termos são aplicáveis
tanto à igreja local quanto à igreja Universal.
A nossa
intenção hoje é tratar da unidade da igreja.
O que é que
queremos dizer quando dizemos que a igreja é Una? Será que existe só uma
igreja, num lugar e todas as outras são ramificações dessa? Será que todas as
denominações e expressões de fé Evangélica, que existem, são uma contradição a
esta unidade? Será que todas as igrejas locais deveriam ser, então, abolidas
para termos uma igreja mundial sem exigências de membresia local?
A resposta
a todas estas perguntas é não.
Cremos que
existe apenas uma igreja, mas cremos também que cada igreja local é uma igreja
plena em si própria. Cremos que, na multidão de denominações que existem,
apesar de, em alguns casos, ser maior o escândalo do que a edificação, somos
todos um em Cristo, dentro das nossas diferenças. Finalmente, cremos que esta
tensão entre haver uma só igreja e ao mesmo tempo, muitas igrejas locais, é
resolvida quando entendemos bem o que é a igreja universal e a igreja local. É
acerca desta distinção e seus reflexos na unidade da igreja que vamos pensar a
seguir.
A unidade
da Igreja brota da unidade de Deus. No fundo, é a imagem de Deus, na Sua
identidade, que rege como tudo o resto acontece. Os cristãos devem viver para
refletir a imagem de Deus, ou seja, devem ser imitadores do Seu Carácter e
Pessoa. Sendo assim, a Igreja, que é a comunhão dos cristãos, deve ser um
reflexo da imagem de Deus.
Em João
17:3 lemos: “Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que
eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para
que eles sejam um, assim como nós.”
Neste texto
podemos perceber pelo menos duas coisas. Em primeiro lugar a forma, a igreja
deve ser Una da mesma forma como Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito são Um.
Em segundo lugar, a razão, a igreja deve ser Una porque o Deus Trino é Um só
Deus.
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